Revista & Escolas de Mistérios é um portal de pesquisa dedicado à história, arqueologia, mitologia, religiões comparadas, civilizações antigas e mistérios da humanidade. Reúne análises, artigos, investigações e fontes acadêmicas e não acadêmicas sobre as tradições Suméria, Acádia, Babilônia, Assíria, Egípcia, Hebraica, Grega, Nórdica, Romana, Celta, Druida,Védica, Tibetana, Olmeca, Asteca, Inca, estudos sobre Ufologia, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Física Quântica, Neurociência.
23 de setembro de 1947 PARA: Comando Geral Forças Aéreas do Exercito Washington 25, D.C ATENÇÃO: General-Brigadeiro George Shulgen. AC / AS-2 23 de setembro de 1947 PARA: Comando Geral Forças Aéreas do Exercito Washington 25, D.C ATENÇÃO: General-Brigadeiro George Shulgen. AC / AS-2 1. Como solicitado pela AC / AS-2, apresenta–se abaixo a opinião considerada deste comando a respeito dos assim chamados “discos voadores”, Essa opinião é baseada em dados de relatos de interrogatórios fornecidos pela AC / AS-2 e estudos preliminares pelo pessoal do T-2 e Laboratório de Aeronaves. Divisão de Engenharia T-3. Chegou-se a essa opinião numa conferencia entre o pessoal do Instituto Aéreo de Tecnologia, Informações T-2, Escritório Chefia da Divisão de Engenharia e Laboratório de Aeronaves, Usinas e Propulsores da Divisão de Engenharia T-3. 2. É de opinião que: 3. a) O fenômeno relatado é real e não visionário ou fictício. 4. b) Existem objetos, provavelmente, de formato semelhante a um disco,de tamanho perceptível, que parecem ser tão grandes quanto as aeronaves feitas pelo homem. 5. c) Os relatórios de características de operação tais como: extrema velocidade para subir e maneabilidade (principalmente volta completa em torno de seu eixo longitudinal), ação esta que deve ser considerada evasiva quando comunicada por aeronave conhecida e radar, empresta credibilidade para a possibilidade de que alguns objetos são controlados manualmente, automaticamente ou a longa distância. 6. d) A descrição comum da aparência dos objetos é como segue: 7. e) superfície metálica ou refletindo luz. 8. f) Ausência de rastro, com exceção de alguns casos, quando o objeto estava operando sob elevadas condições de desempenho. 9. g) Formato circular ou elíptico, superfície plana na parte de baixo e cúpula em cima. 10. h) Diversos relatórios de favorável preservação de formação de vôos, variando de três a nove objetos. 11. i) Normalmente não há som, com exceção de três exemplos, em que um forte ruído continuo foi notado. 12. j) Níveis normais de velocidade de vôo são calculados acima dos trezentos nós. 13. k) E possível dentro da atual tecnologia dos EUA – previsto que detalhado extenso programa de desenvolvimento seja assumido – construir uma aeronave pilotada, que tenha a descrição geral do objeto subparágrafo “e” acima, que fosse capaz de uma variação aproximada de onze mil duzentos e cinqüenta quilômetros numa velocidade subsônica.
PILOTOS SÃO AMEAÇADOS PELA CIA E NÃO PODEM RELATAR OS FATOS “(Carta ao Presidente Ronald Reagan): Estimado Senhor Presidente, a CIA[e tudo aquilo que esta por trás dela, como o nome disfarce MJ – 12 ou PI – 40, o NSA, a Sociedade Jason, o CFR, TC, Os Bilderburguers, em suma, o governo clandestino etc. ] lançou ao ridículo sobre a própria constituição dos Estados Unido, decretando que o cidadão americano deve conhecer ou não deve... Por causa disso, nós do JMP, solicitamos a vossa Excelência, na condição de Presidente, emita uma ordem executiva que torne obrigatório a todos, militares, políticos, na ativa ou mesmo aposentados, e que possuam informações sobre óvni, de tornarem públicos seus testemunhos diante de um comitê especial do Congresso, o qual garantir-lhes salvaguarda e imunidade. A CIA insiste em alegar que o acobertamento ou Black-Out é necessário para manter os militares em estado de alerta. A NSA, NASA, CIA, RAND, e associadas da AFOSI informaram-nos que os óvnis tem as mais diversas origens. Cada óvni que aparece, pode-se dizer que representa uma civilização avançada em milhares de anos da nossa. Daí porque todas as operações deles nos parecem não explicáveis. Praticamente não podemos fazer nada para nos proteger deles. A aviação militar terrestre em sua totalidade fica praticamente impotente quando tem que se confrontar com os óvnis. A CIA e o Pentágono sabem muito bem da irrefutável habilidade que os óvnis possuem ao interferir em nossos instrumentos eletrônicos, tanto na terra como no ar, bem como a capacidade deles de desestabilizar instantaneamente todos os sistemas de comando das forças armadas. A CIA se empenhou em tentar compreender cada acontecimento e tentou reproduzir os sistemas de propulsão dos óvnis. Isso apenas significou que inumeráveis vidas de pilotos foram sacrificadas. A Força Aérea ordenou que seus pilotos perseguissem propositalmente os óvnis, com a esperança de derrubar ou capturar um aparelho desses. Mas isso na maioria das vezes só resultou na explosão dos aviões e na morte dos pilotos. Parece que os tripulantes dos óvnis “adivinharam’ todas as ações de nossos aviadores. Analisamos centenas de filmes onde os óvnis aparecem e nenhum deles parecia se teleguiado[ao contrario havia uma inteligência por trás).” “A CIA e forças estranhas, mas muito poderosas impuseram silencio aos pilotos comerciais e de guerra, testemunhas perfeitas das observações ao vivo. Não lhes permitem falar em público, nem mesmo entre eles. Interrogam-nos, ameaçam-nos, intimidam-nos. Molestam militares que viram tais objetos para convence-los a dizerem “sempre aquilo que não viram”!. Obrigam-nos a falar sobre aquilo que deveriam ter visto, mas nunca óvnis e isso vem acompanhado pela ameaça de julgamento, de encarceramento, de transferência para outras bases, ou ainda enviam para hospitais psiquiátricos ou até mesmo para prisões militares. Atualmente, graças aos sistemas de detecção mais sofisticados, os óvnis são percebidos mais freqüentemente sobre nossas bases militares e sobre os silos subterrâneos, de onde saem os mísseis nucleares. Eles vem observar ou espionar os lugares secretos e proibidos e as nossas experiências militares. A RAND disse que a CIA considera que uma catástrofe de grande envergadura como o aparecimento em massa de óvnis sobre a cidade de Washington e da Casa Branca em 1982, não poderá voltar a acontecer. “Um grupo cientifico da NASA concluiu que o acobertamento tinha que acabar porque o público já sabia que os astronautas haviam fotografado óvnis no espaço exterior e que suas naves foram seguidas pelos óvnis. Não obstante, tais astronautas, de tempos m tempos, foram constrangidos a mentir à Grande Imprensa. A CIA insistiu na manutenção do black- out e fez pressão sobre a NASA para que ela continuasse mentindo ao público.
