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segunda-feira, 27 de maio de 2024
O Selo de Salomão
Interpretação Simbólica do Selo de Salomão
O Selo de Salomão é um símbolo com profundos significados esotéricos e místicos, abrangendo diversas culturas e tradições religiosas. Aqui estão algumas das interpretações simbólicas mais comuns:
1. **Hexagrama e Dualidade**: Formado por dois triângulos equiláteros sobrepostos, o hexagrama simboliza a união dos opostos: o masculino e o feminino, o espiritual e o material, o fogo e a água. Esta dualidade é central em muitas tradições esotéricas, representando o equilíbrio e a harmonia entre forças contrárias.
2. **Proteção e Poder**: Na tradição esotérica e mágica, o Selo de Salomão é visto como um amuleto de proteção contra forças malignas e um símbolo de poder sobre o mundo espiritual. O anel do Rei Salomão, adornado com este selo, supostamente conferia a ele o poder de controlar demônios e espíritos.
3. **Sabedoria e Conhecimento**: Associado ao Rei Salomão, famoso por sua sabedoria, o símbolo também representa a busca pelo conhecimento e pela iluminação espiritual. É um emblema de sabedoria divina e discernimento.
### Referências Culturais e Históricas
1. **Judaísmo**: No judaísmo, o Selo de Salomão é frequentemente relacionado à Estrela de Davi, um símbolo de identidade e proteção. No folclore judaico, o anel de Salomão conferia-lhe poder sobre os espíritos.
2. **Islamismo**: No Islã, Salomão (ou Suleiman) é uma figura profética dotada de grande sabedoria e poderes sobrenaturais, incluindo a habilidade de controlar jinns (espíritos). O selo é visto como um símbolo de autoridade divina.
3. **Alquimia e Ocultismo**: Na alquimia medieval e na magia renascentista, o hexagrama representava a síntese de elementos opostos e era utilizado em rituais de invocação e proteção. É frequentemente encontrado em grimórios e textos esotéricos.
### Livros e Estudos Sobre o Selo de Salomão
1. **"The Key of Solomon the King" (A Chave do Rei Salomão)**: Um famoso grimório atribuído ao Rei Salomão, descrevendo rituais de invocação e controle de espíritos. Contém diversas referências ao uso do selo.
2. **"The Greater Key of Solomon" e "The Lesser Key of Solomon"**: Coletâneas de textos mágicos que detalham práticas de magia cerimonial associadas ao Rei Salomão e incluem instruções para a criação e uso do Selo de Salomão.
3. **"The Seal of Solomon in Islamic Magic"**: Estudo acadêmico sobre a influência do Selo de Salomão no misticismo islâmico e suas aplicações em textos mágicos islâmicos.
4. **"The Book of Solomon’s Magick"**: Uma exploração moderna das tradições mágicas associadas ao Rei Salomão, incluindo a simbologia do selo.
### Estudos e Pesquisas Acadêmicas
- **Artigos Acadêmicos**: Pesquisas publicadas em periódicos de estudos religiosos, história e esoterismo frequentemente exploram o simbolismo e a influência cultural do Selo de Salomão.
- **Teses de Pós-Graduação**: Trabalhos acadêmicos em universidades focando em história da magia, religiões comparadas e simbologia esotérica.
### Conclusão
O Selo de Salomão é um símbolo multifacetado, rico em significado e história. Ele continua a ser um objeto de fascinação e estudo, simbolizando proteção, sabedoria, poder e a união dos opostos. As diversas interpretações e usos culturais ao longo da história refletem sua importância duradoura no misticismo e na espiritualidade.
O Tetragrammaton é um termo que se refere ao nome de Deus, representado por quatro letras hebraicas: Yod (י), He (ה), Vav (ו) e He (ה), transliteradas como YHVH ou IHVH. Este nome é considerado sagrado e é frequentemente pronunciado como "Yahweh" ou "Jeová". Aqui está uma visão geral da literatura, livros, estudos e significado simbólico associados ao Tetragrammaton:
### Significado Simbólico:
1. **Nome de Deus**: O Tetragrammaton é visto como o nome supremo de Deus na tradição judaica, representando sua natureza divina e sua relação com o povo de Israel.
2. **Inefabilidade Divina**: Na tradição judaica, o Tetragrammaton é considerado tão sagrado que seu verdadeiro significado e pronúncia são considerados inefáveis, além da compreensão humana.
3. **Presença Divina**: O nome de Deus representado pelo Tetragrammaton está associado à presença divina e à manifestação do poder e da providência de Deus na vida das pessoas.
### Literatura e Estudos:
1. **Textos Religiosos**: O Tetragrammaton é encontrado principalmente na Bíblia Hebraica (Tanakh), onde é usado para se referir a Deus. Ele aparece mais de 6.800 vezes no texto original do Antigo Testamento.
2. **Estudos Acadêmicos**: Muitos estudos acadêmicos foram dedicados ao Tetragrammaton, abordando sua origem, significado, pronúncia e interpretação ao longo da história judaica e cristã.
3. **Tratados Religiosos e Filosóficos**: Textos religiosos e filosóficos judaicos, cristãos e ocultistas frequentemente discutem o significado e a importância do Tetragrammaton em relação à teologia, misticismo e prática espiritual.
### Livros e Fontes:
1. **"The Tetragrammaton and the Christian Greek Scriptures"**: Este livro explora o uso do Tetragrammaton nos manuscritos gregos do Novo Testamento e seu significado para os primeiros cristãos.
2. **"The Name of God: From Sinai to the American Southwest"**: Um estudo comparativo sobre a reverência ao Tetragrammaton em diferentes tradições religiosas e culturais.
3. **"YHWH: The Divine Name in the Bible"**: Um exame detalhado do Tetragrammaton e seu uso na Bíblia Hebraica, explorando seu significado teológico e histórico.
