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"Você Morre 15 Vezes por Segundo: A Teoria Proibida do Realismo Fantástico"

 




## O Texto Original: A Mecânica da Onda-Tempo

*(Transcrição das páginas de "O Despertar dos Mágicos")*

Na expectativa desse longínquo acontecimento, apenas uma experiência séria foi tentada por um francês, o engenheiro astrônomo **Émile Drouet**. Durante anos — a contar de 1946 — participamos, juntamente com uma química, Lucile Berthelot (parenta de Marcelin Berthelot), e um tenente do Exército do Ar, nos trabalhos de Émile Drouet.

Um quadro sinóptico pregado na parede do nosso gabinete recordava-nos as bases de partida:

 * **Velocidade zero = eternidade**

 * * **Zero - X = futuro**

Em breve o problema de 300.000 + X se transformara em aparente contrassenso. Imaginemos um canhão apontado contra o nosso peito. Introduz-se no canhão uma granada que será (sempre a hipótese) impelida a uma velocidade maior do que 300.000 quilômetros por segundo. O que irá passar-se? Iremos ser trespassados, volatilizados, desintegrados?

Não. Ultrapassando a velocidade da luz, a granada regressará ao passado, quer dizer que regressará às mãos do servente da peça de artilharia, ao arsenal, à oficina, à mina. Ela jamais abandonará o local de partida (o cano) e nós ficaremos sãos e salvos.

Mas de que forma conceber essa partida da granada a 300.000 quilômetros por segundo? Na «realidade teórica», as coisas não se passam assim, mas, de qualquer forma, era tecnicamente impossível, de 1946 a 1951, imaginar um objeto sólido atingindo ou ultrapassando a velocidade da luz. E mais impossível ainda — se o podemos dizer — ir à velocidade zero e mais lentamente que zero à hora.

Eis como Émile Drouet fez em primeiro lugar o seu projeto e em seguida uma maquete. [...] Sobre o trajeto nebulosa-monte-de-Hércules, ou, por outras palavras, Ponex-Apex, a Terra situa-se por exemplo na contagem do ano 1000 em relação ao século do grande medo, 1789 quanto à Revolução, 1914 quanto à Grande Guerra.

Admitamos que resolvíamos viajar pelo passado até ao ano mil. Que irá acontecer? Devemos abandonar o nosso século XX a bordo de um foguetão espacial muito rápido, perpendicularmente ao plano da eclíptica em direção do Ponex até ao ponto teórico onde se encontrava a Terra no ano mil.

Mas não a veremos. De facto, estamos em harmonia sobre uma duração **onda-tempo** em desenvolvimento contínuo e apenas nos apercebemos dos seres e objetos em harmonia com essa duração de onda. Por exemplo, o homem H = 29 - I - 1963 - 23h 52m 24s 18/100 só se pode integrar no universo-tempo de igual valor. E ele muda continuamente de universo a um certo ritmo desconhecido de períodos-segundo (1/15 quanto à percepção retiniana) que o faz morrer X vezes por segundo e ressuscitar outras tantas.

Chama-se a isso **envelhecer**.

Portanto, estamos no Ponex, às portas do ano mil de que é necessário agarrar a duração onda-tempo. Uma segunda nave espacial que seguiu a nossa possui a bordo um radar com modulações de frequência que nos põe de acordo com essa duração de onda-tempo do ano mil (ou com um harmônico). Imediatamente, nós deixamos o nosso século XX, perdemo-lo de vista e avistaremos o reino francês do rei Roberto, o Piedoso, onde o nosso foguetão, que sofreu a mesma transformação que nós, poderá pousar.

Eis o primeiro estádio da viagem no tempo, explicado de uma forma algo romanesca, pois os *dossiers* do engenheiro Drouet não são dirigidos a um público amplo.

## Relatório Analítico e Comparativo

### 1. A Natureza do Tempo

O texto propõe uma visão **frequencial** do tempo. Diferente da física clássica (onde o tempo é uma dimensão linear) ou da Relatividade de Einstein (onde o tempo se dilata com a velocidade), Drouet e os autores sugerem que o tempo é uma "estação de rádio". Para ver o passado, não basta estar no lugar certo; é preciso estar na "frequência" certa.

### 2. Comparação com a Física Teórica

 * **Velocidade da Luz (c):** Na física convencional, c (299.792 km/s) é o limite intransponível para a matéria. O texto ignora a relatividade da massa (que se tornaria infinita) para focar na causalidade invertida: se você corre mais que a luz, você "vê" o efeito antes da causa, o que o texto interpreta poeticamente como o retorno do objeto à sua origem.

 * **O "Envelhecimento" Quântico:** A ideia de que morremos e renascemos 15 vezes por segundo é uma interpretação mística da persistência da visão e da descontinuidade da matéria, assemelhando-se vagamente à ideia moderna de "tempo de Planck", embora sem fundamentação matemática rigorosa.

### 3. O Realismo Fantástico

Esta obra é o pilar do Realismo Fantástico. Ela não tenta ser puramente científica, nem puramente ficcional. Ela utiliza a linguagem da engenharia (maquetes, radares, modulação) para validar conceitos metafísicos, criando uma sensação de "possibilidade" que desafia o racionalismo estrito do século XX.

## Bibliografia

 * **Obra Citada:** PAUWELS, Louis; BERGIER, Jacques. *O Despertar dos Mágicos* (Le Matin des Magiciens). Portugal/Brasil: Editora Bertrand (ou Difusão Europeia do Livro), década de 1960/70.

 * **Referências Complementares:**

   * *Dossiers Émile Drouet:* Documentos técnicos e astronômicos sobre a propulsão por "ondas-tempo" (Circa 1946-1951).

   * EINSTEIN, Albert. *Teoria da Relatividade Especial e Geral*. (Para comparação de conc

eitos de velocidade da luz).

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