A suposição de que a raça humana é o único repositório de inteligência no universo, ou que a Terra é o único corpo no qual a vida se desenvolveu, deve ser colocada no mesmo plano que a visão geocêntrica do sistema solar a as crenças da Sociedade da Terra Plana. A estimativa cientifica em vigor é que aproximadamente oito bilhões – isto é: 8.000.000.000 – dos sistemas planetários presumivelmente habitáveis vivem apenas em nossa galáxia! O falecido Dr. James E. MacDonald uma vez ressaltou que enquanto ainda não tivermos nenhuma idéia inusitada de como chegar até Tau Ceti, o estado e o ritmo de nossa tecnologia deveria ser pelo menos interromper aqueles que insistem em que os habitantes de Tau Ceti são incapazes de chegar até aqui. E o astrônomo Fred Hoyle sugeriu a possibilidade da existência de “uma grande rede de comunicações interplanetárias” , mas somos como um pioneiro no sertão, que ainda não tem telefone. Julgando pela história de exploração do nosso próprio planeta, a noção de rotas de comércio interestelar parece bastante razoável. No seu livro The Interrupted Journey (Dial Press, Nova Iorque, 1966), John G . Fuller relata detalhadamente o caso Barney e Betty Hill, O COMEÇO "...Uma outra figura tinha uma face maligna... Ele parecia um nazista alemão. ELE é um nazista... Os olhos dele... seus olhos! Nunca tinha visto olhos como aquele" A citação acima foi feita sob hipnose regressiva por um dois primeiros abduzidos a se tornarem publicamente conhecidos, BARNEY HILL, que - juntamente com sua esposa BETTY - afirmou ter sido abduzido por entidades de pele cinza e levado para uma nave espacial que aparentemente era originada do sistema estelar de ZETA II RETICULI. Os abdutores cinza alienígenas estavam obviamente trabalhando com um oficial militar humano que tinha toda a aparência de um completo nazista, e que foi encontrado por BARNEY. Embora este incidente tenha ocorrido mais de 15 anos depois da Europa ''supostamente'' ter sido desnazificada. Esta citação pode ser encontrada na enciclopédia paranormal "MYSTERIES OF THE MIND, TIME & SPACE", pag. 1379.
Durante a conversa lhe foi mostrado um mapa estelar do que lhe foi dito serem as estradas para o comercio e os caminhos de exploração, entre certas estrelas em algum lugar no universo. Não foi um astrônomo, mas sim Marjorie Fish quem aceitou o enorme desafio de isolar o modelo estelar especifico, do desenho da Sr. Hill, dentre as centenas de bilhões em nossa galáxia. Majorie Fish concluiu que o mapa de estrelas havia sido calcado na perspectiva da base da nave. Começando pela suposição de que o nosso sol apareceria no mapa – provavelmente com limite traçado – e que as estrelas básicas eram dois círculos grandes, com linhas que irradiavam deles, Marjorie Fish construiu com esmero, três modelos dimensionais, de dentro de aproximadamente sessenta anos luz do sol, numa tentativa de combinar o modelo estelar especifico ao desenho da Sra. Hill.Finalmente em 1969, nove estrelas apareceram num dispositivo angular muito bem definido para ser coincidência e, rapidamente foi capaz de identificar a maioria da estrelas. Mas só em 1972, depois de seis anos de trabalho intensivo, Marjorie Fish foi capaz de localizar o triangulo de estrelas do plano de fundo, que completava a identificação do desenho de Bethi Hill. A razão foi que até o atualizado Catálogo das Estrelas Próximas, Gliese, estivesse disponível, no outono de 1969, as ultimas três estrelas (identificadas pelo Gliese com os números 86.1, 95 e 97) possivelmente não poderiam ter sido determinadas. Assim, em 1964, quando Betty fez seu desenho, a estrela 86.1, não estava registrada em nenhum catálogo de estrelas da Terra e as outras duas estrelas, embora catalogadas, apareciam em posições paralaxes incorretas. Como o Dr. Hynek me disse “nenhum astrônomo na Terra, entre 1961 e 1964, poderia ter sabido que o triangulo de estrelas do plano de fundo, existia na sua presente posição geométrica”.
Do mapa completo de Marjorie Fish parece que apenas viajantes vindo em direção ao nosso sistema solar(Sol), da Constelação Reticulun, poderiam ter marcado a posição daquelas três estrelas. Se o chefe da tripulação tivesse realmente dito a Betty Hill que as linhas sólidas que conduziam para o que foi provado ser Zeta1 e 2 da Constelação Reticulun, diretamente para o Sol, fossem estradas de comércio, poderíamos muito bem ser parte de alguma forma de operação unilateral de comércio! A par de razoáveis considerações sobre o comércio, como poderíamos explicar a enorme distancia de mais envolvida? Uma viajem unilateral de Zeta 1, da constelação de Reticulun até White Mountains, em New Hamphshire, fica a uma distancia de mais de trinta anos luz. Isto é aproximadamente 176 340 000 000 000 milhas ou como Carl Sagan diria: “extremamente longe”. Todavia, a distância não é um problema, se considerarmos as teorias de Einstein sobre a dilatação do tempo. Se aumentar a velocidade o tempo diminui. Assim, quanto mais perto você de aproximar da velocidade da luz, mais devagar seu relógio funcionará, comparado com os relógios deixados na Terra. No Artigo “Descoberta a Base Planetária do UFO”, Stanton Friedman e B.Ann Slate, escreveram: “O que isto implica é que a tripulação da Constelação de Reticulun não teria que vir mais rápido do que a velocidade da luz para visitar nosso sistema solar e retornar enfrentando a perspectiva de residência num asilo de velhos. Usando o elemento tempo mudança de Einstein, uma viagem unilateral a 80% da velocidade da luz, numa velocidade constante, levaria vinte e dois anos. A 99% daquela velocidade levaria cinco anos e dois meses, mas a 99.9% dessa velocidade, a viagem poderia ser feita em apenas vinte meses!”
Nas primeiras horas da manhã do dia 3 de dezembro de 1967, o patrulheiro Herbert Shirmer, de Ashland, Nebraska, escreveu o seguinte relatório no livro de ocorrências “vi um objeto voador na conexão das rodovias 6 e 63. A comissão Condon descobriu e submeteu o policial a regressão no tempo através de hipnose com Loring G. Willians, um hipnotizador profissional, o patrulheiro Herbert Shirmer falou sob estado hipnótico que foi seqüestrado pelos tripulantes do objeto voador e os descreveu como tendo um metro e quarenta de altura e estavam usando uniformes cinzas colados ao corpo, botas e luvas. Do lado esquerdo do corpo têm um emblema: uma serpente com asas. Suas roupas vão até ao redor da cabeça como um capacete de piloto, a pele de seus rostos são brancos acinzentados, o nariz é achatado, a boca é apenas uma fenda, suas cabeças são finas e mais compridas do que uma cabeça humana, os olhos, levemente oblíquos, embora não fossem como o dos orientais, não piscavam e tinham pupilas dilatadas e apertadas como uma lente de câmera ajustando-se. Os tripulantes da falaram a ele que essa era uma nave de observação, eles se comunicavam através de aparelhos e disseram que estudam nossas línguas da Terra através de uma espécie de maquina, eles tem computadores que podem falar qualquer língua. De onde eles são? Deu uma galáxia próxima. Eles têm bases no planeta Vênus e em outros planetas de nossa galáxia. Eles têm bases na Terra para seus discos? Sim eles têm bases definitivas nos Estados Unidos. Há uma base localizada abaixo do oceano, na costa da Flórida, há uma base na região polar só não disse se era no pólo norte ou no pólo sul. Há outra base na costa da Argentina.
Essas bases são debaixo da terra ou debaixo dos oceanos. Como opera a nave deles? A nave é operada através de reversão eletromagnética. Existe alguma defesa contra UFOS? Eles me contaram que suas naves têm sido atingidas no ar através de radar que interfere em seus equipamentos. Os discos chegam aqui carregados pelas naves-mãe e são libertadas nas bases da terra. O chefe da tripulação mostrou a parte externa da nave onde dois tripulantes estão andando de um lado para o outro com uma postura militar, na tela apareciam três discos com formas diferentes voando em formação em oposição a um grupo de estrelas incluindo a constelação de Ursa Maior. Conta-se a Shirmer que essas são “naves de guerra” voando e um espaço externo. A imagem é de grande profundidade e realismo, a nave mãe é focalizada: têm o formato de um charuto, é muito comprida, esta muito longe da Terra. Eles sabem que estão sendo vistos com freqüência e estão tentando confundir a mente do público. Ao relatar o Caso 42, o Relatório Condon emprega quase que as mesmas palavras usadas pelo Dr Hynek, depois de ter entrevistado Charlie Hickson em Pascagoula, depois do caso de Barney e Betty Hill, Shirmer é o melhor caso documentado de sua espécie, o Dr Sprinkle enunciou a opinião de que o patrulheiro acreditava na realidade dos acontecimentos que descreveu, e disse que a mente de Shirmer era uma chave para o futuro. Esta matéria esta no livro Beyond Earth: Man’s Contact With UFOs. Copyright 1974 By Ralf Blun.