4. **"The Mystical Qabalah"**: Um clássico da tradição esotérica que discute o Tetragrammaton como um símbolo de poder divino e seu papel na cabala judaica.
### Conclusão:
O Tetragrammaton é um símbolo poderoso e sagrado na tradição judaica e tem sido objeto de estudo e reverência ao longo dos séculos. Sua presença na Bíblia e sua importância teológica o tornam um tema central de pesquisa e reflexão para estudiosos religiosos, teólogos e praticantes espirituais.
A Troca de Essências
MAÇONARIA DA CENTÚRIA DOURADA
Como exemplo, mais recente do uso de entrantes por grupo organizados, temos, a Loja Maçônica da Centúria Dourada, a FOCG, loja ocultista de práticas mágicas negativas (magia negra), são 99 membros, onde o de número 100 é um demônio, produzido na forma de egregora. Existem, atualmente espalhadas pelo mundo, 99 destas lojas, onde encontramos ligações estreita com a organização dos Illuminati, no dia 23 de junho, em intervalos de cinco anos, um dos membros é escolhido através de sorteio, para abandonar seu corpo físico em prol de um entrante, ou simplesmente, é eliminado, da vida física, através do uso de técnicas mágicas ocultistas, sendo seu lugar ocupado imediatamente por iniciados da ordem, que estavam a espera de uma vaga.
ORDEM NEGRA
As SS, denominadas também "A Ordem Negra", não eram de forma alguma um regimento da polícia, mas uma verdadeira ordem religiosa com uma estrutura hierárquica. Quem poderia pois pensar que esse brutal partido nazista era uma ordem sagrada? Tal afirmação pode parecer ridícula, fora de época, mas essa não é a primeira vez na história que uma ordem sagrada é responsável por atos de atrocidades sem nome. Os jesuítas e também os dominicanos que dirigiam a Inquisição na Idade Média, são exemplos gritantes. A Ordem Negra era a manifestação concreta das concepções esotéricas e ocultas da Sociedade Thule. No interior das SS se encontrava outra sociedade secreta, a elite, o círculo o mais íntimo das SS, a SS "Sol Negro". Nosso sol giraria em volta do sol negro, quer dizer, de um grande sol central, o sol primordial, que é representado pela cruz com os braços isósceles. Essa cruz foi desenhada sobre os aviões e os carros do terceiro Reich. Os templários, os rosa-cruzes e muitas outras antigas lojas a empregavam ainda nessa mesma ótica [79].
A Sociedade Thule e aqueles que iriam tornar-se, mais tarde, os SS "Sol Negro" trabalharam em estreita colaboração não somente com a colônia tibetana em Berlim, mas também com uma ordem de magia negra tibetana. Hitler estava em contato permanente com um monge tibetano com luvas verdes que era designado como o "guardião da chave" e que teria sabido onde se encontrava a entrada de Agarthi (a Ariana) [80].
25 de abril de 1945, Os russos descobriram os cadáveres de seis tibetanos dispostos em círculo num subterrâneo berlinense, e no centro se encontrava aquele homem das luvas verdes. Diz-se que foi um suicídio coletivo. Em 2 de maio de 1945, após a entrada dos russos em Berlim, encontraram mais de 1.000 homens mortos que eram, sem a menor dúvida, originários das regiões do Himalaia e haviam combatido com os alemães. Que diabo faziam pois os tibetanos afastados, milhares de quilômetros de sua terra, com uniformes alemães? [81]
Numerosos jovens foram formados pelo "Sol Negro" durante o terceiro Reich; eles eram consagrados no castelo forte de Wewelsburg e enviados ao Tibet para lá continuar a sobreviver e preparar-se para afrontar o grande combate final deste fim de século.
Pelos relatos de Franz Bardon, Adolf Hitler era também membro de uma loja FOGC (ordem franco-maçônica da centúria de ouro), conhecida, de fato, como a 99.ª loja. No que concerne às 99.ª lojas, existem noventa e nove lojas disseminadas pelo mundo e cada uma é composta de 99 membros. Cada loja está sob a dominação de um demônio, e cada membro tem um próprio "demônio" só para ele. O demônio ajuda a pessoa a adquirir dinheiro e poder, mas, em troca, a alma dessa pessoa é obrigada a servir esse demônio após sua morte. E também, cada ano, um membro é sacrificado ao demônio da loja, em virtude do que um novo membro é admitido. Os membros das 99.ª lojas são também dirigentes muito influentes na economia e nas finanças e estão mais presentes hoje do que nunca. As lojas FOGC, quer dizer, as 99.ª lojas, são, pelo meu conhecimento, o pior dos perigos; ao lado delas, o satanismo ao qual se refere a "igreja de Satã" de Anton La Vey, de quem se fala na mídia, é bem inofensivo!
Franz Bardon confirmou que Hitler e a ordem Thule foram um Instrumento entre as mãos de um grupo de magos negros tibetanos.
A troca de essências é um conceito que aparece em diversas tradições esotéricas e espiritualistas, sendo interpretado de maneiras variadas conforme a doutrina específica. Na literatura esotérica, a ideia de troca de essências muitas vezes se relaciona com a transformação espiritual e o intercâmbio de energias ou qualidades entre seres ou objetos sagrados.
1. **Rosacrucianismo**: No contexto dos ensinamentos rosacruzes, a troca de essências pode ser vista como uma forma de alquimia espiritual, onde a transformação interna do indivíduo é comparada à transmutação de metais em ouro. Livros como "O Alquimista" de Paracelso e as obras de Robert Fludd exploram essas ideias de transmutação e elevação espiritual através de práticas esotéricas [[❞]](https://issuu.com/retalesdemasoneria/docs/retales_masoneria_numero_127_-_enero_2022/s/14553681).
