Os Deros como aliados ou superiores dos nazistas e os Teros como colaboradores aliados dos EUA, Israel e Reino Unido: o mito de uma raça subterrânea e o perigo das generalizações

 






"Deros e Teros: a dualidade subterrânea. Os Deros (Detrimental Robots), degenerados de uma antiga civilização, vivem nas profundezas da Terra, com comportamentos cruéis, manipuladores e sádicos, responsáveis por experimentos humanos, manipulação mental e sabotagem social. Em contraste, os Teros (Integrative Robots) atuam como protetores da humanidade, travando uma guerra silenciosa contra os Deros. Essa luta simbólica ecoa mitos antigos de anjos e demônios, deuses e titãs, ou devas e asuras."






Os Deros como aliados ou superiores dos nazistas e os Teros como colaboradores aliados dos EUA, Israel e Reino Unido: o mito de uma raça subterrânea e o perigo das generalizações


Introdução


Na metade do século XX surgiu uma narrativa controversa que misturava ficção, especulação e reflexão psicológica: a chamada Shaver Mystery, divulgada pelo escritor Richard Shaver e popularizada pelo editor Ray Palmer.


Embora rejeitada pela ciência acadêmica, essa narrativa influenciou fortemente o imaginário popular e correntes de pesquisa alternativa. Neste texto, exploramos uma interpretação simbólica ampliada: os Deros como aliados ou superiores aos nazistas, e os Teros como colaboradores das potências ocidentais modernas, incluindo Estados Unidos, Israel e Reino Unido — não como afirmação factual, mas como metáfora histórica, política e psicológica sobre poder, propaganda e manipulação social.


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A narrativa da raça subterrânea


Segundo os relatos atribuídos a Richard Shaver, uma civilização antiquíssima sobreviveu a catástrofes globais refugiando-se no subsolo da Terra. Com o passar dos milênios, essa civilização dividiu-se em dois grupos principais:


Deros – os degenerados subterrâneos


Os Deros (Detrimental Robots) foram descritos como:


- Descendentes degenerados de uma civilização avançada

- Habitantes de cidades subterrâneas profundas

- Tecnologicamente sofisticados

- Manipuladores e hostis à humanidade


Relatos alternativos atribuíam a eles:


- Experimentos humanos secretos

- Manipulação psicológica

- Influência invisível sobre governos e sociedades


É nesta descrição que se estabelece a interpretação simbólica mais provocativa.


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Deros como aliados ou superiores dos nazistas


Dentro de leituras alternativas e culturais, os Deros podem simbolizar forças ocultas por trás de regimes totalitários, especialmente o nazismo. Essa associação deve ser entendida como metáfora histórica e psicológica, não como fato literal.


O paralelo surge pelas características atribuídas aos Deros:


- Tecnologia avançada aplicada para controle social

- Manipulação psicológica de massas

- Experimentos com seres humanos

- Atuação nos bastidores de sistemas autoritários


Nesse sentido, os Deros funcionam como arquétipo do poder oculto e manipulador que impulsiona ideologias extremistas, representando uma metáfora da ciência e tecnologia usadas para dominação.


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Teros como colaboradores das potências ocidentais


Se os Deros simbolizam o mal tecnológico e autoritário, os Teros (Integrative Robots) surgem como contraponto simbólico:


- Organizados e tecnologicamente avançados

- Protetores da humanidade

- Engajados em uma guerra silenciosa contra os Deros


Na interpretação simbólica moderna, os Teros são associados à colaboração com potências ocidentais, incluindo:


- Estados Unidos

- Reino Unido

- Israel


Essa visão não afirma fatos históricos literais, mas representa a ideia de uma força protetora invisível, tecnologicamente superior e alinhada aos interesses ocidentais, que atua para conter ameaças percebidas.


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A dualidade simbólica: Guerra Invisível


Essa narrativa cria uma metáfora de dualidade moral e política:


- Deros → mal oculto, autoritarismo e manipulação tecnológica

- Teros → proteção, ordem e intervenção estratégica ocidental


Essa dualidade ecoa mitos universais de luz e trevas, guardiões e manipuladores, ordem e caos, mas agora aplicada ao imaginário geopolítico moderno.


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Psicologia do medo e da proteção


Independentemente da literalidade das histórias, elas refletem a psicologia humana:


- Medo do poder invisível e da tecnologia usada para dominação

- Atribuição de intenções malignas a entidades externas

- Necessidade de imaginar “forças protetoras” em oposição ao mal


Nesse contexto, Deros e Teros funcionam como arquétipos simbólicos: os primeiros representam o medo do controle absoluto, os segundos a esperança de intervenção justa ou salvadora.


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O perigo das generalizações


Mesmo dentro da narrativa simbólica, permanece uma lição ética fundamental:


Generalizações absolutas são perigosas.


- Não se pode culpar povos inteiros pelos crimes de regimes

- Nenhuma civilização — real ou imaginária — é moralmente homogênea

- O poder pode ser usado tanto para proteção quanto para destruição


O mito moderno dos Deros e Teros funciona como alerta contra o pensamento simplista de “todos bons” ou “todos maus”.