Os conflitos militares entre as nações parecem ter a capacidade de atrair a atenção de nossos visitantes, que se mostram atentos a cada confronto que surge em nosso conturbado planeta. Em praticamente todas as guerras da história da humanidade, desde os tempos mais remotos até os mais recentes, estranhos objetos tem sido observados no cenário dos entraves. Afinal estariam os alienígenas observando nossos conflitos e guerras? Com que propósito? Embora estas perguntas permaneçam sem respostas, é certo que seres extraterrestres estão presentes onde quer que haja uma ação militar. É assim desde a Antiguidade, em períodos anteriores a Cristo, como foi durante a idade média, na primeira e segunda guerras mundiais, nos conflitos na Coréia e no Vietnã e, mais recentemente durante as guerras do golfo e do Iraque. Mas de todos os conflitos militares em que UFOs foram observados, um deles nos chama a atenção diretamente por ter ocorrido na América do Sul: a Guerra das Malvinas, também conhecida como guerra do Atlântico Sul ou das Ilhas Falklands, deu-se entre Argentina e Reino Unido pela posse e soberania das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul. O conflito iniciou-se em 2 de abril de 1982.
Alguns raros casos conhecidos foram relatados pelo ufólogo inglês Nick Redfern em seu livro FB’Is UFO Top Secrets Exposed Pocket Books 1998]. Um deles dá conta de que em meio ás incursões inglesas na ilha, Paul Brigtsson, piloto de um caça Tornado da Força Aérea Real, foi perseguido por esferas de cor alaranjada.
Desde o inicio da guerra até alguns meses após seu encerramento, como que a observar o desfecho das agressões, tivemos discos voadores agitando o cenário conturbado que restou no sul do continente. Embora de curtíssima duração, a Guerra das Malvinas também entrou no rol das que contaram com abundantes avistamentos de UFOs em plena luz do dia e durante sessões de bombardeio, se ambos os lados, sempre sem interferência.
Censura aos meios de comunicação – Como no caso de outros conflitos armados, a imprensa teve grande participação no conhecimento desses fatos pela população. O Diário do Povo da cidade de Tandil, na província de Buenos Aires, de 13 de abril de 1982, por exemplo descreveu o pouso e um UFO na base militar local. Pela profusão de noticias sobre tais casos que eram publicadas, parecia que os militares argentinos estavam tão concentrados na estúpida guerra que desencadearam, numa tentativa desesperada e suicida de ganhar prestigio da população, que esqueceram-se de censurara os meios de comunicação, tradicionalmente amordaçados durante as ditaduras, quando o assunto discos voadores é proibido.
Ufólogos do país vizinho relataram ao mundo inúmeros acontecimentos que eram descritos pelas redes de TV e emissoras de rádio argentinas. Já os governantes ingleses foram mais prudentes, e atendendo a sua histórica tradição de combatentes, mantiveram a imprensa em silêncio.
Mesmo passadas mais de duas décadas, ainda há inúmeros segredos envolvendo a Guerra das Malvinas, e a maioria deles refere-se a presença alienígena na ilhas onde o conflito se deu.
Mas, aos poucos, novos casos vão sendo trazidos à tona pela ação principalmente de ufólogos e grupos argentinos, que reviram o passado em busca de detalhes da verdadeira monitoração que nossos visitantes espaciais fizeram no sul do continente. Alguns novos dados foram revelados recentemente pelo ufólogo Mário Luiz Bracamonte. Perseguindo o tema há vários anos, Bracamonte estabeleceu relações pessoais e profissionais com muitos ex combatentes e veteranos da famigerada guerra, os quais lhe confidenciaram alguns episódios secretos. Em recentes artigos, o ufólogo tratou de ocorrências significativas nas regiões do conflito, mas fez questão de ressaltar a diferença entre os termos” ex combatentes”e veteranos de guerra”. “O Primeiro se refere aos que lutaram nas ilhas, indistintamente, enquanto o segundo diz a respeito a todos os militares efetivos, incluindo combatentes, sem distinção de categoria, que tomaram parte do conflito”, diz Bracamonte.
A noite que virou dia- Entre os casos mais espantosos de que teve conhecimento está o ocorrido na noite de 15 ou 16 de abril de 1982, quando uma patrulha do Exército argentino se encontrava estacionada no sul do país e recebeu ordens de patrulhar uma zona de fazendas no sopé dos contrafortes da Cordilheira dos Andes. O objetivo da missão era prevenir possíveis infiltrações de militares britânicos vindos do sul do Chile, numa vasta área aberta de fronteira. “ Por razões oficiais estou proibido de fornecer as coordenadas geográficas, bem como não considero prudente revelar os nomes e filiações dos militares envolvidos”, ressalvou o ufólogo.
Quando se encontravam em um vale, os soldados observaram na direção oeste uma intensa luminosidade que explodiu de repente. No momento ninguém soube dizer o que seria aquilo.
Supondo se tratar de um míssil, o militar superior ordenou a parada total do veículo e seu abandono imediato. Todos buscaram refugio na vegetação, enquanto a luminosidade aumentava de intensidade até’ deixar a noite como se fosse dia’, segundo um dos presentes, embora já fossem já quase 23h00. Instantes depois, uma espécie de cilindro voador pairou a uma altura apenas de 100m sobre a patrulha e desapareceu rapidamente em direção a leste.” Ele acrescentou que depois do conflito ficou sabendo que outros efetivos do Exercito e da Força Aérea Argentina tinham visto UFOs nas ilhas.
Identidades resguardadas-
Em 2002, num encontro Bracamonte perguntou ao seu informante sobre o tamanho aparente do objeto observado. O ex sub-oficial respondeu que ‘media cerca de 20m de comprimento por uns2 m de altura, e que se parecia muito com a fuselagem de um avião, mas sem as asas e o leme da cauda. “ O UFO Passou tão rápido por eles que não puderam discernir outros detalhes.
O ufólogo e jornalista Bracamonte considera este um caso de grande envergadura dentro da polêmica questão da guerra das Malvinas” O episódio chega a surpreender, mas não foi o único envolvendo UFOs durante o conflito”, diz . Os governos costumam manter em segredo durante 25 ou 30 anos informações sobre seus conflitos armados que, se reveladas, seriam especialmente sensíveis a opinião pública. No caso das informações classificadas como “segredo de guerra”, do confronto do sul do atlântico, hoje nas mãos do governo britânico, parece que tão cedo não será possível conhece-las. Quando encerrada a disputa, os ingleses determinaram que a revelação dos fatos pertinentes a ela - incluindo a observação de artefatos voadores não identificados - somente poderá ocorrer no ano de 2082.
Mas se o caso da patrulha surpreende, ainda mais espanto causou o testemunho de um soldado que viveu o flagelo da Guerra das Malvinas, recentemente revelado pela ufóloga argentina Sylvia Perez Simondini, diretora do grupo Visión Óvni, que tem sua base de operações na cidade de Victoria, província de Entre Rios, reconhecidamente uma das áreas de maior casuística ufológica do país. Sylvia conheceu um soldado que relatou o incidente recentemente e apurou que sua vida mudou após ter vivido fenômenos além de sua compreensão, durante o conflito.