2. **Umbanda Esotérica**: Nesta vertente espiritual brasileira, a troca de essências pode ser entendida através das incorporações e interações entre médiuns e entidades espirituais. As obras de W.W. da Matta e Silva, Rivas Neto e Rubens Saraceni discutem como essas trocas energéticas influenciam o desenvolvimento espiritual dos praticantes e a purificação das suas energias [[❞]](https://issuu.com/retalesdemasoneria/docs/retales_masoneria_numero_127_-_enero_2022/s/14553681).
3. **Literatura Sapiencial**: Textos de sabedoria antigos, como as "Máximas de Ptahhotep" e "Instruções de Amenemope" da literatura egípcia, abordam o cultivo de virtudes e a troca de influências positivas entre indivíduos como um meio de elevação moral e espiritual. Na tradição judaica, livros sapienciais como Provérbios e Eclesiastes exploram a importância de buscar a sabedoria e a compreensão como formas de alinhar-se com a essência divina [[❞]](https://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_sapiencial).
4. **Cabala e Alquimia**: Na tradição cabalística, a troca de essências está presente na interpretação dos Sephiroth e sua influência sobre a alma humana. A cabala luriânica, por exemplo, trata da reparação do mundo (Tikkun Olam) através da elevação das faíscas divinas, um conceito que pode ser visto como uma forma de troca e elevação de essências [[❞]](https://issuu.com/retalesdemasoneria/docs/retales_masoneria_numero_127_-_enero_2022/s/14553681).
Essas obras e tradições mostram que a troca de essências é um tema recorrente na literatura esotérica, interpretado de várias maneiras, mas sempre centrado na ideia de transformação e elevação espiritual.
A troca de essências, especialmente na forma de possessão espiritual ou substituição da alma, é um tema rico e complexo explorado em diversas religiões e mitologias. Abaixo estão alguns dos principais contextos religiosos e literários onde esse conceito é abordado:
1. **Cristianismo**: A ideia de possessão demoníaca é amplamente discutida, onde acredita-se que demônios ou espíritos malignos podem tomar posse do corpo humano. Referências notáveis incluem a Bíblia e textos de teólogos como "Possession, Demoniacal and Other" de Traugott K. Oesterreich, que oferece uma visão histórica abrangente sobre o fenômeno [[❞]](https://en.wikipedia.org/wiki/Spirit_possession) [[❞]](https://www.encyclopedia.com/environment/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/spirit-possession-overview).
2. **Judaísmo**: A figura do Dybbuk, um espírito maligno que possui o corpo de uma pessoa viva, é um exemplo clássico. Este conceito é explorado em profundidade na literatura cabalística e em textos como "Dybbuk and Jewish Folk Traditions" de Howard Schwartz [[❞]](https://en.wikipedia.org/wiki/Spirit_possession).
3. **Hinduísmo**: Possessões espirituais são comuns em práticas devocionais e rituais. A possessão por deidades durante festivais ou por espíritos em sessões de cura é documentada em textos como "Possession and Trance" de I.M. Lewis, que discute estados de transe e possessão em várias culturas [[❞]](https://archive.org/details/ecstaticreligion0000lewi).
4. **Vodu Haitiano**: A possessão pelos Loas (espíritos) é uma parte central da prática religiosa. Durante os rituais, os praticantes são "montados" pelos Loas, que falam e agem através deles. O livro "Mama Lola: A Vodou Priestess in Brooklyn" de Karen McCarthy Brown oferece uma visão detalhada dessa prática [[❞]](https://en.wikipedia.org/wiki/Spirit_possession).
5. **Islamismo**: A crença na possessão por jinns (espíritos) é prevalente. Esses espíritos podem influenciar ou controlar seres humanos, conforme discutido em textos islâmicos clássicos e contemporâneos sobre jinns e exorcismo [[❞]](https://en.wikipedia.org/wiki/Spirit_possession).
6. **Religiões Africanas Tradicionais**: O fenômeno da possessão é amplamente documentado. Por exemplo, em muitas culturas africanas, os espíritos dos ancestrais ou deuses locais podem possuir os indivíduos durante cerimônias. Textos como "The Ban of the Bori" de A.J.N. Tremearne exploram essas práticas entre os Hausa e outras culturas africanas [[❞]](https://www.encyclopedia.com/environment/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/spirit-possession-overview).
7. **Budismo e Religiões da Ásia Oriental**: Em algumas tradições budistas, a possessão por espíritos é reconhecida, especialmente nas práticas xamânicas do Tibete e da Mongólia. Textos como "Burmese Supernaturalism" de Melford E. Spiro discutem a interação com espíritos e possessões em contextos budistas [[❞]](https://www.encyclopedia.com/environment/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/spirit-possession-overview).
Essas referências fornecem uma visão abrangente da troca de essências e possessão espiritual em várias culturas e religiões, cada uma com suas particularidades e significados específicos.
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Canais de irrigação em Marte?
Em 1906, não foi um astrônomo australiano que fotografou ou popularizou os canais de Marte, mas sim o astrônomo americano Percival Lowell. Lowell foi um defensor fervoroso da teoria de que os "canais" de Marte, que ele acreditava ter observado através de seu telescópio, eram estruturas artificiais construídas por uma civilização marciana avançada. Aqui estão algumas referências e teorias sobre o assunto:
1. **Percival Lowell e os Canais de Marte**:
- **Observações de Lowell**: Lowell observou o planeta Marte em seu observatório em Flagstaff, Arizona, e registrou uma extensa rede de linhas retas, que ele chamou de canais. Ele publicou seus achados em vários livros, incluindo "Mars and Its Canals" (1906).
- **Teoria dos Marcianos**: Lowell acreditava que os canais eram sistemas de irrigação construídos por uma civilização marciana para transportar água das calotas polares até as regiões equatoriais mais secas.
2. **Controvérsia e Refutação**:
- **Refutação Científica**: Muitos astrônomos contemporâneos de Lowell foram céticos em relação às suas observações. A resolução dos telescópios da época era limitada, e as linhas que Lowell via eram provavelmente ilusões de ótica causadas por limitações instrumentais e pela tendência do cérebro humano de conectar pontos em linhas retas.
