segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Yaldabaoth e os Arcontes

 



Yaldabaoth é uma figura central na cosmologia gnóstica, frequentemente retratada como o demiurgo, o criador do mundo material imperfeito. Sua influência se estende também à literatura, onde ele serve como um poderoso símbolo de vários temas.

Cosmologia Gnóstica:

 * O Demiurgo Imperfeito: Na visão gnóstica, Yaldabaoth é um ser arrogante e ignorante que se acredita o único deus. Ele cria o mundo material como uma imitação falha do reino espiritual superior, aprisionando as almas humanas na matéria.

 * A Origem do Mal: Yaldabaoth é frequentemente associado à origem do mal e do sofrimento no mundo. Sua criação imperfeita é vista como a fonte das imperfeições e limitações da existência humana.

 * A Busca pela Gnose: O gnosticismo enfatiza a busca pela gnose, o conhecimento espiritual que liberta as almas da prisão da matéria. Yaldabaoth representa o obstáculo a essa busca, simbolizando a ignorância e a ilusão que mantêm as pessoas presas ao mundo material.

Yaldabaoth na Literatura:

 * Símbolo do Mal e da Tirania: Na literatura, Yaldabaoth pode representar figuras tirânicas e opressoras que buscam controlar e manipular os outros. Ele também pode simbolizar o mal inerente ao mundo material e a luta contra ele.

 * Metáfora para a Ignorância: Yaldabaoth pode ser usado como uma metáfora para a ignorância e a ilusão que impedem as pessoas de alcançar a verdade espiritual. Ele representa a mente obscurecida pela matéria e a falta de consciência da verdadeira natureza da realidade.

 * Exploração de Temas Gnósticos: A figura de Yaldabaoth permite aos autores explorar temas gnósticos como a dualidade entre o espírito e a matéria, a busca pela salvação e a natureza do mal.

 * Obras literárias:

   * "A Prisão De Yaldabaoth" de Ases DaLiter.

   * Existem outras obras que abordam a Cosmologia Bíblica e o gnosticismo.



Para explorar a figura de Yaldabaoth os Arcontes na literatura e leitura, podemos mergulhar em diversas fontes que abordam o gnosticismo, a filosofia e a mitologia. Aqui estão algumas sugestões:

1. Gnosticismo e os Arcontes:

 * Textos Gnósticos:

   * A "Hipóstase dos Arcontes" é um texto gnóstico fundamental que descreve a origem e a natureza dos Arcontes. É uma leitura essencial para compreender a visão gnóstica dessas entidades.

   * Os "Manuscritos de Nag Hammadi" são uma coleção de textos gnósticos que oferecem uma visão abrangente das crenças gnósticas, incluindo informações sobre os Arcontes.

 * Interpretações e Estudos:

   * Estudos acadêmicos sobre o gnosticismo podem fornecer análises aprofundadas dos Arcontes e suas representações em diferentes tradições gnósticas.

   * Livros que exploram a mitologia comparada podem traçar paralelos entre os Arcontes e outras figuras mitológicas em diferentes culturas.

2. :Yaldabaoth

 * A figura de Yaldabaoth estar associada a interpretações ou variações dentro do gnosticismo. Uma pesquisa mais específica sobre esse nome pode revelar conexões com textos ou tradições gnósticas particulares.

 * É possível que o nome Yaldabaoth relacionado a interpretações modernas do gnosticismo. Nesses casos, a pesquisa em livros e artigos sobre o neognosticismo pode ser útil.A visão do Demiurgo, na cosmologia cátara, é um ponto central e complexo, profundamente enraizado em suas crenças dualistas. Para os cátaros, o Demiurgo não é o Deus supremo e benevolente, mas sim uma entidade inferior, um criador imperfeito e malévolo, responsável pela criação do mundo material, considerado um reino de sofrimento e ilusão.

Principais características do Demiurgo cátaro:

 * Criador do mundo material: O Demiurgo é visto como o arquiteto do mundo físico, uma criação falha e corrupta, em contraste com o reino espiritual, que é o verdadeiro lar das almas.

 * Entidade maligna: Ao contrário da visão platônica, onde o Demiurgo é uma força ordenadora benevolente, os cátaros o consideravam uma entidade maligna, aprisionando as almas na matéria e afastando-as de sua origem divina.

 * Identificado com o Deus do Antigo Testamento: Em algumas interpretações cátaras, o Demiurgo era identificado com o Deus do Antigo Testamento, que era visto como um ser ciumento, vingativo e imperfeito.

 * Príncipe das Trevas: O Demiurgo era frequentemente chamado de "Príncipe das Trevas" ou "Satanás", simbolizando seu papel como o antagonista do Deus verdadeiro, o "Deus da Luz".