O caso ocorreu em torno das 02h00 de uma madrugada fria em que, inclusive, nevava na região de Rio Gallegos. A maioria dos militares convocados para a operação dormia, enquanto alguns montavam guarda. De repente, um dos soldados um dos soldados de guarda começou a bater desesperadamente na porta do recinto em que os demais dormiam. Seus pavor era tamanho que todos ficaram preocupados. Assim que abriram a porta, os militares tiveram seis olhos ofuscados por uma claridade intensa de cor branca , semelhante a dos refletores de um campo de futebol, que estava pouco adiante. A claridade provinha de uma nave gigantesca, de formato oval e com varias luzes em volta, que pairava do lado de fora. Após isso, o veículo fez um movimento muito suave e desapareceu nas colinas, em grande velocidade e em poucos segundos. Na manhã seguinte, um helicóptero do Exercito chegou ao local trazendo militares que não pareciam argentinos, mas norte-americanos! Os estrangeiros reuniram os soldados e os transferiram a um setor do Regimento de Infantaria Mecanizado 24. Daí os levaram a um recinto onde retiraram todos os armamentos e equipamentos que portavam, deixando-os somente de camisetas, calças e botinas, sem os cadarços.
Lavagem cerebral – O propósito daquela reunião viria a ser revelado em seguida. Uma hora e meia depois de iniciada, os militares norte- americanos levaram os argentinos a outro recinto ao lado, onde tentaram insistentemente lhes incutir que aquilo que tinham visto na gélida madrugada nada mais era do que um novo armamento inglês e que portanto, não deviam comentar nada com ninguém.
FONTE: Este texto foi elaborado a partir de informações enviadas á Revista UfO e traduzidas por Neide Tagary, Davi Antunes, Marcos Vinicios Lopes E sérgio Silva. Trecho da Revista Ufo edição especial números 130,131, e 134.
A Guerra das Ilhas Falkland
Um mapa de um livro espanhol chamado "IS HITLER ALIVE?" com a rota do comboio do FUHRER mostra que ele passou ao longo da Ilha da Geórgia do Sul onde mais tarde uma base subterrânea secreta foi o palco de uma batalha secreta na guerra das Ilhas FALKLAND [Malvinas]. Em 4 de abril de 1944 às 4:40 a.m. o submarino da Alemanha U-859 saiu em uma misteriosa missão transportando 67 homens e 33 toneladas de mercúrio selados em vasilhames de vidro em vasilhames estreitos com água. O submarino foi afundado por um submarino inglês e a maioria da tripulação morreu. Um dos sobreviventes em seu leito de morte mais ou menos 30 anos mais tarde falou sobre a valiosa carga e muitos mergulhadores conferiram sua história e encontraram o mercúrio. Para que propósito seria utilizado este mercúrio? E para onde estavam tentando levá-lo? (aparentemente o mercúrio é teoricamente usado como fonte de combustível para certas formas de propulsão aeroespacial. - BRANTON) Há muitas outras histórias de outros U-boats e sobreviventes da Alemanha a maioria no hemisfério sul. As Alemanhas e outras nações européias exigiram registros muitos meticulosos de tudo, inclusive de parentes, empregos, endereços, filhos, etc., e no fim da guerra os Aliados fizeram uma checagem cruzada destes registros levando em conta mortes fortuitas e outras casualidades e determinaram que no mínimo 250.000 pessoas não podiam ser verificadas... (a propósito, isto é um quarto de milhão - BRANTON) Submarinos da Alemanha no Atlântico Sul O jornal "FRANCE SOIR" apresentou a seguinte narrativa: "Quase 1-1/2 anos depois da cessação das hostilidades na Europa, O baleeiro islandês 'JULIANA' foi detido por um grande U-BOAT da Alemanha. O JULIANA estava na região ANTÁRTICA perto das ilhas MALVINAS [agora FALKLAND] quando o submarino alemão emergiu e hasteou a bandeira de luto oficial da Alemanha - vermelha de borda preta. O comandante do submarino enviou um grupo de abordagem que se aproximou do JULIANA em uma balsa de borracha e tendo abordado o baleeiro exigiu do CAP. HEKLA parte de seu estoque de alimentos frescos. Esta solicitação foi feita no tom de uma ordem a qual uma resistência não seria uma coisa sábia. O oficial alemão falou um inglês correto e pagou estas provisões em dólares dos EUA, dando ao Capitão um bônus de $10 para cada membro da tripulação do JULIANA. Enquanto os artigos comestíveis era transferidos para o submarino, o comandante do submarino informou ao CAPITÃO HEKLA da exata localização de um cardume de baleias. Mais tarde o JULIANA o encontrou onde foi designado." A francesa "AGENCE FRANCE PRESS" em 25 de setembro de 1946, disse: "Os rumores contínuos sobre a atividades de U-BOATS alemães na região da TIERRA DEL FUEGO [FEUERLAND, na Alemanha], entre o extremo sul da América do Sul e o continente da ANTÁRTICA são baseados em fatos reais." Tem havido histórias e livros escritos sobre alemães usando dinheiro americano, e ao contrário de obter dinheiro americano imprimindo placas, o que pode relaciona o uso de dinheiro americano pelos alemães. O LIVRO DE RECORDES MUNDIAIS , O GUINNESS BOOK, diz que o maior roubo não re
A Guerra das Ilhas FALKLAND tem mais coisas em comum com os nazistas que com a Argentina... Os alemães, de suas bases na Antártica, começaram a se infiltrar na Argentina, Chile, etc., e compraram grandes áreas de terra e criaram corporações. Eles também investiram em corporações na Alemanha e em todas as partes do mundo, com planos de preparar o retorno. Eles usaram o tesouro da Alemanha, capturaram tesouros de outras nações e falsificaram o dinheiro americano mas fazendo dinheiro real, porque imprimiam com placas dadas aos russos e capturadas pelos alemães. (Nota: Parece como se a elite da Alemanha tenha começado a tentar via STEALTH, obter o que eles não conseguiram pela força nas primeira e segunda guerras mundiais - infiltrar as Américas do Norte e do Sul e se engajar em uma guerra econômica a partir de seu extenso império subterrâneo sob Antártica e também sob as Américas do Norte e do Sul, com a ajuda de seus aliados na CIA/NSA. Aqui não estamos falando de bilhões de dólares; estamos falando de TRILHÕES que tem sido desviados da economia americana por meio de vários métodos engenhosos, e usados para alimentar a rede subterrânea de origem bavariana que se espalha pela América do Norte e que é compostas de nacionais socialistas europeus, americanos e ''antarticanos"
A riqueza que tem sido desviada da economia americana poderia Ter sido utilizada para novos níveis de prosperidade e esta prosperidade poderia fluir para outras nações do mundo. Aparentemente, os nazistas entenderam isto, e todos perceberam que os ''banqueiros'' que os mantiveram na Segunda Guerra Mundial é que tinham o poder REAL. Eles compreenderam que o poder econômico é quem dita o poder político, mesmo num país supostamente democrático onde este poder financeiro pode comprar o poder político daqueles que estão muito mais interessados nos confortos físicos imediatos e no status econômico do que no destino a longo prazo de seu país. Os nazistas não poderiam Ter feito o que fizeram sem a ajuda destes traidores ''internos''. O mesmo pode ser dito também a respeito dos greys. E isto sem mencionar a própria colaboração CIA/Nazista/Grey existente dentro de várias bases subterrâneas: NEU SCHWABIA, ANTÁRTICA; PINE GAP, AUSTRÁLIA; ALSACE-LORRAINE MTS., ALEMANHA; MONTAUK, LONG ISLAND; AEROPORTO INTERNACIONAL DE DENVER; DULCE, NEW MEXICO; AREA 51, NEVADA, etc. - BRANTON) Algumas placas foram roubadas pelo Secretário Assistente do Tesouro Americano, HARRY DEXTER WHITE [nome real, WEISS] que era assistente de HENRY MORGENTHAU e enviada aos soviéticos para uso na Alemanha Ocupada. Ele também arranjou o roubo em massa de toneladas de papel moeda especial. Quando J. EDGAR HOOVER foi até o Presidente TRUMAN com todas as evidências de que o Secretário Assistente do Tesouro Americano, HARRY DEXTER WHITE era um espião comunista e ladrão, TRUMAN de fato removeu WEISS [White] de seu cargo - e PROMOVEOU-O como líder do Fundo Monetário Internacional. Não é brincadeira, é fato mesmo. (Isto mostra que de qual lado de fato TRUMAN estava. - BRANTON) A história teve um final comum - quando a controvérsia começou a explodir na imprensa, a respeito deste incidente, WEISS cometeu "suicídio".