- **Evidências Modernas**: Com o advento de telescópios mais poderosos e, posteriormente, sondas espaciais, como as missões Mariner e Viking, ficou claro que os canais não existiam. O que Lowell interpretou como canais eram, na verdade, características superficiais naturais, como crateras e vales.
3. **Impacto na Cultura Popular**:
- **Influência Cultural**: As ideias de Lowell sobre os canais de Marte tiveram um impacto significativo na cultura popular e na ficção científica. A noção de uma civilização marciana influenciou obras de escritores como H.G. Wells ("A Guerra dos Mundos") e Edgar Rice Burroughs ("As Crônicas de Marte").
4. **Pesquisas e Publicações**:
- **Publicações**: Para mais informações detalhadas sobre as observações de Lowell e as teorias dos canais de Marte, você pode consultar seus próprios livros, como "Mars" (1895) e "Mars and Its Canals" (1906).
- **Análises Históricas**: Há também muitas análises históricas e científicas sobre o trabalho de Lowell e suas implicações na astronomia e cultura. Um exemplo é "The Planet Mars: A History of Observation and Discovery" por William Sheehan.
Portanto, embora as observações e teorias sobre os canais de Marte sejam associadas principalmente a Percival Lowell e não a um astrônomo australiano, o tema continua sendo um fascinante capítulo na história da astronomia e na imaginação popular sobre o espaço.
A observação de possíveis canais de irrigação em Marte remonta ao final do século XIX e início do século XX, quando vários astrônomos acreditavam ter visto estruturas lineares na superfície do planeta. Essa ideia foi amplamente divulgada e debatida na comunidade científica e popular.
Um astrônomo australiano que contribuiu para essa discussão foi Walter Gale. Em 1906, ele relatou ter observado "canais" em Marte, seguindo a linha de raciocínio popularizada por astrônomos como Giovanni Schiaparelli e Percival Lowell.
Aqui estão alguns estudos e livros que fazem referência ao assunto dos canais em Marte, incluindo as observações de Walter Gale:
1. **"Mars and Its Canals" by Percival Lowell (1906)**
- **Referência:** Lowell, P. (1906). *Mars and Its Canals*. Boston: Houghton Mifflin.
- **Descrição:** Este livro detalha as observações de Lowell sobre os canais de Marte e discute a possibilidade de vida inteligente no planeta.
2. **"The Planet Mars: A History of Observation and Discovery" by William Sheehan (1996)**
- **Referência:** Sheehan, W. (1996). *The Planet Mars: A History of Observation and Discovery*. Tucson: University of Arizona Press.
- **Descrição:** Sheehan oferece uma análise abrangente das observações e teorias sobre Marte, incluindo o trabalho de Lowell e as observações de Gale.
3. **"Mars: The Lure of the Red Planet" by William Sheehan and Stephen James O'Meara (2001)**
- **Referência:** Sheehan, W., & O'Meara, S. J. (2001). *Mars: The Lure of the Red Planet*. Amherst, NY: Prometheus Books.
- **Descrição:** Este livro explora a fascinação humana por Marte ao longo da história, abordando observações telescópicas e teorias sobre os canais.
4. **"The Martians of Science: Five Physicists Who Changed the Twentieth Century" by Istvan Hargittai (2006)**
- **Referência:** Hargittai, I. (2006). *The Martians of Science: Five Physicists Who Changed the Twentieth Century*. New York: Oxford University Press.
- **Descrição:** Embora este livro se concentre em físicos, ele contextualiza as discussões científicas da época sobre Marte e seus canais.
5. **Artigo "Early Australian Observations of Mars" in Journal of Astronomical History and Heritage**
- **Referência:** Orchiston, W. (2003). Early Australian Observations of Mars. *Journal of Astronomical History and Heritage*, 6(2), 103-114.
- **Descrição:** Este artigo revisita as contribuições de astrônomos australianos, incluindo Walter Gale, para a observação de Marte.
Esses recursos fornecerão uma visão ampla e detalhada sobre as observações de canais em Marte, incluindo o trabalho de astrônomos como Walter Gale.
sábado, 18 de maio de 2024
Como as primeiras civilizações contavam o tempo?
Os sumérios desenvolveram um sistema numérico sexagesimal, ou seja, baseado no número 60. Este sistema influenciou profundamente a maneira como dividimos o tempo hoje. Aqui estão os principais pontos sobre o número 60 e o sistema de contagem do tempo dos sumérios:
### Sistema Numérico Sexagesimal
1. **Base 60**: O sistema sexagesimal usa a base 60 em vez da base 10, que é a mais comum hoje. Isso significa que, em vez de contar de 1 a 10 antes de adicionar um dígito à esquerda, eles contavam de 1 a 60.
2. **Facilidade de Frações**: O número 60 tem muitos divisores (1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30, 60), tornando-o ideal para cálculos envolvendo frações. Essa propriedade era especialmente útil para cálculos astronômicos e divisão de medidas.
### Divisão do Tempo
1. **Horas, Minutos e Segundos**: A influência do sistema sexagesimal sumério pode ser vista na divisão da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos. Este método de contagem tornou-se padrão através dos babilônios, herdeiros culturais dos sumérios, e foi posteriormente adotado pelos gregos e romanos.
2. **Círculo de 360 Graus**: O sistema sexagesimal também influenciou a geometria. Um círculo é dividido em 360 graus, e cada grau em 60 minutos de arco e cada minuto em 60 segundos de arco. Este padrão, ainda em uso hoje, facilita cálculos precisos em navegação e astronomia.
### Relógios de Água e de Sol
Os sumérios usavam relógios de água (clepsidras) e relógios de sol para medir o tempo. Estes instrumentos ajudavam a dividir o dia em partes menores, embora inicialmente estas divisões fossem baseadas em uma observação aproximada da passagem do tempo.
