Pular para o conteúdo principal

SIRIUS O MISTÉRIO








Comparada com outras estrelas como Rigel ou Beltegeuse, (da constelação de Orion) Sirius, no entanto, é relativamente pequena.

Porém a história desta luminosa estrela é bastante singular. No antigo Egito, a estrela Sirius era alvo de uma particular veneração e era representada pela Deusa Sothis, ou Isis Sotis, e pelo Deus Hermes Thot. Seu aparecimento no céu coincidia com o momento da cheia do rio Nilo ( aproximadamente 3.000 anos A.C.), no auge do verão, cheia que vinha trazer prosperidade e fertilidade às terras inundadas. Na realidade esta cheia coincide com o auge do verão no hemisfério norte e até hoje, quando um dia está demasiadamente quente, é usada a expressão "Está um calor de cão". Na antiga Roma, cachorros eram sacrificados em nome dela. O nome "canicula" para indicar um período de grande calor também tem esta derivação.

Sirius faz parte da Constelação de Canis Major (O Grande Cão) e faz par com a Constelação de Canis Minor (O Pequeno Cão). Os dois cães pertencem e servem o caçador celeste Orion.

Os astrônomos nos tempo antigos (1.500 A.C.) descreviam Sirius como sendo de luz avermelhada, uma luz mais vermelha do que aquela do planeta Marte. Atualmente a sua luz é absolutamente branca, como pode ser observado a olho nu no hemisfério Norte ao se olhar o céu num determinado período do ano.

Como pode uma estrela mudar a sua cor num período de somente 1,500 anos? Esta questão não encontrou uma resposta convincente até agora. O estudo das estrelas fixas é ainda uma grande charada para os astrônomos. Pois, apesar das estrelas passarem indubitavelmente através de diferente estágios, as mudanças de cor claramente visíveis de vermelho para branco, segundo as teorias recentes, precisam de centenas de milhares de anos para serem efetuadas, e não somente 1 milênio e meio.

Talvez a mudança misteriosa da cor de Sirius tenha algo a ver com a estrela companheira de Sirius, já que ela é uma estrela binária. No início de 1844 o astrônomo alemão Friederich Bessel notou que Sirius não se movia no céu de uma forma reta, como as outras estrelas fixas, mas sim seguia um caminho serpenteado. Bessel concluiu que Sirius teria uma companheira invisível cujos efeitos gravitacionais provocavam este comportamento. Foi somente em 1862 que esta companheira, chamada de Sirius B, foi realmente descoberta através de um telescópio e apareceu como um pequeno ponto de luz perto da luminosa Sirius A.

Na realidade, a descoberta desta segunda estrela, chamada também de Pup Star, apresenta um quebra cabeça para os astrônomos. Com base nos movimentos destas estrelas binárias, eles calcularam que Sirius A deveria ser 2,36 vezes e Sirius B 0,98 mais pesadas do que o Sol. No entanto, como a luz de Sirius B aparecia muito mais fraca que sua irmã maior (apesar de sua superfície ser extremamente quente), ela deveria ser muito menor, isto é, ela teria somente aproximadamente 18.000 milhas (30.000 km) ou aproximadamente duas vezes o diâmetro da Terra. Esta grande quantidade de matéria concentrada num espaço tão pequeno significa que a sua densidade seria muito maior do que se pudesse imaginar. Um centímetro cúbico de matéria feita com Sirius B pesaria mais de 150 Kg! Por isto Sirius B se tornou o primeiro exemplo de um novo tipo de estrela que seria mais tarde descoberta: as estrelas anãs brancas.

As características das anãs brancas são: tamanho extremamente pequeno (a menor conhecida até agora tem somente a metade do tamanho de nossa Lua), a temperatura de superfície extremamente alta, e a incrível concentração da matéria do que são compostas.

Sirius é a primeira estrela conhecida com absoluta certeza pelos hieróglifos egípcios, (e as vezes representada por um cão), e aparece nos monumentos e templos ao longo do Rio Nilo. Entre estes existem os Templos da Deusa Hathor, ou Isis Hator, que eram erguidos com orientação para a estrela Sirius. Os Egipcios acreditavam que Sirius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo da antiguidade.

