segunda-feira, 14 de novembro de 2022

O PROJETO JANUS



Eis aqui um pequeno exemplo de poder: Imaginemos que sois o novo rei de um país e desejais ter a segurança de continuar sendo. Então, convocais separadamente duas pessoas das quais tendes a certeza de que elas farão o que lhes direis. Para uma dareis diretrizes “de esquerda” e a financiareis para que ela possa criar um partido. 


Com a outra agireis da mesma forma, fazendo-a criar um partido “de direita”. 


Acabais de dar vida a dois partidos de oposição, financiais a propaganda, os votos, as ações e estais exatamente a par de seus mínimos planos. O que significa que controlais os dois. Para que um partido tenha vantagem sobre o outro, só tendes de lhe dar mais dinheiro. Os dois chefes de partido crêem ter-vos a seu lado, e sois assim “amigo” dos dois.

 

O povo é assim, dessa forma, preso nesse vai-e-vem entre “esquerda” e “direita” e sequer pode imaginar que, como rei podeis ser a origem da dissensão. O povo até vai pedir-vos auxílio e conselho.




 Golbery seria o idealizador do Projeto Janus 


  Dizem que FHC pertencia a uma Sociedade Secreta chamada Burschenschaft. Na USP tb existia essa Sociedade Secreta chamada E.S.P.A.R.T.A. Dizem também que o único brasileiro a participar do Grupo Bildenberg é FHC.O FHC era socialista e discípulo de Florestan Fernandes. Lula chegou a fazer campanha para ele pelo PMDB. Como ele tinha o melhor perfil e era de família de militares, foi destacado para tocar o lado direitista do Janus.Milton Santos. nessa palestra, entre muitas outras coisas ele, disse assim, meio com ironia, quase como se estivesse brincando, que naquela época na America Latina e demais países emergentes do mundo (asia, africa e leste Europeu) os presidentes eram TODOS marionetes do império. e como biografia comum tinham em seu passado, em algum ponto de sua vida acadêmica uma bolsa da fundação Ford.Uma das entidades que financiam o Instituto Fernando Henrique Cardoso é a Fundação Ford, que mantenedora do CFR.Parece que FHC também foi membro de uma sociedade secreta na USP, a E.S.P.A.R.T.A. uma sociedade parecida com a Skull and Bones, fundada em 1956... Sobre a E.S.P.A.R.T.A., dizem que a mesma É herdeira da "Bucha" (Burschenschaft), sociedade secreta da Faculdade de Direito da USP. A ESPARTA funcionava (ou ainda funciona) na faculdade de Ciências Sociais e teve entre seus membros políticos fundadores do PT e do PSDB Pessoas que reconhecidamente fizeram parte da E.S.P.A.R.T.A.:Perseu Abramo (fundador do PT)Florestan Fernandes (fundador do PT)Fernando Henrique Cardoso (Fundador do PSDB)O projeto de poder deles se chamava Janus. Janus era o Deus de duas faces dos Romanos. No contexto da guerra fria, a ESPARTA se preparava para dois cenários: um socialista e outro capitalista. Resolveu então criar duas elites, garantindo que seus interesses sobreviveriam em qualquer regime.


"Burschenschaft" significa conjunto de "Burschen". No singular a palavra é "Bursche" ("menino", "rapaz"); "Burschenschaft" seria uma forma tradicional de corporação estudantil, uma liga de estudantes. A Burschenschaft Paulista, ou Bucha, foi uma sociedade secreta, liberal e filantrópica que defendia ideias liberais e republicanas. Consta que a "Bucha" funcionou por muitos decênios e que congregou uma série de políticos e intelectuais. Seu êxito inspirou a criação da Tugendbund na Faculdade de Direito do Recife; da Landmannchaft, na Escola Politécnica/SP; e da Jugendschaft, na Faculdade de Medicina/SP.


Dentre os 133 participantes da Convenção de Itu, em 1873, que resultou na criação do Partido Republicano Paulista, predominavam bucheiros (membros da Bucha). Dos presidentes civis da República Velha, apenas Epitácio Pessoa não foi membro da Bucha. Em síntese, a Bucha funcionou como as fraternidades secretas Phi-Beta-Kappa e Skull & Bones da Yale University dos Estados Unidos. E, segundo alguns autores, também se relacionou com diversas lojas maçônicas.


Em 1831, surgiu em São Paulo a Bucha, uma “confraria de camaradas” criada pelo professor alemão Johann Julius Gottfried Ludwig Frank, conhecido por Júlio Frank, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, durante a década de 30 (o professor lecionou entre 1934 e 1940).


A origem de Julio Frank até hoje é mantida sob o mais reservado segredo. Sabe-se que ele chegou ao Brasil clandestinamente em 1821. Alguns historiadores o identificam como o estudante Carlos Luís Sand, que na Alemanha fora condenado à morte por assassinato político em 1820 e, por influência das sociedades secretas alemãs, outra pessoa teria sido executada em seu lugar. Daí sua clandestinidade.