### Calendário Sumério
1. **Calendário Lunar**: O calendário sumério era baseado no ciclo lunar, com meses de 29 ou 30 dias. Para manter a sincronização com o ano solar, eles adicionavam um mês extra periodicamente.
2. **Meses Intercalados**: A intercalação de meses permitia ajustar o calendário lunar ao ciclo solar, garantindo que os festivais e eventos agrícolas ocorressem na estação correta.
### Legado
O legado do sistema sexagesimal dos sumérios é evidente até hoje em várias áreas:
1. **Tempo**: A hora dividida em 60 minutos e o minuto em 60 segundos.
2. **Ângulos**: A divisão do círculo em 360 graus.
3. **Astronomia e Navegação**: Sistemas de medição que utilizam divisões baseadas em 60 para cálculos precisos.
Em resumo, o sistema de contagem do tempo dos sumérios e sua base numérica de 60 teve um impacto duradouro na forma como medimos e dividimos o tempo, os ângulos e outras medidas matemáticas. Este sistema sexagesimal, devido à sua eficiência e precisão, foi adotado e adaptado por muitas culturas subsequentes, tornando-se uma parte integral do conhecimento matemático e científico.
Os egípcios antigos contavam o tempo de várias maneiras, utilizando principalmente o calendário solar, que era bastante avançado para a época. O calendário egípcio era composto por três estações, cada uma com quatro meses de 30 dias, totalizando 360 dias. Para alinhar o calendário com o ano solar, eles adicionavam cinco dias adicionais ao final do ano, conhecidos como dias epagômenos, resultando em um ano de 365 dias. Esses cinco dias eram considerados festivos e dedicados aos deuses.
As três estações do calendário egípcio eram:
1. **Akhet (Inundação)**: Quando o Nilo inundava, marcando o início do ano.
2. **Peret (Emergência)**: Quando as águas recuavam e as terras estavam prontas para a semeadura.
3. **Shemu (Colheita)**: Quando as colheitas eram feitas antes da próxima inundação.
Para medir o tempo durante o dia, os egípcios usavam relógios de sol e clepsidras (relógios de água), que lhes permitiam dividir o dia em 24 partes (12 horas diurnas e 12 noturnas).
### Comparação com os Sumérios
Os sumérios, por outro lado, utilizavam um calendário lunar. O calendário sumério tinha meses de 29 ou 30 dias, baseados no ciclo lunar, resultando em um ano de aproximadamente 354 dias. Para alinhar o calendário lunar com o ano solar, eles intercalavam um mês adicional periodicamente.
O sistema sumério também influenciou o modo como dividimos o tempo hoje, particularmente com a base sexagesimal (sistema de 60), que é a base para a divisão da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos. Essa influência é evidente na forma como medimos o tempo atualmente, uma prática que se difundiu através das civilizações mesopotâmicas e permaneceu ao longo dos séculos.
### Semelhanças e Diferenças
- **Semelhanças**:
- Ambos os sistemas necessitaram de ajustes para alinhar o calendário lunar ou solar com o ano solar real.
- Tanto egípcios quanto sumérios usavam relógios de água para medir o tempo.
- **Diferenças**:
- Os egípcios utilizavam um calendário solar fixo de 365 dias, enquanto os sumérios usavam um calendário lunar.
- A forma de intercalar dias ou meses adicionais para manter o alinhamento com o ano solar era diferente.
Portanto, embora os sistemas egípcio e sumério tivessem a mesma necessidade de alinhar seus calendários com o ciclo solar, eles o faziam de maneiras distintas, refletindo as particularidades de suas culturas e a base de seu entendimento astronômico.
Os maias desenvolveram um sistema complexo e sofisticado para contar o tempo, incorporando tanto um calendário solar quanto um calendário sagrado, além de um sistema de contagem de longo prazo. Aqui estão os detalhes sobre o sistema de contagem do tempo dos maias e o sistema numérico que eles usavam:
### Calendários Maia
1. **Haab’** (Calendário Solar)
- **Estrutura**: O Haab’ consistia em 18 meses de 20 dias cada, totalizando 360 dias, mais um período adicional de 5 dias chamado "Wayeb’".
- **Meses**: Os meses do Haab’ eram Pop, Wo, Sip, Sotz’, Tzek, Xul, Yaxk’in, Mol, Ch’en, Yax, Sak’, Keh, Mak, K’ank’in, Muwan, Pax, K’ayab e Kumk’u. Os cinco dias do Wayeb’ eram considerados de má sorte.
- **Uso**: O Haab’ era usado principalmente para fins agrícolas e administrativos.
2. **Tzolk’in** (Calendário Sagrado)
- **Estrutura**: O Tzolk’in consistia em 260 dias, dividido em 20 períodos de 13 dias (chamados "trezenas").
- **Nomes dos Dias**: Cada um dos 20 dias tinha um nome específico, como Imix, Ik’, Ak’bal, etc. Cada número de 1 a 13 era associado a esses dias, criando 260 combinações únicas.
- **Uso**: O Tzolk’in era usado para fins religiosos e rituais, orientando cerimônias e previsões astrológicas.
3. **Calendário de Contagem Longa**
- **Propósito**: O calendário de contagem longa servia para registrar períodos longos de tempo, além de eventos históricos e mitológicos.
- **Estrutura**: Baseado em um sistema vigesimal (base 20) modificado. As unidades eram:
- **Kin** (1 dia)
- **Uinal** (20 dias)
- **Tun** (360 dias ou 18 Uinals)
- **K’atun** (7.200 dias ou 20 Tuns)
- **B’aktun** (144.000 dias ou 20 K’atuns)
- **Data de Início**: O ponto inicial do calendário de contagem longa corresponde a uma data mítica que equivale ao 11 de agosto de 3114 a.C. no calendário gregoriano.