Uma antiga representação egípcia mostra a deusa Isis com a estrela Sirius, sobre sua cabeça e segurando o cetro wadj e o ank (da dilatação e da espiritualidade da vida), precedida por Orion, que segura o cetro uas (do fluxo da seiva) , enquanto olha para trás, para Isis, e apresenta a vida com a sua mão esquerda. Atrás de Isis estão representados Júpiter, Saturno e Marte. Todos estão numa barca que desce o rio Nilo, na direção do Oriente para o Ocidente.

O que aparece na figura, é que Isis retira o seu poder de Sirius (que está representada ao lado de outra pequena estrela, indicando que os Egipcios sabiam que esta estrela tinha uma companheira menor!) e que ela a transmite a Orion que por sua vez o transmite aos "filhos do Sol".

Sirius era também atribuída ao Deus Thoth, ou Hermes do Egipcios ou Mercúrio dos Romanos. Mas eu acredito que Mercúrio ou Hermes, eram simplesmente a ‘oitava inferior" do Deus Thoth, o Três Vezes Grande Hermes Trismegisto dos Egipcios, que sim seria representado pelo planeta Urano, que rege, entre outras coisas, a Astrologia.

Segundo os teólogos de Hermopolis, Thoth, ou Tehuti como o chamavam os antigos Egipcios, era o verdadeiro Demiurgo universal, o Ibis divino que chocou o ovo da humanidade na Hermopolis Magna. Este trabalho de criação foi fruto somente do "som de sua voz" (lembra o versículo da Biblia: Em princípio era o verbo...’). Os livros das piramides referem-se a ele como o filho mais velho de Rá, filho de Geb e Nut, ou irmão de Isis, apesar de que outros textos o descrevem como vizir de Osiris e de sua familha, e escriba do Faraó. Tehuti, ou Hermes, curou o filho de Osiris, Horus, somente com o seu sagrado alento, e era detentor de um conhecimento universal. Ele ensinava as ciências, a aritmética, a geometria, a música, a astronomia, as artes mágicas, a medicina, a cirurgia, etc., e nós encontramos tudo isto descrito e documentado nos monumentos e textos que chegaram até nós. Ele era venerado pelos Egípcios como um Deus auto-gerado e auto-produzido, isto é: ele era UM.

Ele efetuou os cálculos concernentes o estabelecimento do céu, das estrelas e da terra e ele era o coração de Rá (o Sol no Zenit) e seu mestre, seja no conceito físico que moral. Ele tinha o dom da "divina palavra".

Os escritores clássicos se referem a Thoth como sendo um estrangeiro que chegou ao Egito durante a Era Zodiacal de Câncer. Isto sugere que ele tenha sido um antepassado da família de Osíris e pode ter sido o primeiro habitante de Atlântida a trazer seu conhecimento ao Egito.

Hermes, o Três Vezes Grande, é considerado o patrono da Astrologia e os seus Princípios Herméticos, contidos nas Tábuas de Esmeraldas, e descritos no livro "O Caibalion" são a base de toda a interpretação astrológica séria.

Graziella Marraccini

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pirâmides na Amazônia e a Tecnologia LiDAR: Uma Análise Analítica sobre o Acobertamento e a Arqueologia Proibida

Introdução: O Despertar de um Gigante Adormecido ​Por décadas, o debate sobre civilizações perdidas na Floresta Amazônica foi relegado ao campo do folclore e da pseudociência. No entanto, o avanço tecnológico no século XXI está forçando uma reescrita completa dos livros de história. O que antes eram apenas relatos de exploradores e lendas indígenas sobre "Cidades de Ouro", hoje ganha contornos de realidade através da ciência. Esta postagem analisa o complexo cenário que envolve o mistério das Pirâmides da Amazônia: desde os relatos históricos de Akakor e a polêmica figura de Tatunca Nara, até os fenômenos ufológicos da Operação Prato, culminando nas novas fronteiras da arqueologia tecnológica. ​Análise Ampla e Aprofundada: Do Acobertamento à Tecnologia LiDAR ​Historicamente, a Amazônia foi tratada como um "vazio cartográfico". Essa falta de dados permitiu que tanto segredos militares quanto descobertas arqueológicas monumentais permanecessem fora do alcance do...

