A MALDIÇÃO DOS FARAÓS: CIÊNCIA OCULTA E O MISTÉRIO DE TUTANCÂMON
Foi exatamente com o pleno domínio das técnicas referentes à mumificação dos corpos que os sacerdotes e magos do Antigo Egito demonstraram espantosos conhecimentos de uma ciência que, comprovadamente, sabia muito mais a respeito da vida e da própria morte do que ousamos imaginar. Conhecimentos que, diga-se de passagem, ainda estão muito à frente das nossas superadas concepções do Terceiro Milênio.
Para que possamos apropriadamente começar a entender que tipos de elevados conhecimentos estavam por trás de tudo isso, vejamos como os egípcios manifestavam as suas crenças religiosas e espirituais:
A Constituição Espiritual do Ser
Em primeiro lugar — acertadamente, aliás — a reencarnação era completamente aceita como um fato normal no caminhar evolutivo de todas as coisas. Assim sendo, os antigos mestres descobriram (ou foram informados) que o corpo humano não é somente físico e material, estando associado a muitas outras composições de caráter mais elevado e sutil.
* O BA (A Alma): Chamavam de BA a centelha divina que habita dentro de nós. Dotada de uma frequência vibratória elevadíssima, escapa para regiões superiores quando sobrevém a chamada morte. Leva consigo as memórias da última encarnação e as peculiaridades do carma. Era representada pelo simbolismo de um pássaro com cabeça humana.
* O KA (O Duplo): Representado pelo hieróglifo dos braços levantados, era uma contraparte dinâmica da personalidade, operando em nível ultradimensional com ligações ao subconsciente. Hoje, erroneamente, o chamaríamos de "anjo da guarda".
* O SHUT (A Sombra): Reflexo obscuro do KA e o lado negativo da personalidade. Ligado ao elemento "terra" e às correntes telúricas do subsolo, era representado por uma figura humana negra. O SHUT representa o lado materialista que se apega à matéria.
* O KHAIBIT: Detém as chaves da hereditariedade (simbolizado pelas três abelhas). É a energia inteligente que comanda a organização celular, mesmo após a morte.
O Processo de Mumificação e a "Prisão" da Sombra
Os egípcios acreditavam que, na morte, o BA partia, enquanto o KHAIBIT e o SHUT se dissolviam no solo. Contudo, a absorção da Sombra era demorada, acompanhando a decomposição do corpo. Em pessoas muito materialistas, essa sombra tendia a recusar a extinção, alimentando-se da força vital dos vivos como uma "larva psíquica".
A mumificação ocorria nas "Casas da Morte", sob a égide de Anúbis. O ritual de 70 dias e a amarração com linho puro (tecido por sacerdotisas virgens) visavam prender a sombra ao corpo, impedindo a decomposição natural. Nas tumbas subterrâneas, a Sombra era mantida artificialmente "viva" pelo telurismo das rochas, funcionando como um condensador de energia. Quando a tumba era violada, essa estrutura se desfazia e a sombra "vampirizava" os profanadores para tentar sobreviver.
O Caso Tutancâmon e a Tragédia de Carnarvon
O caso mais notório envolve a tumba de Tutancâmon, descoberta por Howard Carter e financiada por Lord Carnarvon. A profanação resultou em uma série de desgraças que levou à morte de cerca de 40 pessoas.
Lord Carnarvon morreu de uma infecção após uma picada de mosquito no rosto — exatamente no mesmo local onde a múmia do faraó apresentava uma cicatriz. No momento de sua morte, as luzes do Cairo se apagaram misteriosamente e, na Inglaterra, sua cadela morreu uivando. Outros envolvidos, como Douglas Derry e o Professor Gould, morreram vítimas de febres e "calafrios" mencionados em textos de maldições.
Hipóteses Científicas: Radioatividade e Fungos
Uma hipótese viável é o uso de energia nuclear. O cientista Luis Bulgarini declarou em 1949 que os egípcios poderiam conhecer a desintegração do átomo e usado urânio (abundante na região) para proteger os santuários. Outra explicação reside em fungos e bactérias latentes (Aspergillus flavus) que, ao serem inalados após milênios, causariam infecções fatais.
O Mistério da Múmia do Titanic
Relatos afirmam que o Titanic carregava o sarcófago de uma sacerdotisa de Amon-Rá. A peça, vendida por Wallis Budge devido a fenômenos poltergeist no Museu Britânico, estaria ligada ao comportamento errático do Capitão Smith e ao trágico destino do navio. Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia, teria alertado sobre a carga maligna e vingativa contida naquele artefato.
RELATÓRIO TÉCNICO E BIBLIOGRÁFICO: O ANTIGO EGITO ENTRE O MITO E A CIÊNCIA
Para os leitores que desejam se aprofundar na intersecção entre a arqueologia tradicional, a parapsicologia e as teorias de "antigos astronautas" ou ciências perdidas, compilamos os seguintes dados:
1. Contexto Acadêmico: A Arqueologia do Medo
A "Maldição" é frequentemente analisada pela psicologia social como uma construção midiática do século XX, alimentada pelo jornalismo sensacionalista da época (especialmente o jornal The Times). Entretanto, a biologia moderna estuda o "Mal de Tutancâmon" sob a ótica da Bioarqueologia.
* Estudo Sugerido: The Curse of the Pharaohs: An Epidemiological Investigation, publicado na revista The Lancet. O estudo analisa as mortes dos membros da expedição de Carter e conclui que não houve uma taxa de mortalidade estatisticamente superior à média da época, exceto em casos de exposição a fungos patogênicos presentes em ambientes herméticos.
2. Documentários Recomendados
* "O Rei Tut: O Tesouro e a Maldição" (National Geographic): Uma análise técnica sobre a abertura da tumba e os protocolos de segurança modernos.
* "Mistérios do Egito" (IMAX/Discovery): Foca na cosmologia egípcia e na relação entre a arquitetura das pirâmides e as estrelas.
3. Bibliografia Fundamental (Acadêmica e Esotérica)
Acadêmica (Arqueologia e História):
* CARTER, Howard. The Tomb of Tutankhamen. (Relato direto do descobridor).
* REEVES, Nicholas. The Complete Tutankhamun: The King, the Tomb, the Royal Treasure. London: Thames & Hudson, 1990. (A bíblia acadêmica sobre o tema).
* HAWASS, Zahi. The Golden Age of Tutankhamun. Cairo: American University in Cairo Press, 2004.
Não Acadêmica (Esoterismo e Parapsicologia):
* BLAVATSKY, Helena P. A Doutrina Secreta. (Para entender os conceitos de BA, KA e a constituição setenária do homem).
* LEADBEATER, C.W. A Vida Interna. (Explica a natureza do "duplo etérico" e larvas psíquicas).
* VON DÄNIKEN, Erich. Eram os Deuses Astronautas?. (Capítulo sobre os conhecimentos tecnológicos avançados do Egito).
* VANDENBERG, Philipp. A Maldição dos Faraós. (Obra clássica que compila todas as mortes misteriosas e teorias sobre a radioatividade nas tumbas).
4. Conclusão do Relatório
A análise dos textos das pirâmides e dos sarcófagos revela que o Egito não era uma civilização obcecada pela morte, mas sim pela preservação da continuidade da consciência. Se a "maldição" é um subproduto de fungos milenares, radiação de minérios de urânio ou uma forma de energia psíquica (psicotrônica) deixada pelos sacerdotes, permanece como um dos maiores mistérios da humanidade.




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