### Sistema Numérico Maia
1. **Sistema Vigesimal**: O sistema numérico maia era vigesimal, ou seja, baseado no número 20.
- **Símbolos**: Utilizavam três símbolos básicos:
- Um ponto (.) para representar 1.
- Uma barra (—) para representar 5.
- Uma concha ou símbolo oval para representar 0.
- **Escrita**: Os números eram escritos verticalmente, com unidades na parte inferior, seguidas por múltiplos de 20, 400 (20²), 8000 (20³), e assim por diante.
2. **Notação Posicional**: Os maias utilizavam um sistema posicional, similar ao nosso sistema decimal, mas em base 20. Cada posição vertical representava uma potência de 20.
### Referências
Para um estudo mais detalhado, recomendo as seguintes fontes:
- **"The Ancient Maya"** de Sylvanus G. Morley, um livro abrangente sobre a civilização maia.
- **"A Forest of Kings: The Untold Story of the Ancient Maya"** de Linda Schele e David Freidel, que aborda a história e a cultura maia, incluindo seus sistemas de calendário.
- **"Maya Cosmos: Three Thousand Years on the Shaman's Path"** de David Freidel, Linda Schele e Joy Parker, que explora a cosmologia maia e seu calendário.
Estas obras oferecem uma visão profunda dos sistemas de contagem de tempo dos maias e seu impacto na cultura e sociedade.
A civilização védica da antiga Índia tinha um sistema sofisticado para contar o tempo, que estava profundamente enraizado em sua cosmologia e astronomia. Este sistema era composto de várias unidades de tempo que variavam desde frações de segundos até eras cósmicas. Aqui estão os detalhes sobre como os antigos vedas contavam o tempo:
### Unidades de Tempo Védicas
1. **Kshana**: A menor unidade de tempo, aproximadamente 0,8 segundos.
2. **Kāṣṭhā**: Equivalente a 15 kshanas, aproximadamente 12 segundos.
3. **Kalā**: Equivalente a 30 kāṣṭhās, aproximadamente 8 minutos.
4. **Muhurta**: Equivalente a 30 kalās, aproximadamente 48 minutos.
5. **Yāma**: Compreende 7,5 muhurta, ou seja, aproximadamente 6 horas.
### Divisão do Dia
- O dia (Ahorātra) era dividido em 30 muhurta, sendo que 15 muhurta correspondiam ao dia (divas) e 15 muhurta correspondiam à noite (rātri).
### Meses e Anos
1. **Tithi**: Unidade de um dia lunar, aproximadamente 0,9483 dias solares. Existem 30 tithis em um mês lunar.
2. **Paksha**: Quinzena lunar, sendo Shukla Paksha (fase crescente) e Krishna Paksha (fase minguante).
3. **Masa**: Um mês lunar composto por duas pakshas.
4. **Ritu**: Temporada, existiam seis ritus no ano védico, cada uma correspondendo a dois meses lunares:
- Vasanta (Primavera)
- Grishma (Verão)
- Varsha (Monções)
- Sharad (Outono)
- Hemanta (Pré-inverno)
- Shishira (Inverno)
5. **Samvatsara**: Ano, composto por 12 meses lunares.
### Calendário Védico
O calendário védico era principalmente lunar-solar, onde os meses lunares eram ajustados periodicamente com meses intercalados (Adhika Masa) para alinhar com o ano solar.
### Eras e Ciclos Cósmicos
1. **Yugas**: O tempo era dividido em quatro grandes eras ou yugas:
- Satya Yuga (Era da Verdade)
- Treta Yuga
- Dvapara Yuga
- Kali Yuga
2. **Maha Yuga**: Um ciclo completo de quatro yugas, totalizando 4.32 milhões de anos.
3. **Manvantara**: Período que dura 71 maha yugas.
4. **Kalpa**: Um dia de Brahma, equivalente a 1.000 maha yugas ou 4.32 bilhões de anos.
### Astronomia Védica
Os antigos vedas utilizavam observações astronômicas detalhadas para ajustar seu calendário. Textos como o "Surya Siddhanta" e os "Vedanga Jyotisha" fornecem descrições detalhadas de cálculos astronômicos e posições planetárias.
### Referências
Para um estudo mais detalhado, as seguintes fontes são recomendadas:
- **"The Astronomical Code of the R̥gveda"** de Subhash Kak, que discute a base astronômica do calendário védico.
- **"Surya Siddhanta"**: Um dos textos mais antigos de astronomia indiana, que descreve a ciência dos movimentos celestes.
- **"Vedanga Jyotisha"**: Um dos textos védicos que fornece detalhes sobre o calendário e a astronomia védica.
- **"The Vedic Calendar: A Study of the Time Concept in Ancient India"** de B.L. Van Der Waerden, que explora os métodos de contagem de tempo na civilização védica.
Essas obras oferecem uma visão abrangente e detalhada do sistema de contagem do tempo e da astronomia védica, refletindo a sofisticação e a profundidade do conhecimento dos antigos vedas.
A antiga contagem de tempo hebraica é rica e intricada, com raízes profundas na tradição religiosa e na observação astronômica. O sistema de calendário hebraico é lunisolar, combinando elementos lunares e solares para medir o tempo. Aqui estão os detalhes do sistema de contagem de tempo segundo os hebreus:
### Calendário Hebraico
1. **Meses e Ano**
- **Meses Lunares**: O calendário hebraico tem 12 meses lunares de aproximadamente 29,5 dias cada, totalizando cerca de 354 dias por ano.
- **Intercalação**: Para alinhar o calendário lunar com o ano solar de aproximadamente 365,25 dias, é adicionado um mês extra (Adar II) em sete de cada dezenove anos, conhecido como o ciclo metônico. Isso resulta em anos regulares de 12 meses e anos bissextos de 13 meses.