Em seus primeiros anos no Brasil, Frank viveu como professor de línguas em Sorocaba, área de influência do senador Vergueiro, fundador de Rio Claro e Limeira. Natural de Portugal e um dos primeiros advogados do Brasil, na época Vergueiro era diretor da Faculdade de Direito de São Paulo, para a qual contratou Julio Frank como professor de Filosofia e História.


O principal objetivo da bucha, era ajudar os estudantes pobres que frequentavam o curso de Direito e promover encontros e debates literários, seguindo o modelo da Burschenschaft alemã, usava o Centro Acadêmico XI de Agosto da faculdade como fachada.


Burschenschaft significa confraria de camaradas.


Frank trouxe a tradição das sociedades secretas da Alemanha e todas as ações da Bucha deveriam ocorrer sob o mais rigoroso sigilo. Só ingressavam na Bucha alunos escolhidos pelos seus integrantes, de acordo com os méritos morais e intelectuais que demonstravam. Ao longo dos anos a Bucha tornou-se uma das mais poderosas sociedades secretas no país, à medida que seus membros alcançavam os principais postos governamentais, tanto no Império como na República.


Entre eles, estavam Rui Barbosa, Barão do Rio Branco, Afonso Pena, Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Washington Luiz, Júlio Mesquita Filho, Cândido Mota, Arthur Bernardes, Álvares de Azevedo e Castro Alves. Além da Bucha, rumores sugeriam a existência de outras fraternidades em faculdades tradicionais que surgiram com a aura de sociedades secretas, como a Landsmannschaft, na Escola Politécnica da USP, na Faculdade de Direito de Olinda/Recife, a Tugendunde e a Jugendschaft, na Escola Paulista de Medicina.Notícia publicada na edição de 12/05/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.


A Bucha tinha uma estrutura bem definida e funcionava sob a liderança de um "chaveiro" (líder/grão mestre), apoiado por um "Conselho de Apóstolos" e um "Conselho dos Invisíveis" .


O ritual de admissão de um candidato era como de um clube fechado. Para o ingresso na sociedade, era necessário que a admissão fosse proposta por outros membros e, uma vez aceito, o novo "bucheiro" deveria pagar mensalidades proporcionais à sua hierarquia. A hierarquia, começando do nível mais baixo, estruturava-se em "catecúmenos", "crentes" e "apóstolos" (estes no total de 12, considerados membros mais importantes). O "bucheiro" iniciado deveria fazer o seguinte juramento: "Juro pela minha honra jamais revelar a quem quer que seja o que me vai ser confiado hoje. Serei o mais infame dos homens se faltar a esse meu juramento".


Na decada de 1930 o historiador integralista-católico Gustavo Barroso, fez uma denuncia contra a bucha, acusando-a de satanista, numa campanha tumultuada. Seus críticos costumam dizer que Barroso agiu assim para ganhar espaço político. Seria sua pretensão conquistar o primeiro posto no integralismo, ocupado por Plínio Salgado. Gustavo Barroso era apenas o segundo nome do partido. Apesar de pressionado, Plínio Salgado conseguiu driblar as teses racistas e extremistas de Barroso, que historicamente acabaram vencidas.


A polemica foi gerada em torno da denuncia de Barroso que a sociedade adorava a figura alquímica de Baphomet.


 Durante a República Velha a Bucha se mostrou uma das sociedades com maior influência dentro do contexto nacional, de tal forma que Getúlio Vargas uma vez confessou para Ademar de Barros, " Não se pode governar o Brasil sem esta gente".





segunda-feira, 12 de setembro de 2022

O Diálogo de Sócrates e Glauco

 




Alguém algum dia disse que o mito e o conto popular são o eco mais antigo do pensamento humano e o mito da caverna de Platão é na minha opinião é o maior de todos os mitos ou quem sabe o maior eco do pensamento humano.


O diálogo é entre Sócrates e Glauco, escrito por Platão…

Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.

Glauco – Estou vendo.

Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.


Glauco – Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.


Sócrates – Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?


Glauco – Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates – E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?


Glauco – Sem dúvida.


Sócrates – Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?


Glauco – É bem possível.


Sócrates – E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco – Sim, por Zeus!


Sócrates – Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.


Glauco – Assim terá de ser.


Sócrates – Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza?

Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?


Glauco – Muito mais verdadeiras.


Sócrates – E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?


Glauco – Com toda a certeza.


Sócrates – E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?


Glauco – Não o conseguirá, pelo menos de início.


Sócrates – Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos.


Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.


Glauco – Sem dúvida.


Sócrates – Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.


Glauco – Necessariamente.


Sócrates – E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?


Glauco – Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates – Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco – É evidente que chegará a essa conclusão.


Sócrates – Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?


Glauco – Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates – E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?


Glauco – Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

 Sócrates – Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?


Glauco – Por certo que sim.

Sócrates – E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Bibliografia
PLATÃO. A República. (trad. Enrico Corvisieri) São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Col. Os Pensadores).