O TERROR E O MEDO AS FALSAS LUAS DE MARTE
As duas luas de Marte, Phobos (medo) e Deimos (terror) foram observadas pela primeira vez pelo astrônomo norte-americano Asaph Hali, em 1877. Os pequeninos corpos até hoje intrigam os astrônomos e cientistas por possuírem uma peculiaridade: giram em tomo de Marte em uma órbita quase circular em volta do planeta. E um fato tão raro que, dentre os satélites do Sistema Solar, apenas estes gravitam em torno de seu planeta desta forma. H décadas, cientistas de renome debatiam sobre como as duas luas teriam se formado. A hipótese mais surpreendente partiu do astrofisico soviético 1. S. Shklovsk que anunciou que Phobos seria uma lua artificial lançada por uma extinta civilização marciana. Obviamente, tal fato jamais pôde ser comprovado, mas ganhou ao longo dos anos alguns adeptos,entre eles o doutor R. W SharpIes,
um cientista norte-americano que realizou uma série de observações das duas luas. Segundo Sharples, Phobos não ocupava a órbita teoricamente esperada para uma lua do seu tamanho gravitando um planeta como Marte. Inclusive, detectou que em algumas dezenas de anos, Phobos teria avançado órbita adentro cerca de 2,5 graus, sendo este fato inédito e inexplicável atualmente pela mecânica celeste. Aparentemente,
o movimento executado pela lua marciana é o mesmo que ocorre entre os satélites fabricados pelo homem, pois a atração gravitacional do planeta faz com que estes artefatos se aproximem demais da atmosfera, fazendo- os perderem velocidade e correrem o risco de literalmente despencar dos céus em altíssima velocidade, caso suas órbitas não sejam corrigidas de tempos em tempos. Embora fantasiosa, a hipótese levantada por Shklovsky e defendida por Sharples ainda hoje encontra admiradores por todo o mundo. Na mesma época da publicação destes estudos, outros astrônomos e intelectuais soviéticos apoiaram o ponto de vista de Shklovsky, com a ressalva de que tais luas teriam sido “lançadas” pelos habitantes de Marte mais ou menos entre 1870 e 1680, pois somente em 1877 elas tinham sido descobertas. Vale lembrar que mesmo naquela época já se dispunham de meios tecnológicos suficientes para uma observação detalhada das órbitas planetárias e as luas nunca haviam sido detectadas. Ainda que seja - grande a especulação formada em torno das origens destes dois corpúsculos planetários, é quase certa que ela não está ligada ao choque de um asteróide na superfície de Marte. Isso foi revelado depois de terminadas as análises que detectaram uma diferença muito grande na composição química das superfícies de ambos os corpos. A tese mais aceita hoje em dia é que eram corpos celestes errantes, formados numa região exterior ao cinturão de asteróides, numa área entre Marte e Júpiter, que por alguma perturbação ainda não estudada entraram em rota de colisão com Marte. Porém, em vez de se chocarem, as luas teriam sido presas em sua órbita. O ponto em comum entre os cientistas é que, por diferirem demais de todos os corpos já estudados do Sistema Solar, Phobos e Deimos podem ter sido formados em uma época bem distinta em relação às outras luas e planetas. Por exemplo, estes são os corpos mais escuros do Sistema Solar, pois não refletem mais do que cinco por cento de toda a luz recebida do Sol. Outra situação estranha foi a ocorrida em meados de 1988, quando a sonda soviética Phobos 2 bombardearia com raios laser a superfície das luas para a captação de dados sobre a existência de substâncias como água ou carbono, elementos geradores de vida orgânica. Estranhamente, após algumas interferências em suas atividades, a sonda desapareceu sem deixar vestígios.
Outro fato curioso vem da literatura. Em seu livro As Viagens de Guiliver, o autor jonathan Swift narra as aventuras do herói Lemuel Gulliver, que o levaria à ilha de Lilliput, onde “astrônomos locais” haviam descoberto a existência de duas luas em órbita de Marte, cuja rotação em torno do planeta era de lO horas para a primeira e de 21 horas e 30 minutos para a segunda. Até que relativamente imprecisas em relação ao que já se sabe — 7h39 para Phobos e 30h14 para Deimos. Mas o que mais surpreende é o fato dessas aventuras terem sido escritas em 1720, ou seja, cerca de 157 anos antes da descoberta efetiva dos satélites pelos astrônomos terrestres.
A facilidade de Gelli em atuar no mundo político e econômico era fantástica. Era amigo de Paulo VI, Coronel Kadafi, Ceanescu, Perón (por estas antigas relações argentinas chegou, na Guerra das Malvinas, a negociar mísseis Exocet franceses para as Forças Armadas de Galtieri) e tutti quanti. Afirmam, ainda, que chegou a atuar como captador de fundos para a campanha de George Bush. Vejam as imagens dos caças argentinos atacando navios de guerra marinha Britânica com misseis Exocet
A eleição havia terminado e a fumaça subia pela chaminé. O novo Papa estava escolhido e, para surpresa dos radicais e conservadores da Igreja Católica, o novo Papa era o humilde e sereno Albino Luciane. A princípio e atônito, Luciani teria declinado de aceitar o pontificado, mas fora persuadido do contrário pelo cardeal holandês Johan Willebrands que, sentado a seu lado na Capela Sistina, teria lhe dito: "Coragem! O Senhor dá o fardo, mas também a força para carregá-lo"! Mas aquele instante de supresa prenunciava uma tragédia: o pontificado daquele homem especial haveria se ser curto e marcado pela morte e pelo mistério. Um mês após ser entronado Albino Luciane - João Paulo I – o Papa Sorriso - estava morto. Um dos inúmeros boatos surgidos após a morte de João Paulo I diz que seu pontificado entrara em choque com idéias e interesses da Opus Dei - O que se sabe é que João Paulo I queria expulsar do Vaticano os Cardeais e eclesiásticos envolvidos no escândalo do Banco Ambrosiano. Esses eclesiásticos tinham ligações com a loja maçônica P2 de Lício Gelli e com a Máfia de Michele Sindona que, depois de ter tido contatos com Monsenhor Montini em Milão, pode se infiltrar em meios do vaticano quando Montini tornou-se Paulo VI.
É o que se diz. João Paulo I morreu muito rápida e misteriosamente. Cerca de 15 dias antes dele, morrera também e de modo misterioso o Arcebispo Nikodin, coronel da KGB em missão no Vaticano.
Obreiro da Loja Equidade & Justiça 2336, Membro da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal, Diretor da Biblioteca do GOB, QCCC e MPS.
A Itália é um país relativamente recente. Antes da reunificação italiana em meados do século XIX, a península italiana era formada por reinos independentes, repúblicas, ducados e estados papais. A primeira loja maçônica de que se tem notícia, apesar da divergência dos historiadores (Findel x Gould), fundada naquela península, antes da criação do Reino da Itália, teria sido uma formada em Florença por Lord Sackville em 1773. No entanto, devido a seu envolvimento com a política partidária e a religião, não foi reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra.