Inteligências Alienígenas no Egito: As Provas do Complexo Subterrâneo

  (ULTRA SECRETO)  CIENTISTAS TRABALHAM EM ESCAVAÇÕES ONDE ESTRUTURAS SEMELHANTES A ZIGURATS ENCONTRADAS NO DESERTO DO EGITO PRÓXIMO AO MONTE SINAI   Adicionar legenda O egiptólogo francês descobriu, em 1988, um quarto secreto na grande pirâmide Queóps, o qual continha uma estranha múmia com características alienígenas. O possível ET encontrava-se em uma caixa transparente de cristal. A informação foi veiculada pela revista egípcia Rose El-Yussuf, em sua edição de março de 2001, que publicou a foto da múmia. Ao lado do sepulcro havia um papiro com escritas egípcias e dizia que “algum dia sua espécie chegaria das estrelas”. Caparat contratou o biólogo espanhol Francisco de Braga e propôs que viesse ao Egito para colher amostra de sangue e células do tecido da múmia. Mas quando Braga desembarcou no Cai...

Astecas, Incas e Maias: Evidências de Contato com Inteligências Extraterrestres — Entre o Submundo e Mundos Superiores

Estes crânios encontram-se expostos no Museu de Antropologia de Lima (Peru). Ainda causam controvérsia, pois não se encaixam nas técnicas das "deformações cranianas", empreendidas pelos antigos, que as usavam esses procedimentos com fins mágico-religiosos e estéticos. É possível deformar o crânio sim, mas não aumentar o volume interno. E estes comprovadamente tem volume 40 a 50% superiores ao do homem normal.Além disso, deformações nunca seriam tão siméricas, vertical, horizontal e radialmente!E nem totalmente iguais uma as outras. Ademais, deformaçao não explica nada; só constata o fato de que a nobreza ou clero estaria tentando parecer superior. Porém, com base em quê 'modelo'superior? A quem pretendiam imitar, se assemelhar,  PARA  parecerem superiores? Por fim a face, os olhos e especialmente os ossos da mandíbula não podem ser deformados. E são claramente distintos do h...

As Pirâmides Submersas do Japão (Ilha de Yonaguni)

Desde 1995, mergulhadores e cientistas japoneses estudam uma das mais importantes descobertas arqueológicas do planeta, misteriosamente ignorada pela imprensa ocidental. Localizada a alguns quilômetros da ilha de Yonaguni, estão os restos submersos de uma cidade muito antiga. Muito antiga MESMO! Os estudos geológicos calcularam a idade destes monumentos como tendo 11.000 anos de idade, o que os colocaria como uma das edificações mais antigas do planeta. Ao longo de mais de uma década de explorações, mergulhadores já haviam localizado nada menos do que oito grandes estruturas feitas pelo homem, incluindo um enorme platô com mais de 200m de comprimento, uma pirâmide no mesmo estilo das aztecas e maias (constituídas de 5 andares e alinhadas de acordo com pontos cardeais), bem como um conjunto completo de zigurates, demarcando áreas e regiões específicas no platô.Assim como são “coincidências” o fato das pirâmides do Egito estarem alinhadas com a constelação...

IMAGENS DE EXTRATERRESTRES NA PRÉ-HISTÓRIA - Pinturas rupestres - Geoglifos

  Simbologia da Criação Petróglifos - Arte rupestre  P etroglyphs são imagens incisão na rocha, geralmente por povos pré-históricos, especialmente Neolítico.   Eles foram uma importante forma de símbolos pré-escrita, utilizada na comunicação de aproximadamente 10.000 aC até os tempos modernos, dependendo da cultura e localização. A palavra vem das palavras gregas petros que significa "pedra" e glyphein significado de "esculpir" (foi cunhada originalmente em francês, pétroglyphe). "Petroglyph 'O termo não deve ser confundido com pictograma, que é uma imagem desenhada ou pintada em uma rocha, sendo que ambos contribuem para a categoria mais ampla e geral da arte rupestre.   Petroforms, ou padrões e formas feitas por muitos grandes pedras e pedregulhos em linhas sobre a terra, também são bastante diferentes. As pinturas rupestres mais antigas são datadas...