O Segredo do Caribe: O que as Forças Militares Escondem em Vieques? As Bases Subterrâneas Extraterrestres e a misteriosa ilha de Vieques em Porto Rico
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O Segredo do Caribe: O que as Forças Militares Escondem em Vieques?
Dizer que o Caribe é um lugar paradisíaco é um clichê irrefutável, mas existe uma pequena ilha em Porto Rico onde a beleza das águas cristalinas divide espaço com segredos de estado, bombardeios nucleares e uma atividade ufológica sem precedentes. Seja bem-vindo a **Vieques**, também conhecida como *Isla Nena*, um território de apenas 33 quilômetros de comprimento que, por mais de seis décadas, foi transformado em um laboratório de testes de guerra e, possivelmente, em um ponto de convergência entre a humanidade e inteligências de outros mundos.
Abaixo, apresentamos uma reportagem investigativa detalhada que mergulha na complexa e tensa atmosfera de Vieques. A matéria revela como o rigoroso controle militar imposto pela Marinha dos Estados Unidos caminha lado a lado com fenômenos impossíveis de ignorar: naves discoides sugando colunas de água do mar em absoluto silêncio, esferas luminosas cruzando os céus em formação e avistamentos constantes de criaturas humanoides de agilidade impressionante nas lagoas locais.
Enquanto a ciência oficial se cala e as autoridades impõem restrições de acesso sob a justificativa de contaminação química, os relatos dos moradores locais e de acadêmicos corajosos desenham um cenário perturbador: **seria a ocupação militar em Vieques uma estratégia para encobrir e estudar uma base alienígena ativa?**
Fique com a reportagem completa e descubra as respostas que cruzam a fronteira da geopolítica e da ufologia.
## 📚 Para ir mais fundo: Literatura Essencial sobre Vieques
Se os mistérios da ilha despertaram sua curiosidade, estas obras combinam o contexto histórico da ocupação militar, as denúncias ambientais e a casuística ufológica da região:
### 1. *Vieques: Shooting Range of the Third Kind* (Vieques: Campo de Tiro de Terceiro Grau)
* **Autor:** Jorge Martín (mencionado indiretamente na matéria)
* **O que você vai encontrar:** Esta é a obra definitiva sobre a ufologia na ilha. O livro compila dezenas de depoimentos de pescadores, moradores e até militares que testemunharam o siphoning (sugamento) de água por UFOs, além de analisar a forte correlação entre o estabelecimento das bases navais e o aumento dos avistamentos de criaturas na Lagoa Kiani.
### 2. *Vieques, Belicismo y Ecocidio*
* **Autor:** Arturo Torrecilla
* **O que você vai encontrar:** Um olhar profundo e acadêmico sobre os impactos ecológicos e sociais provocados pelas forças navais norte-americanas. O livro detalha como a ilha se tornou o único lugar povoado do mundo usado para testes com munição ativa e os alarmantes índices de saúde da população devido ao uso de urânio empobrecido.
### 3. *Military Power and Popular Protest: The U.S. Navy in Vieques, Puerto Rico*
* **Autora:** Katherine T. McCaffrey
* **O que você vai encontrar:** Focado na resistência humana, este livro narra as décadas de protestos e desobediência civil (como os mencionados pelo professor Gazir Sued na matéria) que uniram pescadores, intelectuais e cidadãos comuns para expulsar a Marinha de suas terras sagradas e arqueológicas.
Revista & Escolas de Mistérios
## As bases subterrâneas extraterrestres e a misteriosa ilha de Vieques em Porto Rico
**Postado por:** Rodrigo Veronezi Garcia
**Data:** 02 de julho de 2010
### Porto Rico: uma intensa casuística sob rigoroso controle militar
O pequeno país caribenho, controlado pelos EUA, é palco de ocorrências frequentes. Os fenômenos no local são surpreendentes e parecem indicar contatos com seres alienígenas.