A história relata que, em 1877, ainda nos tempos da reunificação de Mazzini e Garibaldi, foi fundada pelo Grande Oriente uma loja maçônica em Roma chamada Propaganda Massonica. Era freqüentada por políticos e altos funcionários governamentais que não deviam ter os seus nomes expostos na relação das lojas normais e era diretamente ligada ao Grão-Mestre. Esta seria a Propaganda Uno.
Este artigo busca traçar a trajetória da loja maçônica responsável por um dos maiores escândalos político-maçônico-estratégicos da segunda metade do século XX, ocorrido em 1981. A loja, inicialmente, quando formada pelo Grande Oriente da Itália - GOI, era uma loja de pesquisa que deveria funcionar dentro do espírito da Propaganda Uno. Posteriormente, em 1981, quando foi dissolvida e declarada ilegal pelo GOI (que também teve o seu reconhecimento suspenso pela Grande Loja Unida da Inglaterra em 1993), tornou-se letal, secretíssima e irregular – a famosa loja Propaganda Massonica nº Due (P2). Era dirigida por Licio Gelli, um gênio organizacional e político, que montou um verdadeiro governo paralelo dentro do Estado Italiano com repercussão na política da OTAN, nos EEUU, em algumas esferas da cúpula do Vaticano e na Ibero-América. Deve haver um extremo cuidado ao manipular o assunto da P2, pois está se lidando com conceitos altamente explosivos e polêmicos consoante os seguintes atores: CIA, KGB, Soberana Ordem Militar de Malta, Banco do Vaticano, Opus Dei, Maçonaria Irregular, Comissão Trilateral, Serviço Secreto Italiano, Operação Gládio, Bispo Marcinkus, João Paulo I, Mossad, Jesuítas, Nazismo, Comunismo, Fascismo, Máfia etc.
Gelli foi membro ativo do movimento fascista em 1936, tendo servido ao lado das tropas de Francisco Franco no Batalhão Camisas Negras durante a Guerra Civil Espanhola. Quatro anos mais tarde, recebeu a carteira do Partido Nacional Fascista Italiano. Em 1942, já se tornara secretário dos fascistas italianos no exterior. No período da IIª Guerra Mundial, Gelli, atuando como membro dos Camisas Pretas de Mussolini, chegou a ser oficial de ligação do Exército Italiano com a divisão de elite SS de Hermann Goering. Em 1944, sentindo que os ventos não mais sopravam favoráveis a Mussolini, criou uma rede de resistência conectada à CIA, graças ao V Exército Norte-americano recém chegado à península. Após a guerra, migrou para a Argentina sendo o primeiro a obter uma dupla nacionalidade: argentino-italiana. No exílio argentino, conseguiu se aproximar de Perón, resultando numa grande amizade e na nomeação para a posição de conselheiro econômico para os assuntos italianos. Com o passar dos anos, Gelli retornou ao seu país de origem, estabelecendo-se como empresário em Arezzo, na Toscana. Culminou sua carreira com a entrada para o mundo das altas finanças e dos negócios em grande escala. Em 1981, foi acusado, veementemente, de fomentar uma conspiração que daria um golpe de estado na Itália. Em 1973, foi citado como traficante de armas para os países árabes e implicado numa transação de três milhões de liras italianas numa operação conhecida como Permaflex, uma firma que trabalhava com a OTAN. Gelli era tão bem articulado com o establishment político estadunidense que chegou a ser convidado para as festas de investidura de três presidentes: Ford, Carter e Reagan. A facilidade de Gelli em atuar no mundo político e econômico era fantástica. Era amigo de Paulo VI, Coronel Kadafi, Ceanescu, Perón (por estas antigas relações argentinas chegou, na Guerra das Malvinas, a negociar mísseis Exocet franceses para as Forças Armadas de Galtieri) e tutti quanti. Afirmam, ainda, que chegou a atuar como captador de fundos para a campanha de George Bush.
Iniciou-se na maçonaria em 1965, buscando se mirar nos dois Grão-Mestres sucessivos do GOI – Gamberini e Salvini – que se interessavam por uma aproximação mais estreita com o Vaticano. Três anos mais tarde, foi nomeado secretário da P2, elegendo-se seu Venerável Mestre em 1975. Gelli convidou Michele Sindona, o gênio financeiro do Vaticano, que trouxe consigo Roberto Calvi, o banqueiro mais chegado ao Vaticano. Contudo Gelli já tinha atuação marcante, pois, em dezembro de 1969, num encontro promovido no escritório romano do Conde Umberto Ortolani, o Embaixador da Ordem de Malta para o Uruguai, que era, na época, o cérebro da P2, foi montado o Estado-Maior da Loja: Umberto Ortolani, Licio Gelli, Roberto Calvi e Michele Sindona.
Pelos idos de 1974, a P2 contava um efetivo de mais de 1000 membros, destacando-se uma maioria de elementos de escol na sociedade italiana, européia e ibero-americana. Consta num relatório de um dos procuradores italianos encarregados do inquérito da P2: ‘A Loja P2 é uma seita secreta que combinava negócios e política com a intenção de destruir a ordem constitucional do país’. Entre seus membros contavam-se três componentes do Gabinete, incluindo o Ministro da Justiça Adolfo Sarti. Vários ex-Primeiros Ministros, como Giulio Andreotti que exerceu o cargo entre 1972 e 73 e novamente entre 76 e 79; 43 membros do Parlamento; 54 altos executivos do Serviço Público; 183 oficiais das forças naval, terrestre e aérea, incluindo 30 generais e 8 almirantes (entre eles o Comandante das Forças Armadas, Almirante Giovanni Torrisi); 19 juízes; advogados, magistrados, carabiniere; chefes de polícia; poderosos banqueiros; proprietários de jornais, editores e jornalistas (incluindo o editor do maior jornal do país Il Corriere Della Sera); 58 professores universitários; líderes de diversos partidos políticos (evidentemente, não do Partido Comunista Italiano, por razões óbvias); diretores dos três principais serviços de inteligência do país. Todos esses homens, de acordo com os documentos apreendidos, juraram obediência a Gelli e estavam prontos para responder a seu chamado.
Os 953 nomes estavam divididos em 17 grupos ou células, cada qual com um líder. A P2 era tão secreta e tão profissionalmente dirigida por Gelli que, até mesmo seus membros, não tinham conhecimento sobre quem pertencia à organização. Aqueles que mais conheciam a organização eram os 17 líderes de células e, mesmo esses, somente conheciam o seu próprio grupo.
Magistrados italianos, examinando cuidadosamente documentos apreendidos na Villa Wanda (nome de sua mulher), de onde Gelli tinha fugido quando a P2 explodiu, encontraram centenas de documentos altamente secretos dos serviços de inteligência. O Coronel Antonio Viezzer, ex-chefe dos serviços secretos de inteligência combinados, foi identificado como a fonte primária desse material, tendo sido preso em Roma por espionar em nome de uma potência estrangeira.
Ainda nessa época, Gelli reuniu-se secretamente com o General Alexander Haig, ex-Comandante Supremo da OTAN e, no momento, Chefe do Gabinete Civil do Presidente Nixon. O encontro foi na própria Embaixada dos EEUU em Roma. Com as bênçãos de Henry Kissinger, então Assessor do Conselho de Segurança Nacional, Gelli saiu do encontro com a promessa de contínuo suporte financeiro para a Operação Gládio e para sua loja maçônica além de um plano para a subversão interna da política italiana.