Cosmologia cátara:

A cosmologia cátara era dualista, distinguindo entre dois princípios opostos:

 * O Deus da Luz: Representava o reino espiritual, a bondade, a verdade e a perfeição.

 * O Demiurgo: Representava o reino material, o mal, a ilusão e a imperfeição.

Acreditavam que as almas humanas eram originalmente parte do reino da Luz, mas foram aprisionadas no mundo material pelo Demiurgo. O objetivo da vida era libertar-se dessa prisão material e retornar à sua origem divina.

Influências:

A visão cátara do Demiurgo foi influenciada por diversas correntes de pensamento, incluindo:

 * Gnosticismo: Os cátaros compartilhavam com os gnósticos a crença em um Deus criador inferior e maligno, bem como a ideia de que o mundo material é uma prisão para as almas.

 * Maniqueísmo: O maniqueísmo, com seu dualismo radical entre luz e trevas, também exerceu influência sobre a cosmologia cátara.


Sete sermões aos mortos

 







Na visão de Carl Jung, Abraxas é uma figura complexa e multifacetada que representa a totalidade do ser, a união dos opostos e a transcendência dos limites da consciência humana. Jung explorou o conceito de Abraxas em sua obra "Sete Sermões aos Mortos", onde o descreve como um deus superior tanto ao bem quanto ao mal, um ser que engloba todas as dualidades e contradições do universo.

Principais aspectos da visão de Jung sobre Abraxas:

 * Totalidade: Abraxas simboliza a totalidade do ser, a união dos opostos complementares, como luz e escuridão, bem e mal, masculino e feminino. Ele representa a busca pela integração de todos os aspectos da psique humana.

 * Transcendência: Abraxas transcende as limitações da consciência humana, representando um nível superior de compreensão e sabedoria. Ele nos convida a ir além das dualidades e contradições aparentes da vida.

 * Símbolo do inconsciente: Jung via Abraxas como um símbolo do inconsciente coletivo, a fonte de sabedoria e conhecimento primordial que reside em todos nós.

 * Deus superior: Nos "Sete Sermões aos Mortos", Jung descreve Abraxas como um deus superior tanto ao Deus cristão quanto ao diabo, representando uma força que engloba e transcende ambas as polaridades.

 * Gnosticismo: A figura de Abraxas tem raízes no gnosticismo, uma corrente filosófico-religiosa que buscava o conhecimento (gnose) como forma de salvação. Jung se inspirou nas ideias gnósticas para desenvolver sua própria visão de Abraxas.

A importância de Abraxas na psicologia junguiana:

A figura de Abraxas desempenha um papel importante na psicologia junguiana, pois nos convida a explorar e integrar os aspectos sombrios e desconhecidos de nossa psique. Ao reconhecer e aceitar nossas próprias contradições e dualidades, podemos alcançar um maior nível de autoconhecimento e totalidade.

Em resumo:

Abraxas, na visão de Carl Jung, é um símbolo poderoso da totalidade, transcendência e integração dos opostos. Ele nos convida a explorar as profundezas de nossa psique e a buscar a união de todos os aspectos do nosso mundo.


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sábado, 22 de fevereiro de 2025

As Sete letras do nome Abraxas

 






abraxas , sequência de letras gregas considerada como uma palavra e antigamente inscrita em amuletos, amuletos e pedras preciosas na crença de que possuía qualidades mágicas.


A origem de Abraxas é complexa e envolta em mistério, com raízes que se estendem por diversas tradições religiosas e filosóficas. Aqui estão alguns pontos-chave sobre sua origem e disseminação:

Origem e Região:

 * Gnosticismo:

   * Abraxas ganhou destaque nas doutrinas gnósticas, que floresceram no Mediterrâneo oriental durante os primeiros séculos da Era Comum. Essa região, que incluía partes do Egito, Síria e Ásia Menor, foi um caldeirão de influências religiosas e filosóficas.

   * O gnosticismo buscava um conhecimento esotérico (gnosis) para transcender a realidade material, e Abraxas era visto como uma emanação cósmica superior, um ser que abrangia a totalidade do universo.

 * Influências:

   * É provável que a figura de Abraxas tenha sido influenciada por outras tradições religiosas, como o mitraísmo persa e o sincretismo religioso do período helenístico.

Cosmologia:

 * Na cosmologia gnóstica, Abraxas era frequentemente associado aos 365 éons, emanações divinas que compõem o pleroma, o reino da luz.

 * As sete letras do nome "Abraxas" em grego eram interpretadas como representando os sete planetas clássicos, simbolizando a influência cósmica dessa entidade.

 * Abraxas era visto como um ser que transcendia a dualidade do bem e do mal, incorporando ambos os aspectos em sua natureza.