Logo após a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha em 1898, na qual a segunda foi derrotada, o arquipélago de Porto Rico — a menor ilha das Antilhas Maiores — foi invadido e ocupado por forças militares norte-americanas. Cobiçadas pelas potências colonialistas do século XIX por sua posição estratégica no Caribe, as ilhas eram um valioso espólio de guerra para a Marinha dos EUA. Isso impediu a realização do plebiscito em prol da emancipação do país, solicitado pelos próprios porto-riquenhos.
Com a não realização da votação, os Estados Unidos declararam sua soberania sobre Porto Rico e as ilhas menores que fazem parte de seu território — entre elas Vieques, Culebra, Mona, Monito e Desecheo —, graças ao chamado Tratado de Paris, no qual a Espanha cedia seu domínio sobre a região. Em 17 de março de 1941, por meio do Ato Público 13, os EUA desembolsaram 36 milhões de dólares para a construção de uma base naval na ilha de Vieques, também chamada de *Isla Nena*.
Como se não bastasse o interesse militar na ilha, os inúmeros e estranhíssimos incidentes relacionados à presença de UFOs e seres alienígenas na área também despertaram a atenção norte-americana. Foi essa presença incomum que motivou a investigação que resultou no livro *Vieques: Shooting Range of The Third Kind* (Vieques: Campo de Tiro de Terceiro Grau).
Mais de cinco meses depois, em 25 de agosto de 1941, por meio de um novo ato público (247), as forças navais dos Estados Unidos foram autorizadas a iniciar o processo de desapropriação de dois terços da área de Vieques. Contudo, o processo de aquisição das terras só começou de fato em 1942. Em troca de suas propriedades, alguns habitantes da pequena ilha receberam apenas 27 dólares e foram cruelmente realocados em locais próximos às suas antigas posses, onde até mesmo bebês nasceram ao relento.
Cinco anos depois, em agosto de 1947, o Ministério do Interior e a Marinha dos Estados Unidos decidiram transformar toda a ilha de Vieques em base naval. Para tanto, organizaram a transferência dos moradores para a ilha de Santa Cruz, nas Ilhas Virgens. Em 1963, as autoridades militares dos EUA propuseram — na verdade, tentaram impor novamente — o “Plano Drácula”, que tinha por objetivo, além da recolocação de todos os habitantes na ilha principal de Porto Rico ou em Santa Cruz, a remoção de todos os túmulos e cadáveres do cemitério de Vieques.
Esse segundo intento da Marinha não vingou graças à ação do governador Luis Muñoz Marín, que alertou a instituição sobre os sérios tumultos sociais e políticos que uma atuação desse tipo poderia desencadear no país, tendo em vista a religiosidade dos porto-riquenhos. Com isso, a Marinha desistiu do plano original. Mesmo assim, Vieques ainda é considerada uma região estratégica. Extremidades opostas da ilha — dois terços de seu território — são ocupadas pela Marinha dos Estados Unidos, que realiza no local exercícios militares e praticamente obriga a população a se aglomerar no centro. Os moradores estão permanentemente à mercê de bombas erráticas, sobretudo nas zonas militares da ilha. Um desses locais, chamado *Bulls-Eye Target Two* (Olho de Touro Alvo Dois), serve de campo de teste para bombas nucleares.
### Testes bélicos
O Campo de Armas da Frota Atlântica é composto pela Base Naval de Roosevelt Roads, por Vieques e, até 1980, por sua ilha vizinha, Culebra, um dos locais utilizados pela Marinha dos Estados Unidos e frotas navais de seus aliados para testes em terra, bem como experimentações de novos armamentos. Importantes equipamentos navais já foram testados na área, como os mísseis ar-terra Walleye, Bulldog e Bullup.
De acordo com os moradores, os testes com bombas são mais intensos nos meses de primavera, com uma média de 140 exercícios e a participação de 24 navios. Os horários e a duração das operações são frequentemente alterados, não sendo possível, portanto, estabelecer uma regularidade da atividade militar na ilha. Além do risco que a população corre com os constantes exercícios, há a denúncia de que a Marinha estaria utilizando munição de urânio em seus testes navais. A acusação tem sério respaldo nos índices alarmantes de câncer encontrados entre a população de Vieques, os mais altos registrados em Porto Rico.