Reuniu-se, a seguir, com outro membro da P2 – Roberto Calvi, Presidente do Banco Ambrosiano de Milão (la banca dei preti), o segundo maior banco privado da Itália e um dos maiores acionistas do Banco do Vaticano – para dar seqüência ao plano. Calvi, neste ínterim, já tinha começado a bombear dinheiro ilegalmente do seu banco, usando o Banco do Vaticano – o Istituto per le Opere di Religione (IOR) para a lavagem. Gelli tinha Calvi em suas mãos. Convém salientar que, no início de 1967, um ex-chefe do Serviço Secreto Italiano tinha se filiado à loja P2, trazendo consigo mais de 150.000 fichas de pessoas-chave na sociedade italiana. Seja por chantagem ou ideologia, Calvi continuou drenando vastos fundos para Gelli e a P2 até a falência final do banco. Em 1978, outro fato político chocou a sociedade italiana e o mundo: o seqüestro e posterior assassinato do ex-Primeiro Ministro Italiano – Aldo Moro – pelas Brigadas Vermelhas, um grupo revolucionário de tendências pró-soviéticas. Evidências posteriores demonstraram que o assassinato de Moro foi orquestrado pela P2 e que as Brigadas Vermelhas e Negras estavam infiltradas pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.
Alguns meses após o assassinato de Moro, o mundo assistiu à eleição de Albino Cardeal Luciani para o papado com o nome de João Paulo I. Irradiando simpatia e honestidade, a eleição de Luciani causou um certa angústia em alguns setores da cúria, especialmente nas áreas próximas ao bispo Paul Marcinkus, um bispo de Chicago que dirigia o Banco do Vaticano e que sabia ter seus dias contados, pois estava demasiadamente envolvido em fraudes financeiras, especialmente com Roberto Calvi. Alguns, ainda, têm dúvidas de como o IOR-Banco do Vaticano se envolveu numa tão má circunstância. Um pouco de história poderá esclarecer alguns pontos. Em 1929, o Vaticano e Mussolini assinaram o Tratado Lateranense, conhecido como a Concordata do Vaticano, que funcionou até 1984, quando a religião católica não foi mais reconhecida como a religião oficial do Estado Italiano. Como resultado, a cidade do Vaticano tornou-se um estado soberano dentro da cidade de Roma e independente do governo italiano, tendo a Igreja recebido um aporte financeiro de milhões de liras vindas do Duce. Como compensação, esperava-se uma certa benevolência do Vaticano em relação ao fascismo ascendente. A Igreja, desejando bem investir seus recursos para o pagamento de seus débitos e de suas obras de caridade, criou, primeiramente o APSA e depois o IOR. O IOR tornou-se um paraíso para os ricos italianos que desejavam espoliar o fisco em clara violação às leis bancárias italianas, prevenindo que seu dinheiro não caísse em mãos dos alemães. Contudo, a elite vaticana não estava contente em somente trabalhar com os bancos católicos do país (assim chamados porque emprestavam dinheiro a baixas taxas de juros, visando não violar a lei da usura da Igreja). Necessitavam de financistas leigos para encontrar investimentos seguros e lucrativos para a Igreja. Daí surgem homens do naipe de Michele Sindona e Roberto Calvi. O império italiano de Sindona começou a colapsar em 1974 e o de seu protegido – Calvi – começou em 1978 e culminou com a quebra do Ambrosiano em agosto de 1982. Salienta-se ainda, que, antes do seu indiciamento por morte do investigador italiano Giorgio Ambrosoli, liquidante de seu Banca Privata Italiana, Michele Sindona era, não só o financista da P2 como o conselheiro de investimentos do IOR, ajudando o Banco a vender os seus ativos italianos e reinvesti-los nos EEUU. Em 1980, Sindona foi preso em Nova Iorque e condenado nos EEUU por 65 casos de acusações de fraude e pela falência fraudulenta de seu banco norte-americano – Franklin National Bank - sendo extraditado para a Itália em 1984, onde dois anos depois – março de 86 - foi envenenado em sua cela enquanto cumpria uma sentença por assassinato. Calvi foi condenado em 1981 sob acusação de transação com moeda ilegal.
O Papa Luciani não era bem visto pela extrema-direita italiana, pois esta o considerava indulgente em relação ao comunismo e por seu pai ter pertencido aos quadros do Partido Socialista Italiano. Com 33 dias de pontificado no ano de 1978, João Paulo I, o Papa “Sorriso”, como era popularmente conhecido, foi encontrado morto nos seus aposentos. A súbita morte do Papa deixou um rastro de interpretações e “especulações” que duram até os dias atuais.
Com a morte de Luciani, foi eleito papa o polonês Karol Wojtyla, um papa bem mais conservador, pois fora testado na luta anti-soviética contra o governo polonês. Marcinkus obteve, temporariamente, uma sobrevida, pois o novo papa necessitava urgentemente de providenciar recursos para o sindicato dos estaleiros navais poloneses, um trabalho que viria culminar no Movimento Solidariedade, que determinou o fim do comunismo na Polônia, a queda do Muro de Berlim e, por que não dizer, a derrocada do Império do Mal. A título de curiosidade, a CIA passou a ter uma vigilância eletrônica maior sobre o Vaticano quando detectou um telefonema, em 5 de julho de 1979, de Walesa (líder sindical e futuro presidente da Polônia) perguntando se João Paulo II aprovaria o nome Solidariedade para o movimento político de união sindical que viria a ser implantado. Walesa explicou que a palavra tinha sido tirada da encíclica pontifícia Redemptor Homis – um documento devotado à redenção e à dignidade da raça humana.
A luta do Solidariedade contra o governo títere da Polônia serviu para dar uma nova força ao trio Marcinkus-IOR, Calvi-Banco Ambrosiano e, obviamente, Gelli-P2. A P2 providenciava os meios para reforçar as instituições anticomunistas na Europa e na Ibero-América com fundos do IOR e da CIA. Calvi, que foi encontrado enforcado – alegou-se suicídio - sobre a Ponte Blackfriars (Frades Negros) em Londres em 17 de junho de 1982, gabava-se de ter-se encarregado pessoalmente da transferência de 20 milhões de dólares do IOR para o Solidariedade, embora a soma total drenada para a Polônia tenha sido de mais de 100 milhões de dólares. Durante a saga lendária de Calvi, devem ser citados os seguintes acontecimentos: i) em 1992, o desertor da máfia Francesco Mannino Mannoia disse que Calvi foi estrangulado por Francesco di Carlo, o responsável pelo tráfico de heroína em Londres. A ordem de morte teria partido de Pippo Calo, tesoureiro da máfia e embaixador em Roma. Desesperado por tapar os rombos do seu banco, Calvi teria concordado em lavar grande quantidade de dinheiro da máfia e que, com o passar do tempo, ele teria desviado parte do dinheiro da máfia para manter o banco funcionando; ii) preocupado com a descoberta pela máfia de seus desvios de dinheiro, Calvi teria viajado para Londres para tentar um empréstimo com o tesoureiro da Opus Dei. Se a operação fosse realizada, Calvi pagaria à máfia e salvaria o banco da investigação do Banco Central italiano. Por alguma razão – maquiavelismo da Opus Dei ou beijo mafioso – o empréstimo não se realizou e Calvi enforcou-se ou foi forçado a isso. Após a morte de Calvi, o Vaticano nomeou uma comissão de “Quatro Notáveis” sendo um deles, Herman Abs, ex-presidente do Deutsche Bank.
Com a fuga de Gelli para o seu exílio na Suíça e a morte de Calvi, assistiu-se à derrocada formal da P2. Apesar da dissolução da P2 em 1981 e da expulsão de Gelli pelo Grande Oriente da Itália, o espírito da P2 não feneceu. A prisão, no aeroporto de Fiumicino da Signora Maria Gelli, sua filha, com uma mala cheia de documentos, bem diferentes dos de Villa Wanda, de pessoas envolvidas em espionagem fosse na KGB, fosse no MI6 e outros quejandos podia ter sido uma mensagem de Gelli para um bom entendedor. O saldo entre os principais atores e algumas instituições apresenta-se o seguinte: o octagenário Gelli, depois de fugas rocambolescas, pois esteve no Uruguai, Sérvia, Belgrado, Suíça, Marselha, Aix-en-Provence, acabou, finalmente, preso e extraditado em Cannes em 1998, em uma de suas mansões de alto luxo na Costa Azul da Riviera francesa, é condenado a doze anos de prisão por estar envolvido na bancarrota do Ambrosiano; Calvi e Sindona, mortos; Paul Marcinkus é exilado para uma paróquia perdida nos confins dos Estados Unidos; o GOI não quer mais falar nesse assunto tabu; a maçonaria anglo-saxônica desconhece solenemente a questão (não existe um único artigo sobre o assunto no Ars Quatuor Coronatorum, somente referências esparsas); o Vaticano, por ser um Estado soberano não permite nenhuma investigação dos procuradores italianos sobre o assunto.
