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OS BEBÊS JÁ NASCEM CONDICIONADOS?


O fenômeno hippy é a forma romântica de contestação que adquire caráter violento com os estudantes. A nossa civilização é judaico-cristã, e nos somos terrivelmente condicionados, marcados, estigmatizados e traumatizados por ela desde a nossa mais maleável adolescência.
A criança é um marotinho egoísta que pouco se preocupa com o que o rodeia e aplica quase a totalidade do seu interesse sobre a sua pequena pessoa.
- Mamãe, como vim ao mundo? – pergunta ele um dia.-
- Meu querido, foi a cegonha que te trouxe!
Ou, como uma variante, o menino Jesus ou o aparecimento dentro de uma couve!
E, pronto, aí esta a criança abocanhada pelo universo de mentiras que a sua mãe será a primeira pessoa a tecer a sua volta.
- E o céu ... quem fez o céu, mamãe?
- Foi Deus, querido!
- E a erva... quem a faz crescer? –
- E também Deus!
Mas, um dia, a criança apercebe-se de que para fazer nascer o trigo é preciso botar adubos na terra, cava-la, semear, ceifar... E acaba por ver que é o próprio pai quem se encarrega do trabalho.

Ou ele reage, nunca reagirá, e será sempre insensível a toda na verdade e a toda veleidade de independência, ou então germinará uma ponta de contestação que mais tarde acabará por invadi-lo completamente.

Antes que ele saiba ler, antes que possa reagir, os pais e os mestres religiosos ou políticos trabalham a máquina de pensar da criança segundo normas bem calculadas desde há milênios.
No princípio, Deus criou o Céu a Terra.
E eis a criança, emparedada numa teia de mentiras de que jamais poderá livrar-se.

O FENÔMENO HIPPY
Este fenômeno é o sinal clínico, patológico, do fim de um sistema de civilização. Atinge naturalmente as nações mais ricas e cujo standing é o mais elevado.
Os E.U.A, desagregam-se. A  Inglaterra nunca mais poderá levantar-se. A Holanda afunda-se.
Sinais prenunciadores de um grande cataclismo.
O movimento hippy nasceu em S. Francisco, em 1965.
Descalços como os feiticeiros, ou calçados como nas casas especiais, vestidos de estranha maneira, as raparigas e os rapazes desse estranho movimento, oriundos da burguesia, recusam-se a obedecer aos pais.
 Lesados já nos seus cromossomas, são contra a guerra, o racismo, a injustiça e manifestam os seus sentimentos coroando-se de flores, simulando amá-las.
Opõem-se á filosofia hindu de não violência (que não conhecem) e a moral cristã que soçobrou. São pela liberdade do amor, e desprezam (em principio) o dinheiro.
Drogam-se parta fugir á realidade: LSD, marijuana, kiff, haxixe, e revoltam-se contra o estado fascista da sociedade.
Querem tudo, mas nada oferecem, não trabalham e aspiram bem-estar dos outros.
A sua histeria, a sua sede de milagres, têm um sentido extremamente profundo, mesmo que eles nada mais façam senão aflorar-lhe a razões: querem um Deus que se preocupe com eles!
Em Paris, interrogamos um hippy particularmente lúcido e agressivo que se dizia professor de filosofia dos seus camaradas.
- Inculco-lhes o amor do ódio – disse-nos... Ódio contra o burguês, o rico, o sacerdote.
São todos da mesma raça.
Digam mal da religião a um operário; ele aprovará ou encolherá os ombros. Mas digam o mesmo a um burguês este protestará.
Não é o amor ou a moral que sustentam a religião, mas o dinheiro dos burgueses, exaltando a velhacaria e o egoísmo.
Até as missões são subvencionadas pelo dinheiro proveniente da escravização dos brancos(operários) e por vezes com fundos secretos dos governos.
Porquê, Para servirem de pedestal a um sistema que dura há mais de dois mil anos.
                                      FONTE: Titulo original: LE LIVRE MYSTEIREUX INCONNU, Robert Lafount, 1969
  LIVRARIA BERTRAND, S.A.R.L.- Lisboa  

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