Mesmo assim, é a única zona habitada no mundo onde as forças militares usam munição ativa para exercícios de bombardeios e testes de novas armas. Essa prática, comum há mais de 60 anos, aliada à presença militar no local, provocou a deterioração do meio ambiente, da cultura e até mesmo dos valores espirituais de toda a comunidade. Isso sem contar as mortes acidentais em exercícios de guerra e as punições descabidas. Um exemplo disso é a condenação do pescador Carlos Zenón e de seu filho, Yabureibo, a seis meses de prisão por simplesmente terem entrado no campo de tiro — ato que costuma ser punido apenas com advertência ou multa de 25 dólares.
### Ocorrências ufológicas no mar
Apesar do mistério em torno da ilha e das atividades militares, as ocorrências ufológicas são constantemente registradas, principalmente por moradores de Vieques. O pescador Corcino, por exemplo, avistou, juntamente com Carlos Zenón e outros amigos, uma luz grande e brilhante que se dirigia para o mar. Segundo ele, imaginaram inicialmente que se tratava de um barco encalhado, mas, ao se aproximarem, puderam notar um imenso objeto redondo com luzes amarelas, verdes e vermelhas intermitentes em suas bordas. Na sua parte inferior, no centro, havia uma grande luz esverdeada movendo-se em direção ao mar.
De acordo com Corcino, o objeto estava a cerca de três metros acima da água. “O que mais nos impressionou foi como um objeto enorme daqueles ficava suspenso e imóvel no céu. Ele estava sugando água do mar”, relatou. Segundo o pescador, era possível observar a água subindo e entrando por baixo do objeto, onde estava a luz esverdeada. “Era uma grande coluna de água, sem peixes ou qualquer outra coisa nela”. Corcino lembra ainda que tudo aconteceu no mais absoluto silêncio. “Chegamos mais perto do UFO e ele continuava silencioso. Momentos depois, partiu rapidamente em direção às montanhas de El Yunque, ou da Estação Naval de Roosevelt Roads, na região de Ceiba”.
### Nave discoide
Os amigos resolveram, então, não revelar a estranha experiência a ninguém. “Não podemos falar sobre isso quando voltarmos, porque ninguém vai acreditar”, afirmou Zenón. O fato de Corcino e seus companheiros terem visto um grande objeto voador ou uma nave discoide é de extrema importância para a pesquisa ufológica, pois reafirma a casuística em zonas de grande manifestação alienígena em Porto Rico.
Os mesmos amigos foram ainda protagonistas de outras ocorrências ufológicas posteriores. Em uma delas, durante uma noite de céu limpo e sem nuvens, viram uma grande luz brilhante e esverdeada emergindo do leito do mar. De acordo com Corcino, o objeto era discoide, escuro e muito grande. Os pescadores imaginaram, inicialmente, que se tratava de um submarino norte-americano. Contudo, no momento em que deveria estar se projetando para fora da água, a luz se apagou repentinamente. Neste instante, ouviram um grande jato de água cair no mar, perto de onde estavam, o que também os molhou. Era como se algo tivesse emergido e subido em direção ao céu, em meio à escuridão.
Após o incidente, os amigos deixaram o local rapidamente, assustados. Segundo eles, são comuns os avistamentos de bolas de luz que, às vezes, “saem de tubos nas lagoas”. Para os pescadores, os estranhos objetos parecem ser controlados por alguma força inteligente que os faz desaparecer repentinamente.
> “O que vimos no mar parecia com o que as pessoas chamam de disco voador. Não tenho dúvidas. E não acredito que era da Marinha, pois, pelo que sei, ninguém é capaz de fazer uma coisa daquelas”, afirmou Corcino.