Os recursos humanos estratégicos da P2, contudo, ainda atuam na política italiana, pois em junho de 1994, o abastado homem de negócios do norte da Itália – Silvio Berlusconi foi nomeado primeiro-ministro. O piduisti (pedoisista) Berlusconi tentou passar um decreto-lei cujo texto rezava que os delitos de corrupção e de concussão são considerados ‘menos graves’ e, em conseqüência, a detenção preventiva é suprimida. Será que a lição da P2 foi aprendida?
Em nome de Deus
O jornalista britânico David Yallop publicou em 1984, após longa pesquisa, a obra Em nome de Deus (In God's Name), na qual oferece pistas sobre uma possível conspiração para matar João Paulo I. A dar-se crédito às fontes de Yallop (que incluem inúmeros clérigos e habitantes da cidade do Vaticano), João Paulo I esboçara, no início de seu breve pontificado, uma investigação sobre supostos esquemas de corrupção no IOR (Istituto di Opere Religiose, vulgo Banco do Vaticano). Logo após eleger-se papa, ele ficara a par de inúmeras irregularidades no Banco Ambrosiano, então comandado por Roberto Calvi, conhecido pela alcunha de "Banqueiro de Deus" por suas íntimas relações com o IOR (o corpo de Calvi apareceu enforcado numa ponte em Londres, quatro anos depois, por envolvimento com a Máfia).
Entre os envolvidos no esquema, estaria o então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, cardeal Jean Villot, o mafioso siciliano Michele Sindona, o cardeal norte-americano John Cody, na época chefe da arquidiocese de Chicago e o bispo Paul Marcinkus, então presidente do Banco do Vaticano. As nebulosas movimentações financeiras destes não passaram despercebidas pelo Papa Sorriso. Sem falar em supostos membros da loja maçônica P2, como Licio Gelli (vale lembrar que pertencer a essa comunidade secreta sempre foi e ainda é considerado motivo de excomunhão pela Igreja Católica).
A Cúria Romana como um todo rechaçou o perfil humilde e reformista de João Paulo I. Diversos episódios no livro corroborariam essa tendência: o Papa Sorriso sempre repudiou dogmas, ostentação, luxo e formalidades; para ficar num exemplo, ele detestava a sedia gestatoria, a liteira papal (argumentando que, por mais que fosse o chefe espiritual de quase mil milhões de católicos, não se sentia importante a ponto de ser carregado nos ombros de pessoas). Após muita insistência curial, ele passou a usá-la.
Seria no entanto importante referir que, quando o Cardeal Luciani ascendeu a Papa, o seu estado de saúde encontrava-se já bastante deteriorado.
Segundo Yallop, em 29 de setembro de 1978, João Paulo I anunciaria a remoção de Marcinkus, Cody, Villot e alguns de seus asseclas – o que poderia deixá-los à mercê de processos criminais. Mas Sua Santidade não acordou para levar a cabo as excomunhões: diz-se que teria sido encontrado pela freira Vincenza, que o servia havia 18 anos e que sempre lhe deixava o café todas as manhãs. Naquele fatídico dia, no entanto, ela ficara espantada com o fato de o Papa não ter respondido ao seu Buongiorno, Santo Padre (Bom-dia, Santo Pai); desde os tempos de padre em Veneza, ele nunca dormira além do horário. Notando uma luz acesa por trás da porta, ela entrou nos aposentos do Papa e encontrou-o de pijama, morto, com expressão agonizante, na cama. Seus pertences pessoais foram de imediato removidos por Villot. Entre eles, as sandálias do papa; no livro, é defendida a hipótese de que estariam manchadas com vômito – um suposto sintoma de envenenamento.
Yallop cita a digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito; Yallop defende que uma dose mínima de digitalina, acrescentada à comida ou à bebida do papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E para o autor de Em nome de Deus, teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza.
Sem se deter na morte de João Paulo I, Yallop ainda insinuou que João Paulo II seria conivente com todas as irregularidades detectadas no pontificado de seu breve antecessor. Outra acusação grave feita no livro era a de que João Paulo II autorizara o financiamento secreto das atividades do sindicato Solidarnosc (Solidariedade) em sua terra natal.
O Filme de 1990,O poderoso chefão parte 3,retrata com algumas adaptações essa teoria defendida por Yallop.
As teorias defendidas por Yallop foram refutadas pelo escritor John Cornwell, também britânico, em seu livro A Thief in the Night (Um Ladrão na Noite). Em diversos tópicos, como o horário e a causa da morte do Papa, Cornwell contesta as afirmações e provas de Yallop e oferece sua versão, mantendo o debate aberto. Os que defendem as teses expostas em Em Nome de Deus afirmam que Cornwell seria ligado a personalidades influentes da Cúria Romana.
Existem também algumas teses que defendem que os negócios pouco claros entre o Banco Ambrosiano e o Banco Vaticano foram o motivo do seu assasinato sendo objectivo deste Papa a denúncia de crimes económicos e tencionando começar esse desafio pessoal dentro da igreja.
[editar] A previsão de Nostradamus
Em sua obra Centúrias, o profeta francês do século XVI Nostradamus teria previsto a morte de um papa em circunstâncias muito semelhantes às de João Paulo I (profecia relatada na Centúria 10, Quadrante 12), embora não estejam específicas outras circunstâncias, como nome e época:
O papa eleito será traído por seus eleitores,
Esta pessoa prudente será reduzida ao silêncio.
Eles o matarão porque ele era muito bondoso,
Atacados pelo medo, eles conduzirão sua morte à noite.
Uma interpretação simplista da profecia seria a de que "atacados pelo medo" seriam aqueles cujas irregularidades o Papa Sorriso estaria investigando, entre eles o Bispo Paul Marcinkus, presidente do Banco do Vaticano, John Cody, cardeal-arcebispo de Chicago e Licio Gelli, suposto maçom.
BIBLIOGRAFIA
BENIMELI, José A. Ferrer e MOLA, Aldo A. (eds), La Massoneria Oggi, Editrice Italiana, Foggia, Itália, 1992. [Tem um artigo de Licio Gelli intitulado Maçonaria e Poder. Neste artigo Gelli se defende e se apresenta como uma vítima de uma perseguição geral da maçonaria).
CONTE, Charles e RAGACHE, Jean-Robert, Comment peut-on être Franc-maçon?, Revue Panoramiques, Éditions Corlet-Arlés, Paris, 1995.
DAVID A. Yallop, In God's Name: An Investigation Into the Murder of Pope John Paul I, Ed. Bantam, New York, 1984.
GREELEY, Andrew M., Como se faz um Papa, ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1980.
HENDERSON, Kent, Italian Freemasonry and the P2 Incident, The Transactions of the Lodge of Research Nº 218, Victoria, Australia, 1987, pp. 25-33.
INTERNET (diversos), inclusive com uma página que mostra a veia poética de Licio Gelli KNIGHT, Stephen, The Brotherhood: The Secret World of the Freemasons, Stein and Day, New York, 1984 MARTIN, Malachi, Os Jesuítas – A Companhia de Jesus e a Traição à Igreja Católica, Ed. Record, Rio de Janeiro, 1989.
FONTE:Colaboração do Ir.’. Edson Fernando S. Sobrinho M.’.I.’.
Membro da Loja Maçônica Acácia Sertaneja Nº 2690 GOB