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O Povo Das Sombras, a visão de Tomas de Aquino, mitologia eslava, suméria.








Tomás de Aquino, um dos mais influentes filósofos e teólogos da Idade Média, abordou as crenças populares sobre súcubos e íncubos dentro de seu sistema de pensamento. Ele procurou integrar a fé cristã com a filosofia aristotélica, oferecendo explicações racionais para fenômenos que muitas vezes eram atribuídos ao sobrenatural.


Para Aquino, súcubos (demônios femininos que se deitariam com homens) e íncubos (demônios masculinos que se deitariam com mulheres) não eram necessariamente entidades físicas com corpos tangíveis. Em vez disso, ele os entendia principalmente como demônios que poderiam assumir formas corporais ilusórias para tentar e corromper os seres humanos, especialmente através da luxúria.


Acreditava-se que esses demônios se aproveitavam do estado de sono, quando as defesas da mente estavam mais baixas. Aquino argumentava que as poluições noturnas, por exemplo, poderiam ser induzidas pela influência desses demônios, que manipulariam os sonhos e os desejos carnais. No entanto, ele também reconhecia causas naturais para tais fenômenos.


No que diz respeito à paralisia do sono, embora Aquino não a descrevesse nos termos médicos modernos, alguns estudiosos interpretam suas discussões sobre a influência demoníaca durante o sono como uma possível tentativa de explicar experiências semelhantes. A sensação de estar preso, incapaz de se mover, e a presença de figuras aterrorizantes eram frequentemente associadas a ataques demoníacos na época.


A visão de Aquino buscava um equilíbrio entre a crença na existência de demônios e a necessidade de encontrar explicações racionais para os eventos. Ele não descartava a possibilidade de interação demoníaca, mas a colocava dentro de um quadro teológico onde Deus permitia tais provações. A paralisia do sono, assim como os encontros com súcubos e íncubos nos sonhos, poderiam ser interpretados como manifestações dessa influência maligna, explorando a vulnerabilidade do ser humano durante o sono.


É importante notar que a perspectiva de Tomás de Aquino sobre esses temas estava inserida no contexto cultural e científico de sua época. Suas ideias refletiam as crenças populares e as tentativas da teologia medieval de compreender fenômenos inexplicáveis à luz da fé e da razão disponíveis




As palavras "súcubo" e "íncubo" vêm do latim e têm as seguintes traduções literais:


 * Súcubo: Derivado de "succubus", que significa "deitar-se por baixo".


 * Íncubo: Derivado de "incubus", que significa "deitar-se sobre".


No contexto de mitologia e folclore, especialmente na Europa medieval, essas palavras se referem a demônios sexuais:


 * Súcubo: Um demônio feminino que se acredita deitar-se sobre os homens durante o sono para ter relações sexuais com eles, muitas vezes com o objetivo de drenar sua energia vital.


 * Íncubo: Um demônio masculino que se acredita deitar-se sobre as mulheres durante o sono para ter relações sexuais com elas, também com a intenção de roubar sua energia.


Portanto, em tradução e significado completo:


 * Súcubo refere-se a um demônio feminino que ataca homens dormindo para ter relações sexuais e sugar sua energia. A tradução literal do latim remete à posição de "estar por baixo".


 * Íncubo refere-se a um demônio masculino que ataca mulheres dormindo para ter relações sexuais e sugar sua energia. A tradução literal do latim remete à posição de "estar por cima".


É importante notar que essas são criaturas do folclore e da mitologia, e não são reconhecidas como entidades reais pela ciência ou pelas principais religiões (embora possam existir interpretações dentro de algumas crenças.






Resumo sobre Folclore e Mitologia:


Smora (Polônia): No folclore polonês, a zmora (plural: zmory) é uma criatura noturna, um espírito ou semi-demônio associado a pesadelos e paralisia do sono. Acredita-se que sejam almas errantes de pessoas que morreram em sofrimento, sem sacramentos, ou até mesmo pessoas vivas em sono profundo ou coma, cujo espírito deixa o corpo para atormentar outros. As zmory sufocam suas vítimas enquanto dormem, drenando sua força vital ou, em raros casos, sugando seu sangue. São frequentemente descritas como entidades escuras, às vezes com características animalescas ou de pessoas falecidas, capazes de entrar em quartos por frestas ou buracos de fechadura. Para se proteger, acreditava-se em rituais como capturá-las em garrafas e queimá-las.


Kikimora (Eslavo): Na mitologia eslava, a Kikimora é um espírito doméstico feminino que pode ser tanto benéfico quanto malévolo, dependendo do comportamento dos moradores da casa. Geralmente associada a lares desordenados, preguiça ou falta de disciplina, a Kikimora pode causar pesadelos, paralisia do sono, azedar alimentos e outros problemas domésticos. Algumas lendas a descrevem como uma velha feia ou uma jovem bela, às vezes com características de animais domésticos. Acredita-se que ela entre nas casas através do buraco da fechadura. Em algumas tradições, se a casa é bem cuidada, ela pode ajudar nas tarefas domésticas e proteger os animais.


Espírito Alu (Mitologia Suméria): Na mitologia suméria e acadiana, o Alu é um espírito vingativo da classe Utukku que escapou do submundo, Kur. É descrito como um demônio sem boca, lábios ou orelhas, que vaga à noite para aterrorizar as pessoas enquanto dormem. Acredita-se que o Alu possa causar inconsciência ou coma, sendo comparado a criaturas como a mara (similar à zmora) e o incubo em relação à paralisia do sono. É frequentemente associado a outros demônios malévolos como o Gallu e o Lilu.


Submundo Kur (Mitologia Suméria): Na mitologia suméria, Kur era o submundo, uma caverna escura e sombria localizada nas profundezas da terra. Acreditava-se que era o destino de todas as almas após a morte, onde levavam uma existência sombria, consumindo apenas pó seco (embora oferendas de líquidos pudessem ser feitas pelos familiares). Ao contrário de outras mitologias, não havia julgamento moral no Kur, e a qualidade da existência do falecido dependia das suas condições de sepultamento. Era governado pela deusa Ereshkigal e seu consorte (inicialmente Gugalana, depois Nergal). O Kur era também considerado o lar de diversos demônios





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