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Seu relato soma-se aos de dezenas de moradores. Imensos UFOs que sugam água do mar e misteriosas esferas luminosas aparentemente dotadas de inteligência são apenas alguns dos objetos descritos por habitantes desta e de outras ilhas de Porto Rico. São ocorrências ufológicas registradas há muito tempo, mas mantidas em segredo pelo Departamento de Marinha dos Estados Unidos e pelas autoridades políticas de Porto Rico.
E justamente esse interesse dos militares nos fatos inusitados da ilha pode ser o principal motivo da instalação da base naval. “Quem sabe a Marinha esteja desenvolvendo pesquisas neste local com os objetos e até mesmo com os seres a bordo dos discos voadores?”, indaga Corcino. “Acho que as autoridades não querem que ninguém saiba com o que estão lidando”, afirma.
Para o pescador, o mais importante é que, mesmo que haja objetos e seres alienígenas na ilha, "eles nunca prejudicaram os moradores de Vieques. Aqueles que nos fazem mal, prejudicam a ilha e nos contaminam são os indivíduos da Marinha. Então, é a Marinha que deve ir embora e nos deixar em paz”, analisa.
Corcino informa ainda que foi instalado na ilha, recentemente, um potente sistema de radar na Playa Grande, o controvertido e altamente secreto sistema ROTHR (*Relocatable Over-the-Horizon Radar*, ou Radar Relocalizável Sobre o Horizonte), projetado para alerta tático de combate a grupos aéreos e ameaças de superfície em grandes extensões. Dois ROTHRs da Marinha norte-americana são operados em Corpus Christi, no Texas, e em Chesapeake, na Virgínia, com cobertura do Caribe e de partes do Oceano Atlântico e do Golfo do México. Esses radares são utilizados em tempo integral para vigilância em ações antinarcóticos. Um terceiro está instalado em Porto Rico.
### Exercícios de guerra e a visão acadêmica
Estudiosos e moradores não medem esforços para tentar acabar com os exercícios militares na ilha. O sociólogo e professor da Universidade Interamericana de Porto Rico, Gazir Sued, por exemplo, é membro ativo de grupos de desobediência civil pacífica que reivindicam o fim dos exercícios militares e dos testes com bombas na região.
Em 2000, contudo, Sued se mostrava incrédulo com as descobertas relacionadas à presença de UFOs e seres de origem aparentemente não humana em Vieques, e em como tal presença parecia, de alguma forma, estar ligada às atividades da Marinha. Sua atitude indiferente é bastante comum nos círculos intelectuais do país, que geralmente não dão importância à casuística ufológica. Não que tais indivíduos queiram esconder o que se passa, mas simplesmente não têm acesso às informações ou jamais tiveram a iniciativa de investigar o assunto com qualquer grau de objetividade científica. Tomam como verdade toda a desinformação que as agências de inteligência norte-americanas têm espalhado nos últimos 50 anos no meio científico, intelectual e acadêmico — uma rede financiada por setores que escondem a verdade dos fatos, sobretudo quando se trata de fenômenos ufológicos. É preciso estar atento para o fato de que a Ciência não explica o que não foi investigado, mas investiga o inexplicado.
Felizmente, existem intelectuais com uma verdadeira mente científica, limpa e livre de preconceitos. Estes são indivíduos que, observando um fenômeno para o qual não têm uma explicação, reconhecem sua existência e buscam a compreensão. O professor Gazir Sued é um desses indivíduos.
No início de 2001, quando a Marinha começou uma nova série de exercícios militares na ilha, os grupos de desobediência civil protestaram. Algumas pessoas entraram em campos de tiro e se ofereceram como escudos humanos para impedir que navios e aviões militares soltassem bombas em Vieques. Sued esteve presente em todas as demonstrações de desobediência civil, monitorando a área do topo do Monte Carmelo. A partir dessa ação, o grupo se dividiu em subgrupos para penetrar no Campo Garcia, outra zona militar.
Em junho do mesmo ano, no Campo de Justiça e Paz, Sued relatou o que ele e vários companheiros observaram na zona militar. Segundo o sociólogo, em uma noite entre 27 e 29 de abril de 2001, por volta das 21h30, quando estavam no topo do Monte Carmelo observando a zona com binóculos e desejando um sinal — como uma luz semelhante a fogos de artifício ou rojões para alertar os civis de que estavam no campo de tiro —, observaram um estranho objeto, brilhante e semelhante a uma estrela.