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

A Deusa Aurora ou Ushas é o Campo Magnético o Cinturão de Van Allem

 






A Barreira fica no Cinturão de Van Allen, camada ao redor da Terra. Cientistas identificaram uma barreira quase impenetrável ao redor da Terra que impede que elétrons ultra-energéticos atinjam o PLANETA.


Foi no início do ano de 1958 que duas sondas americanas foram lançadas ao espaço interplanetário, tendo à bordo experimentos de raios cósmicos, elaborados por James Van Allen e seus estudantes de graduação.


Como as antiga civilização védica já sabia da existência do campo magnético que permite que exista vida em nosso planeta mais de cinco mil anos antes dele ser descoberto por Van Allen?


Outro deus védico, Prajapati, também é descrito como o criador universal. Ele sobreviveu até o período hindu, quando se fundiu com Brahma. Em algumas narrativas, ele criou os primeiros deuses por meio de meditação e jejum. Uma de suas primeiras criações foi sua filha Ushas, a aurora. Mas ele a cobiçou, o que a deixou tão aterrorizada que ela preferiu transformar-se em uma corça. Ele simplesmente converteu-se em veado e seu sêmen caiu sobre roda a Terra, criando as primeiras pessoas. Em outro relato, Prajapati criou-se a partir do mar primordial e chorou com a visão de seu vazio. Suas lágrimas deram origem aos continentes e, em seguida, descascou seu corpo, camada por camada, como uma cebola, e criou todo o resto a partir disso.

A civilização védica - segundo o que consta nos Vedas, foi a civilização que floresceu na região do subcontinente indiano e tinha como base de sua cultura (tanto material quanto espiritualmente), os princípios que hoje podemos encontrar nos textos védicos.

Os Vedas foram cruciais no período inicial do hinduísmo, porque ajudaram a aglutinar várias crenças pré-históricas em um mesmo sistema religioso.


O Hinduísmo surgiu a partir das tradições védicas por volta de 3000 a.C. As escrituras sagradas dos Vedas vêm dos povos arianos que habitaram a região do atual Irã. Os escritos dos Vedas estabeleceram um conjunto de crenças que originaram o Hinduísmo Védico, no qual havia o culto aos deuses das tribos.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

O Princípio de Tudo



Não havia ser, ou não ser, ou éter, ou essa tenda do céu, nada a envolver, nada envolvido... mas aquele, esse respirava só, só com ela, cuja vida ele acalenta no seu seio.


Além dele, nada existia que depois tenha existido.


O desejo formado pela inteligência desse tornou-se semente original; a semente tornou-se progressivamente providência, ou almas sensíveis e matéria ou elementos.


Trata-se, por conseguinte, de um Universo não criado e criado ao mesmo tempo, impensável, desconhecido, que se organizou, fiz Rig Veda, pelo poder da contemplação.


Explicando melhor: a criação e o principio Ele-Ela não podem ser aprendidos e jamais o serão. Lei. 


Outro deus védico, Prajapati, também é descrito como o criador universal. Ele sobreviveu até o período hindu, quando se fundiu com Brahma. Em algumas narrativas, ele criou os primeiros deuses por meio de meditação e jejum. Uma de suas primeiras criações foi sua filha Ushas, a aurora. Mas ele a cobiçou, o que a deixou tão aterrorizada que ela preferiu transformar-se em uma corça. Ele simplesmente converteu-se em veado e seu sêmen caiu sobre roda a Terra, criando as primeiras pessoas. Em outro relato, Prajapati criou-se a partir do mar primordial e chorou com a visão de seu vazio. Suas lágrimas deram origem aos continentes e, em seguida, descascou seu corpo, camada por camada, como uma cebola, e criou todo o resto a partir disso

sábado, 30 de julho de 2022

Como os sábios da Índia Antiga conheciam a teoria do Big Bang




No oceano primordial flutuava um ovo de ouro. Esse ovo havia boiado por 1.576.800.000.000 anos mortais na imensidão do agitado mar do caos. Sozinho dentro do ovo de ouro estava Parusha, já farto de sua solidão. Quando o fogo aqueceu as águas escuras e o oceano encapelou-se, o ovo se partiu.


Parusha era o universo manifestado e ele surgiu do ovo com mil cabeças, mil mãos e mil olhos. Como se sentia só dividiu-se em dois. Um quarto dele produziu a Terra e Viraj (poder universal feminino); o restante formou os deuses e o universo. Parusha, então, desmembrou suas partes remanescentes para completar a criação. Sua boca transformou-se em Brâman, o poder do universo; seus olhos tornaram-se o Sol; sua mente virou a Lua. Nada foi desperdiçado: ele se tornou tudo e é tudo. Se ele mudar de ideia e juntar-se todo novamente, o universo acabará.



THE HUMAN IN SCHRÖDINGER’S BOX

  THE HUMAN IN SCHRÖDINGER’S BOX ## Observer and Observed: Consciousness, Quantum Mechanics, and the Mystery of Observation ### Introduction...