Livros e Referências:

 * "Sete Sermões aos Mortos" de Carl Jung:

   * Nesta obra, Jung explora a figura de Abraxas como um deus que transcende as polaridades do bem e do mal, representando a totalidade do inconsciente.

 * Textos Gnósticos:

   * Os textos gnósticos antigos, como os encontrados na Biblioteca de Nag Hammadi, contêm referências a Abraxas e sua importância na cosmologia gnóstica.

 * "Quando meus lábios sacerdotais disserem palavras secretas”: Abraxas, magia e política nos papiros mágicos gregos

   * Artigo que aborda a presença de Abraxas em papiros mágicos encontrados no mediterrâneo oriental.

Em resumo, Abraxas é uma figura complexa com origens nas doutrinas gnósticas do Mediterrâneo oriental, com influências de outras tradições religiosas. Sua cosmologia o coloca como uma entidade cósmica que transcende as dualidades e abrange a totalidade do universo.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Energia elétrica no Antigo Egito?

 








Principais pontos da teoria de Krassa e Habeck:

 * Baterias de Bagdá: Eles afirmam que artefatos conhecidos como "Baterias de Bagdá" (datadas de cerca de 200 a.C., da época parta, e encontradas perto de Bagdá, no Iraque) seriam similares a dispositivos elétricos usados pelos egípcios. No entanto, não há evidências de que os egípcios conhecessem ou utilizassem tais baterias. As "Baterias de Bagdá" provavelmente eram usadas para armazenar pergaminhos ou outros objetos.

 * Relevos de Dendera: Os autores interpretam relevos do templo de Dendera, no Egito, como representações de lâmpadas elétricas. No entanto, egiptólogos e outros especialistas explicam que as imagens retratam cenas religiosas e simbólicas, como a "lâmpada de Hórus", um símbolo de renascimento e regeneração.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

As Três Irmãs as Graias da mitologia grega

 





Na rica tapeçaria da mitologia grega, as Graias, também conhecidas como Fórcides, emergem como figuras envoltas em mistério e simbolismo. Irmãs, anciãs e detentoras de um único olho e dente compartilhados, as Graias personificam a velhice, a sabedoria e o conhecimento arcaico.

Nascimento e Genealogia:

Filhas de Fórcis e Ceto, divindades marinhas primordiais, as Graias eram irmãs das Górgonas e de outras criaturas monstruosas. Seus nomes, Enio (horror) e Pefredo (alarme), refletem sua natureza aterrorizante. Algumas versões da lenda acrescentam uma terceira irmã, Dino (medo).

Aparência e Simbolismo:

As Graias são geralmente representadas como mulheres idosas, com cabelos brancos e corpos enrugados. A característica mais marcante é o olho e o dente que compartilham, revezando-se para usar. Essa peculiaridade simboliza a natureza compartilhada da sabedoria e a necessidade de cooperação e dependência mútua.

O Mito de Perseu:

O mito mais famoso envolvendo as Graias é o de Perseu. Para derrotar a Medusa, Perseu precisava obter informações sobre o paradeiro das Górgonas. Elelocalizou as Graias, roubando seu olho e dente enquanto elas os passavam um para a outra. Para reaver seus pertences, as Graias foram forçadas a revelar o caminho para a morada das Górgonas.

Interpretações:

As Graias podem ser interpretadas como personificações do tempo, da velhice e da sabedoria ancestral. O olho e o dente compartilhados simbolizam a necessidade de dividir recursos e conhecimentos para sobreviver. Sua conexão com as Górgonas e outras criaturas monstruosas sugere uma ligação com o lado sombrio da natureza e os perigos que espreitam no desconhecido.

Na Literatura:

As Graias aparecem em diversas obras da literatura grega, como a "Teogonia" de Hesíodo e as "Fábulas" de Higino. A história de Perseu e as Graias também foi adaptada em diversas obras literárias e cinematográficas ao longo dos anos.

Legado:

As Graias, com sua aparência peculiar e simbolismo complexo, continuam a intrigar e inspirar artistas e escritores. Sua presença na mitologia grega nos lembra da importância da sabedoria, da cooperação e do respeito aos mais velhos.


As Graias, figuras enigmáticas da mitologia grega, povoam as narrativas e a imaginação de autores e leitores há séculos. A seguir, exploramos algumas obras literárias que abordam as Graias, oferecendo diferentes perspectivas sobre essas personagens fascinantes:

Fontes Primárias:

 * Hesíodo, Teogonia: O poema de Hesíodo, uma das primeiras obras da literatura grega, menciona as Graias como filhas de Fórcis e Ceto, irmãs das Górgonas.