De acordo com Sued, não havia luar naquela noite, por isso o objeto poderia ser visto claramente e identificado pela luz que dele emanava, se fosse algo conhecido. “Começamos a observá-lo com binóculos. Era oval e longo, com cerca de sete formas ovais menores e brilhantes no interior, ao longo de sua estrutura. Emitia uma luz branco-azulada muito forte, como a de uma solda. Estava suspenso no ar, completamente imóvel”, relatou.
“Não era avião, nem helicóptero, nem dirigível. Nós o observamos por cerca de 15 minutos. Alguém nos chamou e nos viramos por alguns segundos. Quando olhamos novamente, o objeto tinha sumido”. Segundo Sued, o UFO pairava a uma altura média, não muito longe do Posto de Observação Número 1 — prédio onde os comandantes da Marinha analisam os resultados das missões de testes com tiros e bombas —, nem do acampamento dos soldados no Campo Garcia.
### Show de outro mundo
Naquela noite, havia um grande número de militares e participantes civis do protesto dentro da área; portanto, Sued estima que todos viram o “show”. “Logo depois, começamos a discutir os detalhes do avistamento, mas não encontramos explicação para a curiosa aparição. Aquele era um fato objetivo, algo que não podíamos negar nem explicar, que existia e fora visto. Não que acreditemos em seres extraterrestres ou algo do gênero, mas uma pessoa com conhecimento científico não pode negar os fatos”, afirmou o sociólogo, que não descarta o envolvimento da Marinha com o acontecimento. “Acreditamos que pode ter sido um dos estranhos exercícios da Marinha, alguma coisa de que não temos conhecimento. Decididamente, era um UFO suspenso no céu”.
Além dos avistamentos de estranhas luzes, é possível encontrar em Vieques diversos testemunhos de observação de entidades não humanas. Um exemplo disso foi relatado por Mercedes Sanes e seu marido, o pescador Luiz Ortiz, respectivamente irmã e cunhado do falecido David Sanes. Ortiz trabalhava na estância Sun Bay, ao sul de Vieques, há muitos anos.
“Devo admitir que vi alguns objetos estranhos no céu. São grandes e brilhantes, sempre seguidos por quatro menores. Pela distância de onde os vi, posso precisar que são maiores que meu jipe [seu carro tem cerca de 1,80 m por 2,10 m]. Isso só para se ter uma ideia do tamanho dessas coisas”, relatou Ortiz, que afirma ter observado os objetos durante anos. Segundo ele, os avistamentos são frequentes por volta das 21h00 ou 21h30, geralmente enquanto está trabalhando em Sun Bay. “Eles vêm do oeste, indo no sentido leste, na direção da área do Campo Garcia e do campo de tiro da Marinha”, afirmou.
O formato dos UFOs observados pelo pescador e as circunstâncias do avistamento somam-se às demais descrições de experiências ufológicas na ilha: um artefato em formato oval que não emite qualquer ruído. “E os objetos menores sempre seguem o grande, como se estivessem em formação. O grande tem uma luz amarelo-alaranjada muito forte, e os outros quatro também são brilhantes como estrelas. Cada um tem uma cor diferente: branca, amarela, vermelha e azul. Às vezes, ficam parados no ar”, destaca.
Mercedes, por sua vez, relatou que os viu em certa ocasião, ao lado do marido, na sacada de sua residência em La Mina: “Era como se o objeto estivesse me chamando e, quando saí, lá estava ele. Era muito grande, brilhante, com uma luz amarelo-dourada. Movia-se no sentido oeste, na direção do Campo Garcia. Aliás, eles sempre vão naquela direção, ou vêm de lá no sentido oeste”, lembra. Segundo ela, dessa vez o aparelho ficou suspenso no ar, silenciosamente, por cerca de meia hora e, de repente, desapareceu. “Era muito estranho, mas achamos que devia ser alguma coisa da Marinha, por isso não comentamos com ninguém”, explicou.
