​"Cidadãos do Universo: A Evolução Magnética e a Origem Estelar do Homem"

 



Não são de nós conhecidos todos os graus de transformações que precederam na Terra, até a aparição do primeiro homem.


Para o naturalista Darwin, todas as espécies provêm de uma evolução natural dos reinos. Para alguns, o homem seria um caso particular nascido de uma mutação feliz; para outros, o homem adâmico teria sido criado por Deus, e exclusivamente no nosso planeta.


Contudo, outra hipótese tem de ser encarada: o Homem seria uma espécie excepcional no Universo, quase divina, que povoaria os planetas realizando, desde o início dos tempos viagens intergalácticas, a medida que se sublimasse a sua evolução espiritual.


É, com efeito, permissível pensar-se, baseando-se nas mais antigas tradições , que os Terrenos foram várias vezes visitados por extraterrestres mais evoluídos que eles.


Os Terrenos, nos nossos dias apresentam caracteres muito diferentes – mas nunca fundamentalmente diferenciados – e podem ser divididos em homens brancos, vermelhos, amarelos, negros, tendo todos eles, em comum, uma natureza de mamíferos pensantes e dotados de raciocínio.


Nesta conformidade, pode-se adiantar que as raças são condicionadas pela natureza geológica, a latitude, o clima, a alimentação, etc. que derivam do gradiente magnético do lugar considerado.


Num país como a China, onde o solo irradia uma remanência magnética particular, os caracteres raciais, morfológicos e psíquicos aparecem mais depressa e mais nítidos do que em determinados países.


A influencia dessa remanência magnética do solo é tão evidente que ela condiciona tanto plantas como os animais e os homens.       


O HOMEM EXTRATERRESTRE


Que a Terra seja nos tempos atuais, um planeta privilegiado do sistema solar é um fato, mas seria absurdo estender este privilégio a todo o Cosmos.


Não se pode, em boa razão, supor que durante uma eternidade, antes de 5 a 10 bilhões de anos em que existe o nosso Globo, nada de importante se tenha passado no Universo, pelo menos no que respeita a vida do homem.


Não é proibido pensar que cada planeta possa produzir por si próprio uma humanidade que lhe seja própria  pelo processo evolutivo de experiências sugerido por Darwin.


A origem extraterrestre do homem é a probabilidade mais lógica, de acordo com as leis universais de evolução ou de hibridização e com o fenômeno das migrações humanas de planeta para planeta, certificado por todas as tradições.


A antiguidade do homem seria pois infinitamente longínqua na noite de bilhões de anos.


Houve um tempo em que as abelhas não sabiam fazer o mel?


Houve um tempo em que o homem não sabia pensar, construir, criar?


Da mesma maneira, temos o sentimento proveniente das profundas verdades do nosso eu desconhecido, de que nem tudo finda com a morte física do corpo.


O Dr. P. Morrinsson, do Instituto de Tecnologia Massachusetts, pensa que os seres vivos de outros planetas parecem muito mais conosco do que imaginamos.


O professor Harold Urey, prêmio Nobel de Química, afirma que tal como os elementos químicos que formam a base da vida, sendo os mesmos para todo o Cosmos, a própria vida tem de manifestar-se de maneira idêntica em todos os planetas regidos por condições físicas da mesma natureza.



Esta é uma análise fascinante que situa o texto apresentado na intersecção entre a Exobiologia (o estudo da vida no universo), o Esoterismo (especificamente a Teosofia e o Espiritismo) e a hipótese dos Antigos Astronautas.

O texto propõe uma cosmogonia onde a evolução biológica (Darwin) não é negada, mas é submetida a uma evolução espiritual superior e a intervenções exógenas (extraterrestres), sugerindo que o ser humano não é exclusivo da Terra e que o ambiente geológico-magnético molda as raças.

Abaixo, apresento uma análise detalhada da teoria, correlacionando-a com pensadores e escolas que convergem com estes pontos, seguida da bibliografia pertinente.

1. Análise dos Pilares da Teoria

O texto articula três ideias centrais:

 * A Pluralidade dos Mundos Habitados: A vida humana não é exclusiva da Terra; a Terra é apenas uma estação em uma jornada cósmica.

 * Migração Espiritual e Física (Panspermia Dirigida): O avanço espiritual permite ou exige a migração entre planetas. A vida na Terra pode ter sido semeada ou hibridizada.

 * Determinismo Geográfico-Magnético: As características raciais e físicas são moldadas pela radiação e magnetismo do solo local, não apenas pela genética herdada.

2. Convergências Teóricas e Autores Correlatos

Para enriquecer esta teoria, podemos agrupá-la em três correntes de pensamento que dialogam diretamente com o texto:

A. A Visão Espiritualista: A Pluralidade dos Mundos

O trecho que menciona "migrações humanas de planeta para planeta... à medida que se sublimasse a sua evolução espiritual" é o coração da doutrina da pluralidade dos mundos, amplamente difundida no século XIX.