 * Homero, Ilíada: Embora não desempenhem um papel central na Ilíada, as Graias são mencionadas como seres monstruosos que habitam os confins do mundo.

 * Ovídio, Metamorfoses: Na obra de Ovídio, as Graias aparecem no mito de Perseu, revelando o caminho para a morada das Górgonas após terem seu olho e dente roubados.

Obras Literárias Modernas:

 * Robert Graves, Os Mitos Gregos: O livro de Robert Graves oferece uma análise abrangente da mitologia grega, incluindo um capítulo dedicado às Graias, onde explora suas origens, simbolismo e papel nos mitos.

 * Rick Riordan, Percy Jackson e os Olimpianos: Na série de livros de Rick Riordan, as Graias são adaptadas para o público jovem, aparecendo como personagens excêntricas e engraçadas.

 * Madeline Miller, Circe: No romance de Madeline Miller, a história de Circe, uma feiticeira da mitologia grega, é recontada, e as Graias são mencionadas como figuras que habitam o mundo exterior, representando o medo e o desconhecido.


domingo, 2 de fevereiro de 2025

'Aristóteles não é simplesmente o filósofo mais importante, mas o ser humano mais importante que já viveu'






 "Toda teoria está aberta à refutação por meio de observações subsequentes, disse Aristóteles mais de uma vez", enfatiza Sellars.


A lógica também?


"Ele foi o primeiro a estudar as estruturas do pensamento racional, inventando a lógica formal no processo e articulando claramente pela primeira vez os principais princípios lógicos, como a Lei do Meio Excluído: qualquer proposição só pode ser verdadeira ou falsa."


"Essa divisão binária é a ideia fundamental subjacente ao mundo digital."


Além disso, "Ética a Nicômaco foi provavelmente o livro de ética mais influente de todos os tempos", diz Sellars.


Por quê?


Por causa da riqueza e complexidade da resposta que ele dá. Ele não simplifica. E ele reconhece todas as dificuldades reais de tentar viver uma vida humana."


"Ele também traz seu espírito científico para o assunto.


"Temos que pensar primeiro sobre o que é um ser humano e quais são suas capacidades e habilidades, e depois sobre o que significaria ser um bom ser humano que usasse essas capacidades e habilidades da melhor maneira possível."


Aristóteles acreditava que, além de crescer, se mover e se reproduzir, como outros seres vivos, nossa capacidade distinta é raciocinar: a grande maioria dos humanos adultos são seres pensantes... potencialmente.


"Para citar um exemplo que ele gostou, os olhos servem para ver; essa é a função deles. Se alguém tem olhos, mas nunca os abre, não se tornará olhos no sentido mais amplo", ilustra Sellars.


Na mesma linha, "só somos seres verdadeiramente pensantes quando realmente pensamos".


Ao fazer isso, exercitamos o fato de sermos humanos. E o que é ser um bom humano, então?


Um bom ser humano é aquele que, por um lado, usa sua razão, diz Sellars, acrescentando que existem várias maneiras de pensar sobre isso.


"Uma maneira de usarmos a razão é controlando os desejos e emoções irracionais que temos, impedindo que eles nos dominem."


"Ou seja, se um ser humano adulto ainda é excessivamente emocional — fazendo birras quando não consegue o que quer e se comporta como uma criança — então você poderia dizer que ele nunca cresceu de verdade, nunca se tornou adulto de verdade, certo?"


"Aristóteles também insiste que somos seres sociais e é por isso que temos que nos dar bem com outras pessoas. Isso é absolutamente fundamental."


"Outra coisa é que ele acha que, por natureza, somos curiosos, queremos conhecer e aprender, e que esse é um instinto humano natural."


"Se quisermos florescer e viver uma vida boa, devemos ser sociais, curiosos e racionais", diz Sellars em conversa com a BBC Mundo.


Os conceitos de Aristóteles continuam enraizados porque "ele moldou a maneira como pensamos."


A entrevista com John Sellars foi reali8zada por ocasião do HAY Festival Cartagena, que este ano comemora 20 anos de existência na cidade do Caribe colombiano.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgnlw05d0yo?at_medium=social&at_link_id=2C15C426-E183-11EF-8C02-C8764F4D2048&at_link_origin=BBC_News_Brasil&at_format=image&at_campaign=Social_Flow&at_bbc_team=editorial&at_link_type=web_link&at_campaign_type=owned&at_ptr_name=facebook_page&fbclid=IwY2xjawIMgWJleHRuA2FlbQIxMQABHS2H0M9T_TxJOiYPeldleyn162v8Ou-VGj1T8nJ4Fb8KGxyCF-wHbBq7Gg_aem_7GPs7U6v4p8aeQQ_oED2ig

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