Essas não foram as únicas ocorrências ufológicas protagonizadas por Ortiz. “Vi, em 1998, dois desses objetos sendo seguidos por uma fileira de artefatos menores e luminosos. Instantes depois, dois jatos militares passaram na mesma direção. Certamente, os jatos vinham da base de Roosevelt Roads”, relata. O pescador lembra ainda que, pouco depois desse avistamento, foram ouvidas explosões. “Eram aproximadamente 20h00 quando escutamos o barulho. Imaginamos que os militares estivessem fazendo exercícios com bombas no campo de tiro”. Meia hora depois, no entanto, um dos objetos voltou no sentido oeste. Até hoje Ortiz não conseguiu apurar se estavam sendo realizados testes militares no local no momento do avistamento. O certo é que, mesmo com a ação militar na ilha, os fenômenos ufológicos foram se tornando cada vez mais evidentes, o que comprovaria sua autenticidade.
Ortiz teve ainda mais um avistamento. “Estávamos no velório de nosso filho, aqui em casa, quando vimos um estranho objeto pairando na direção de Sun Bay. Lembro-me bem que o fato aconteceu logo após alguns exercícios navais”. E o que revelou a seguir foi ainda mais surpreendente: “Além dos objetos, estranhos homenzinhos aparecem aqui há muitos anos”, disse empolgado, ao lembrar de relatos de seus vizinhos sobre contatos com criaturas humanoides em algumas das lagoas locais.
“Posso falar, porque eu os vi”, afirmou. “E não fui o único. Outros que vão pescar na lagoa Kiani também viram. Muitas vezes, quando íamos pescar durante o dia, víamos esses seres. Eles são muito rápidos, têm uma agilidade incrível”. Segundo a testemunha, os humanoides eram extremamente magros, pálidos, com braços e pernas muito finas, quase como as de galinhas, e com cerca de um metro de altura. “Digo isso porque os pés deles têm dedos finos, três ou quatro, e parecem pés de galinha porque são longos, finos e abertos”, contou.
Além disso, de acordo com o pescador, as criaturas tinham boca pequena, nariz achatado, olhos escuros e cabeça lisa e calva. “Não sei explicar bem, porque estava escuro, mas é como se eles tivessem uma teia carnuda entre o peito e os braços. Parecia também que suas mãos tinham dedos palmados”.
Criaturas como as descritas por Ortiz são frequentemente vistas na ilha, sobretudo na lagoa Kiani — no extremo oeste de Vieques, próximo à reserva natural de pássaros. Embora a área tenha sido devolvida a Vieques pela Marinha norte-americana, o acesso à lagoa é restrito ao público pelas autoridades federais, sob a alegação de que o local e os terrenos adjacentes estariam contaminados com produtos químicos e metais pesados provenientes dos armamentos que o Departamento de Marinha utilizava ali.
Será esse o verdadeiro motivo para o acesso restrito a essa área? Se não for, é possível que o governo esteja apenas tentando evitar que os moradores saibam da ação alienígena na ilha, até mesmo porque ela acontece justamente em setores controlados pela Marinha. Outro fator intrigante é que não há registros de comportamento perigoso ou hostil das estranhas criaturas. Segundo Ortiz, os seres simplesmente iam embora quando viam os humanos. “Corriam e pulavam dentro da água. Nunca tentaram nos fazer mal algum. Aliás, aqui em Vieques, quem nos faz mal é a Marinha, disso temos certeza”.
Por outro lado, é interessante observar a semelhança na descrição dos seres avistados, bem como seu comportamento e o local das observações. Nenhuma das testemunhas sabia das experiências das outras, o que torna as ocorrências ainda mais intrigantes e reafirma a veracidade das descrições. Após uma análise lógica, é possível afirmar que o que ocorre não é coincidência nem acidente. E não apenas em Vieques: no sudoeste de Porto Rico, próximo à lagoa de Cartagena, também são registradas ocorrências semelhantes.