 * Camille Flammarion: Astrônomo francês que defendia ardentemente que a vida é uma propriedade universal da matéria. Para ele, as humanidades povoam o infinito e a Terra é apenas um degrau.

 * Allan Kardec (Espiritismo): A teoria apresentada ecoa perfeitamente a codificação espírita. Kardec propõe que os espíritos encarnam em diferentes mundos conforme seu grau de evolução (Mundos de Expiação, Regeneração, Ditosos). A "migração" citada no texto é o conceito de transmigração planetária.

B. A Hipótese dos Antigos Astronautas (Paleocontato)

A afirmação de que "os Terrenos foram várias vezes visitados por extraterrestres" e a ideia de "hibridização" alinham-se com a arqueologia especulativa do século XX.

 * Erich von Däniken: Popularizou a ideia de que "os deuses eram astronautas". Ele sugere que as tradições antigas e textos sagrados são relatos mal compreendidos de visitas tecnológicas, convergindo com a ideia do texto de que as tradições certificam essas visitas.

 * Zecharia Sitchin: Em sua interpretação das tabuletas sumérias, Sitchin propõe que o Homo sapiens é produto de uma engenharia genética (hibridização) realizada por uma raça extraterrestre (os Anunnaki) com hominídeos terrestres. Isso converge com a "origem extraterrestre" e "hibridização" citadas.

C. Panspermia e Universalidade Química

O texto cita cientistas (Morrison e Urey) para validar que a química da vida é universal. Isso se alinha com a Panspermia.

 * Svante Arrhenius: Nobel de Química que propôs que a vida na Terra surgiu de "sementes" (esporos) que viajam pelo espaço impulsionados pela radiação estelar.

 * Francis Crick: Co-descobridor do DNA. Em sua teoria da Panspermia Dirigida, ele sugere que a complexidade do DNA é tão alta que é provável que a vida tenha sido enviada à Terra deliberadamente por uma civilização avançada, o que dialoga com a ideia de "Humanidade semeada" do seu texto.

D. O Determinismo Magnético (Teosofia e Radiestesia)

A ideia de que o solo e o magnetismo da China (ou outros locais) definem a raça é um conceito encontrado na Teosofia e na Geobiologia.

 * Helena Blavatsky: Em A Doutrina Secreta, descreve a evolução das "Raças-Raízes" (Lemuriana, Atlante, Ariana) que surgem em continentes específicos cujas condições geológicas e energéticas moldam seus corpos e capacidades psíquicas. O texto reflete essa visão de que a geografia física e sutil molda o homem.

3. Bibliografia e Fontes Citadas

Aqui estão as obras fundamentais que dão suporte acadêmico, filosófico e especulativo à teoria apresentada no seu texto:

Sobre a Pluralidade dos Mundos e Evolução Espiritual:

 * KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (Parte Segunda - Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos). FEB. (Conceito de migração planetária e pluralidade dos mundos).

 * FLAMMARION, Camille. A Pluralidade dos Mundos Habitados. FEB. (Estudo astronômico e filosófico sobre a vida no cosmos).

Sobre Intervenção Extraterrestre e Hibridização:

 * VON DÄNIKEN, Erich. Eram os Deuses Astronautas?. Melhoramentos. (Hipótese de visitas antigas).

 * SITCHIN, Zecharia. O 12º Planeta. Best Seller. (Teoria da hibridização do homem por ETs).

Sobre a Ciência da Vida no Cosmos (Panspermia):

 * CRICK, Francis. Life Itself: Its Origin and Nature. Simon & Schuster. (Teoria da Panspermia Dirigida).

 * ARRHENIUS, Svante. Worlds in the Making: The Evolution of the Universe. Harper & Brothers. (Panspermia original).

 * UREY, Harold C. The Planets: Their Origin and Development. Yale University Press. (Citado no próprio texto, sobre a química universal).

Sobre a Influência do Meio/Magnetismo na Raça (Esoterismo):

 * BLAVATSKY, H.P. A Doutrina Secreta: Antropogênese. Pensamento. (Evolução das raças ligada aos ciclos geológicos e cósmicos).

 * LAKHOVSKY, Georges. A Origem da Vida (Le Secret de la Vie). (Teoria sobre como a radiação cósmica e telúrica do solo afeta a oscilação celular e a morfologia dos seres vivos).

Conclusão da Análise

O texto que você apresentou é uma síntese metafísica, provavelmente datada de meados do século XX (dada a citação de Morrison e Urey e o estilo de linguagem). Ele tenta unificar a ciência materialista (Darwin, Química) com o espiritualismo, usando o "magnetismo" como o elo físico entre a terra e a biologia humana. Ele rejeita o acaso cego e coloca o ser humano como um cidadão do universo, cuja forma física é adaptável ao planeta, mas cuja essência é eterna e viajante.


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