- **Nomes dos Meses**: Os meses hebraicos são Nisan, Iyar, Sivan, Tammuz, Av, Elul, Tishrei, Cheshvan (ou Mar Cheshvan), Kislev, Tevet, Shevat, e Adar (ou Adar I em anos bissextos).
2. **Unidades de Tempo Diárias**
- **Dia**: O dia começa ao pôr do sol, seguindo a tradição bíblica de "E foi a tarde e a manhã, o primeiro dia" (Gênesis 1:5).
- **Hora**: A hora é dividida em 1080 partes chamadas "chalaqim" (singular: chelek), com cada chelek correspondendo a 3 1/3 segundos.
- **Semana**: A semana tem sete dias, com o Shabat (sábado) sendo o dia de descanso e adoração.
### Observação Astronômica
O calendário hebraico tradicionalmente dependia da observação lunar para determinar o início dos meses. Os primeiros rabinos aguardavam o avistamento da lua nova e, posteriormente, calcularam os meses por meio de um calendário fixo.
### Festividades e Ciclo Agrícola
1. **Festividades**: Muitas festas hebraicas estão diretamente ligadas ao calendário lunar-solar, como a Páscoa (Pessach) em Nisan e o Ano Novo (Rosh Hashaná) em Tishrei.
2. **Ciclo Agrícola**: O calendário agrícola segue as estações, influenciando festivais como Shavuot (Festa das Colheitas) e Sucot (Festa dos Tabernáculos).
### Referências Bíblicas e Rabínicas
1. **Torá**: A Torá menciona várias datas e ciclos temporais, estabelecendo festivais e ciclos sabáticos (Êxodo 23:10-11, Levítico 25:4).
2. **Talmud**: O Talmud discute extensivamente o calendário e a intercalação dos meses (Tratado Rosh Hashaná).
3. **Mishná e Tosefta**: Estes textos fornecem detalhes sobre a determinação do início dos meses e anos bissextos.
### Referências Modernas
Para um estudo mais detalhado, as seguintes fontes são recomendadas:
- **"The Comprehensive Hebrew Calendar"** de Arthur Spier, que detalha o calendário hebraico até o século 21.
- **"The Jewish Calendar: History and Inner Workings"** de Hayyim Schauss, que explora a história e os detalhes técnicos do calendário hebraico.
- **"The Jewish Book of Why"** de Alfred J. Kolatch, que explica as razões e significados por trás das práticas do calendário judaico.
Essas obras oferecem uma visão abrangente e detalhada do sistema de contagem de tempo hebraico, refletindo a intersecção entre tradição religiosa e observação astronômica.
sexta-feira, 17 de maio de 2024
A Liberação a realidade Suprema
A liberação do mundo material é um conceito presente em várias religiões e filosofias espirituais, onde ela representa a libertação da alma ou do ser individual das limitações e sofrimentos do mundo físico e material. Aqui estão algumas perspectivas de diferentes tradições:
### Hinduísmo (Vedanta)
No Hinduísmo, especialmente na filosofia Vedanta, a liberação é conhecida como "moksha". Moksha é a liberação do ciclo de samsara, que é o ciclo interminável de nascimento, morte e renascimento (reencarnação). Este estado é alcançado através da realização de que o verdadeiro eu (atman) é idêntico ao Brahman, a realidade suprema. A prática de yoga, meditação, devoção (bhakti) e o cumprimento do dharma (dever religioso e moral) são caminhos que podem levar à moksha.
### Budismo
No Budismo, a liberação é conhecida como "nirvana". Nirvana é o estado de libertação do sofrimento (dukkha) e do ciclo de renascimento (samsara). O caminho para alcançar o nirvana é seguir o Nobre Caminho Óctuplo, que inclui práticas de ética, meditação e sabedoria. Ao atingir o nirvana, o indivíduo está livre do apego, desejo e ignorância, que são as causas do sofrimento.
### Jainismo
No Jainismo, a liberação é chamada de "kevala jnana" ou "moksha". É o estado em que a alma (jiva) se liberta completamente do ciclo de renascimento e das impurezas cármicas. Para alcançar a moksha, os jainistas seguem um caminho rigoroso de purificação ética, espiritual e ascética, incluindo a prática da não-violência (ahimsa), verdade (satya), e o desapego.
### Sufismo (Islã)
No Sufismo, que é a dimensão mística do Islã, a liberação é descrita como a união da alma com Deus (Allah). Este estado é alcançado através da purificação do coração, amor e devoção a Deus, e práticas espirituais como o dhikr (recordação de Deus). A liberação no Sufismo é vista como o fim da separação entre o ser humano e o divino.
### Cristianismo
Embora o Cristianismo não use o termo "liberação" da mesma forma, existe a ideia de salvação, que é a libertação do pecado e da morte eterna. A salvação é alcançada através da fé em Jesus Cristo, arrependimento dos pecados e a graça de Deus. A vida eterna com Deus, livre do sofrimento e da morte, é a forma de liberação no Cristianismo.
### Taoismo
No Taoismo, a liberação pode ser entendida como a harmonia com o Tao (o Caminho). É o estado de estar em equilíbrio com a natureza e o universo, livre de desejos e apegos. A prática de wu wei (ação sem esforço), meditação e viver de acordo com os princípios do Tao são caminhos para alcançar essa harmonia e liberdade espiritual.
### Sikhismo
No Sikhismo, a liberação é chamada de "mukti" e é a união da alma com Deus após a morte, libertando-se do ciclo de renascimento. A prática da devoção a Deus, serviço altruísta (seva), e a meditação no nome de Deus (Naam Simran) são os meios para alcançar a mukti.
Cada uma dessas tradições oferece uma visão única da liberação, mas todas compartilham a ideia central de transcender as limitações do mundo material e alcançar um estado superior de existência ou consciência.
terça-feira, 7 de maio de 2024
O Inferno de Dante
“O Inferno de Dante - Divina Comédia
O “Inferno” é a primeira parte da “Divina Comédia” de Dante Alighiere
A viagem de Dante é uma alegoria através do conceito medieval de Inferno, guiada pelo poeta romano Virgílio.