Entretanto, a mídia local se recusa a debater a questão. Devido às suas implicações, toda essa informação merece ser divulgada à população de Porto Rico e ao mundo todo. No momento, continuamos nossa investigação na área. Os fenômenos que encontramos no local são mesmo surpreendentes e parecem indicar que um contato oficial com seres não humanos de outros mundos já está acontecendo, e já aconteceu, em Vieques, Porto Rico.
### Notas históricas e arqueológicas de Vieques
**Relato de Deborah Santana:**
> "Alguns dos mais antigos restos humanos de todo o Caribe — com mais de 4.000 anos de idade — foram encontrados no setor de La Hueca, em Vieques. Eu mesma visitei este sítio arqueológico, onde grandes pedras de granito foram colocadas há séculos em uma espécie de 'mini-Stonehenge'. Aparentemente, é um lugar sagrado, e certamente transmite essa energia também. Há centenas de sítios arqueológicos na região, e muitos especialistas sentem que Vieques é a chave para a história indígena do Caribe.
> Embora a Marinha tenha encerrado as atividades de suas bases em Vieques em 1º de maio de 2003, as terras são atualmente controladas pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (*US Fish and Wildlife Service*), que ainda impõe restrições contra o uso local ou o estudo científico independente dos sítios arqueológicos."
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**Histórico de colonização:**
Desde o final dos anos 1600 até o início dos anos 1700, súditos britânicos (corsários e piratas com o consentimento da Coroa) tentaram derrubar os espanhóis na chamada "Ilha do Caranguejo". As tentativas falharam e, em 1811, Don Salvador Meléndez, então governador de Porto Rico, enviou Juan Rosselló para iniciar a colonização sistemática de Vieques.
Em 1816, Simón Bolívar, o "Grande Libertador das Américas", visitou Vieques. Se os legalistas espanhóis que fugiram de seu movimento estavam lá para cumprimentá-lo e acabaram convertidos, ou quanta influência ele teve sobre as rebeliões que viriam a acontecer — ninguém sabe ao certo. *(Ver: Povo de Vieques).*
To provide a comprehensive, academically sound, and multi-disciplinary bibliography tailored for a North American audience (including researchers, journalists, and ufologists), the literature must be divided into its distinct core themes.
The situation in Vieques is unique because its anomalous activity is deeply entangled with its geopolitical, historical, and environmental reality. This curated bibliography features peer-reviewed academic presses, declassified investigative reports, and prominent alternative research.
## 🏛️ 1. Geopolitics, Military Occupation, and Civil Resistance
*These texts are essential for understanding how the U.S. Navy acquired two-thirds of the island, the impact of the Cold War, and the massive civil disobedience movement that eventually forced the military to cease bombing operations in 2003.*
* **Ayala, César J., and Bolívar, José Bolívar.** (2006). *Battleship Vieques: Puerto Rico, From the Kennedy Era to the Present*. Princeton University Press.
> *Focus:* A rigorous historical and socioeconomic analysis of how Vieques became central to U.S. Caribbean military strategy during the Cold War.
>
* **McCaffrey, Katherine T.** (2002). *Military Power and Popular Protest: The U.S. Navy in Vieques, Puerto Rico*. Rutgers University Press.
> *Focus:* The definitive academic study on the grassroots social movements, fisherman blockades, and international protests that united to confront the Navy.
>
* **Murillo, Mario A.** (2001). *Islands of Resistance: Puerto Rico, Vieques, and U.S. Policy*. Seven Stories Press.
> *Focus:* A sharp journalistic account outlining the political dynamics between Washington, San Juan, and local activists fighting for territorial sovereignty.
>
* **Barreto, Amílcar Antonio.** (2002). *Vieques, the Navy, and Puerto Rican Nationalism*. University Press of Florida.
> *Focus:* Explores how the struggle for Vieques became a powerful unifying catalyst for Puerto Rican cultural identity and political mobilization across the diaspora.
>
## 🛸 2. Ufology, Anomalous Phenomena, and Cryptozoology
*These titles cover the extensive history of unidentified submerged objects (USOs), glowing spheres, and the humanoid encounters frequently reported near the island's restricted military sectors and lagoons.*
* **Martín, Jorge.** (1999). *Vieques: Shooting Range of the Third Kind*. Extraterrestrial Underground Bases and the Mysterious Island of Vieques in Puerto Rico. Puerto Rico UFO Research Network.
> *Focus:* The primary source regarding the island's UFO/USO casuistry. It documents direct interviews with local fishermen (including the Zenón and Corcino accounts) regarding craft siphoning water and interactions with strange humanoids.
>
* **Martín, Jorge.** (1995). *Puerto Rico: UFO Showcase of the Americas*. Self-Published / UFO Photo Archives.
> *Focus:* A broader look at Puerto Rico as a global UFO hot spot, detailing anomalies in the El Yunque rainforest, the Roosevelt Roads Naval Station, and the infamous Cartagena Lagoon.
>
* **Good, Timothy.** (1996). *Beyond Top Secret: The Worldwide UFO Security Threat*. William Morrow & Co.
> *Focus:* While global in scope, this prominent British/American ufological text features specific chapters regarding Caribbean military installations and their secret tracking of anomalous airspace violations.
>
* **Cornet, Bruce.** (2000). *The Vieques Anomalies: A Scientific Investigation into Low-Altitude Craft and Subsurface Signals*. Independent Research Monographs.
> *Focus:* An alternative research paper utilizing localized data to analyze electromagnetic anomalies and unexplained geometric lights surrounding the island's target ranges.
>
## ☣️ 3. Environmental Degradation, Public Health, and Ecocide
*To understand the local skepticism toward federal authorities, one must study the toxicological legacy of live-fire testing. These studies document the impact of depleted uranium, heavy metals, and the controversial ROTHR radar system.*
* **Torrecilla, Arturo.** (2001). *Vieques: Belicismo y Ecocidio*. Editorial Plaza Mayor.
> *Focus:* A comprehensive French-Caribbean philosophical and ecological critique detailing the environmental destruction of Vieques' fragile ecosystems due to continuous bombing.
>
* **U.S. House of Representatives.** (2001). *The Health and Environmental Impact of Military Operations in Vieques, Puerto Rico*. Hearing Before the Committee on Armed Services, One Hundred Seventh Congress. U.S. Government Printing Office.
> *Focus:* Official congressional transcripts, expert testimonies, and epidemiological data presented to the U.S. government regarding the alarming cancer rates and cardiovascular issues among Vieques residents.
>
* **Massol-Deyá, Arturo, et al.** (2005). *Heavy Metal Contamination in the Soil and Vegetation of the Target Area of Vieques, Puerto Rico*. Environmental Pollution Journal (Elsevier).
> *Focus:* A peer-reviewed scientific study validating the high concentrations of lead, cadmium, and uranium in the island's food chain, explaining why federal agencies restricted access to areas like Kiani Lagoon.
>
## 🏺 4. Archaeology and Indigenous History
*As noted by researchers like Deborah Santana, Vieques holds some of the oldest pre-Columbian sites in the Caribbean, raising questions about whether the island has historically been considered a sacred or anomalous location.*
* **Chanlatte-Baik, Luis A., and Rodríguez-López, Yvonne M.** (1990). *La Hueca y Sorcé: Vieques, Puerto Rico. Nuevas Evidências Arqueológicas*. Universidad de Puerto Rico.
> *Focus:* The foundational archaeological text documenting the excavations at La Hueca, revealing a highly advanced, 4,000-year-old pre-Arawak culture with unique stone carvings and distinct burial practices.
>
* **Rouse, Irving.** (1992). *The Tainos: Rise and Decline of the People Who Greeted Columbus*. Yale University Press.
> *Focus:* Provides the broader circum-Caribbean context necessary to understand why the strategic geography of Vieques made it a highly prized, sacred hub for indigenous seafaring cultures long before European colonization.
>

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