O Inferno, o Purgatório e o Paraíso.
A obra está dividida em trinta e três cantos, sendo que um deles serve de introdução ao poema.
No poema, o Inferno é descrito com nove círculos de sofrimento localizados dentro da Terra.
A organização do inferno foi baseada na teoria medieval de que o universo era formado por círculos concêntricos.
O inferno torna-se mais profundo a cada círculo, pois os pecados são mais graves.
Os nove círculos do Inferno de Dante :
Limbo (virtuosos pagãos)
Vale dos Ventos (luxúria)
Lago de Lama (gula)
Colinas de Rocha (ganância)
Rio Estige (ira)
Cemitério de Fogo (heresia)
Vale do Flegetonte (violência)
Malebolge (fraude)
Lago Cócite (traição)
A justiça do inferno debatida no canto 11, está de acordo com a ideia de Aristóteles que relata, na obra Ética a Nicômaco:
Deve ser observado que há três aspectos das coisas que devem ser evitados nos modos:
a) a malícia,
b) a incontinência e
c) a bestialidade.
Portanto, os pecados menos graves estão logo no início, e os mais graves no final.
Dante encontra vários pecadores famosos na sua jornada pelo Inferno. . . . .
NO LIMBO - Dante encontra várias figuras clássicas, como Homero, Hesíodo, Platão, Sócrates, Aristóteles, Ovídio e o próprio Virgílio.
Encontra também personagens bíblicos também foram enviados para o Limbo, como Adão, Abel, Noé, Abraão, David ...
NA LUXURIA - Dante encontra Aquiles, Paris, Tristão, Cleópatra e Dido . . . .
NA GULA - Dante encontra pessoas comuns, não personagens de poemas épicos ou deuses da mitologia.
NA GANÂNCIA - Dante encontra mais pessoas comuns, mas também o guardião do círculo, Plutão, o rei mitológico do submundo.
NA HERESIA - Dante encontra Farinata degli Uberti, um líder militar e aristocrata que tentou conquistar o trono italiano e foi condenado postumamente por heresia em 1283. Dante também conhece Epicuro, o papa Anastácio II e o imperador Frederico II.
NA VIOLÊNCIA - Dante encontra Átila, o Huno, no Anel Externo, os que foram violentos com pessoas e propriedades.
Na “Divina Comédia” o Diabo, ou Lúcifer, é retratado no nono e último círculo do Inferno, conhecido como o Lago Cócite, é reservado para os TRAIDORES, que para Dante são os piores pecadores.
Lúcifer é descrito como um gigante aterrorizante preso no gelo até a cintura.
Ele tem três faces, cada uma de uma cor diferente: uma vermelha, uma pálida e uma preta.
Cada uma das bocas de Lúcifer mastiga um dos três maiores traidores da história, de acordo com Dante.
OS MAIORES TRAIDORES são Judas Iscariotes, que traiu Jesus Cristo, e Brutus e Cassius, que traíram Júlio César.
Curiosamente, embora o conceito geral de Inferno seja de um lugar quente, o espaço imaginado por Dante nem sempre era feito de chamas.
Na verdade, o círculo mais profundo punia os traidores numa forma de lago congelado, que é constantemente resfriado pelo vento produzido pelo bater de asas de Lúcifer.
Na “Divina Comédia” de Dante, Deus é retratado como a personificação da perfeição e do bem supremo.
Ele é o criador do universo e o juiz final de todas as almas.
Deus não aparece diretamente na maior parte da obra, mas a sua presença é sentida em todo lugar e todas as coisas.
No Inferno, Deus é visto como um juiz justo que pune os pecadores de acordo com a gravidade de seus pecados.
No Purgatório, Deus é retratado como misericordioso, dando às almas a oportunidade de se purificarem dos pecados para ascender ao Paraíso.
No Paraíso, a última parte da jornada de Dante, Deus é retratado em toda a sua glória.
Dante descreve Deus como uma luz brilhante, tão intensa que é difícil para os olhos humanos olharem diretamente.
A visão de Deus é o ponto culminante da jornada espiritual de Dante, representando a união final da alma humana com o divino.
Deus é retratado como a fonte de toda a justiça, bondade e amor na “Divina Comédia” de Dante.
Ele é o objetivo final da jornada espiritual de Dante e o padrão pelo qual todas as coisas são julgadas.” Web.com
sábado, 4 de maio de 2024
A Geometria Sagrada
Geometria, Matemática e uma compreensão quase profética da interação entre essas relações. No mundo elétrico Tesla é um herói…
Nikola Tesla One disse que: “Meu cérebro é apenas um receptor, no Universo existe um núcleo do qual obtemos conhecimento, força e inspiração.”
De acordo com Tesla, cujas ideias mais tarde foram fundamentais para a Lei da Atração...
Tudo em nosso universo é energia.
Que é movido por frequência e vibração. Não importa o que você queira.
Dinheiro... Amor... Sucesso na carreira...
Crianças abençoadas...
“Sintonizar” seu cérebro para trabalhar em uma determinada frequência e vibração é fundamental.
Felizmente...Nosso cérebro já funciona em certas frequências...Que são criadas por nossas ondas cerebrais.
E um tipo de onda cerebral está diretamente relacionado à criatividade genial e aos poderes de manifestação que desbloqueiam o universo.
Se você conseguir entrar em sintonia com ESSA onda cerebral...
Os segredos do universo serão seus.
E você conseguirá tudo o que deseja.
Para sintonizar isso?
Ouça esta onda sonora “para configurar o cérebro” por 7 minutos: Torne-se “um” com o Universo e realize todos os seus sonhos e desejos.⬇️
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