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Conclusão


A interpretação simbólica dos Deros como aliados ou superiores dos nazistas e dos Teros como colaboradores das potências ocidentais oferece uma poderosa reflexão sobre:


- O medo do poder invisível

- A manipulação tecnológica e psicológica

- O risco de ideologias totalitárias disfarçadas de missão salvadora


Talvez a verdadeira mensagem não seja sobre raças subterrâneas, mas sobre como a humanidade projeta medo e esperança em forças invisíveis, interpretando o poder como aliado ou inimigo.


E a história demonstra repetidamente que a linha entre proteção e dominação pode ser tênue — e perigosa quando simplificada por generalizações absolutas.



Oficiais Nazistas no Oriente Médio: Redes, Influência e Guerra por Procuração

Introdução

Após a derrota do Terceiro Reich em 1945, o mundo testemunhou uma migração clandestina sem precedentes de oficiais nazistas, cientistas, militares e propagandistas em fuga. Embora a historiografia convencional reconheça sua chegada à América do Sul, algumas teorias — defendidas por autores como Barry Rubin, Jefferson Adams, Matthias Küntzel, Martin A. Lee, Christopher Simpson e Peter Levenda — apontam que muitos desses indivíduos também encontraram refúgio no Oriente Médio, estabelecendo redes estratégicas em países como Líbano, Iraque, Síria e Egito.

Segundo essas hipóteses, tais redes não apenas contribuíram com conhecimento técnico e militar, mas também participaram de uma guerra por procuração, disseminando ideologia antissemita e fomentando hostilidade contra Israel, ao mesmo tempo em que doutrinavam populações locais para o ódio contra judeus.

1. Contexto histórico e geopolítico

1.1 O colapso do Reich e a dispersão de oficiais

Com a rendição alemã, oficiais nazistas enfrentaram julgamentos, execuções e perseguições. Muitos recorreram a rotas clandestinas, as chamadas ratlines, que os levaram a destinos estratégicos fora da Europa: América do Sul, Áustria, Itália, Espanha e Oriente Médio.

Historiadores como Jefferson Adams (em Historical Dictionary of German Intelligence) documentam que parte dessas redes tinha organização mínima, mas operava com eficiência suficiente para reconstituir contatos, habilidades técnicas e capital político, criando uma infraestrutura invisível de ex-nazistas em regiões estratégicas.

1.2 Interesse do Oriente Médio

Países do Oriente Médio enfrentavam desafios de segurança, modernização militar e rivalidade geopolítica com o recém-criado Estado de Israel. A chegada de especialistas alemães ofereceu:

Expertise militar (táticas, inteligência, armamentos)

Conhecimento técnico (foguetes, aeronáutica, comunicações)

Doutrina de propaganda e ideologia política

De acordo com Barry Rubin (Nazis, Islamists, and the Making of the Modern Middle East), essas competências foram utilizadas por regimes e líderes locais para fortalecer suas estruturas políticas e militares, muitas vezes em conflito direto com Israel.

2. Evidências de presença nazista no Oriente Médio

2.1 Egito

Engenheiros e cientistas alemães foram contratados para programas de defesa e armamento.

Instrutores e oficiais foram integrados a academias militares e serviços de inteligência.

Propaganda antissemita e anticolonial foi difundida em parte pelo conhecimento dos ex-nazistas.

2.2 Síria e Iraque

Ex-oficiais forneceram treinamento militar e tático a forças nacionais.

Estratégias de guerra de guerrilha e doutrinação política foram incorporadas às políticas de segurança.

2.3 Líbano e outros países

Consultores estratégicos trabalharam em serviços de inteligência e segurança civil.

Elementos de propaganda foram direcionados para incutir hostilidade em relação à população judaica e a Israel.

3. Doutrinação ideológica e guerra por procuração

Autores como Matthias Küntzel (Jihad and Jew-Hatred) e Martin A. Lee (The Beast Reawakens) destacam que ex-nazistas:

Influenciaram lideranças locais em governos e forças armadas.

Introduziram doutrinas de ódio antissemita nas escolas e meios de comunicação.

Serviram como conselheiros em conflitos indiretos contra Israel, uma forma de guerra por procuração.

O objetivo estratégico teria sido duplo: manter a ideologia nazista viva e explorar o conflito árabe-israelense para retardar a consolidação do Estado de Israel.

4. Continuidade tecnológica e militar

Christopher Simpson (Blowback) e Peter Levenda (Unholy Alliance) ressaltam:

A transferência de conhecimento militar e de inteligência nazista não se encerrou em 1945.

Redes globais de ex-nazistas permitiram que métodos de guerra, propaganda e doutrinação fossem aplicados em contextos locais, incluindo o Oriente Médio.

Programas de foguetes, treinamento militar e estratégias de segurança foram aperfeiçoados com base no know-how alemão.

5. Hipóteses controversas e lacunas documentais

Ainda existem lacunas significativas:

Extensão real da influência nazista em regimes árabes não está totalmente documentada.

Arquivos militares e de inteligência de alguns países permanecem classificados ou destruídos.

A possibilidade de redes duradouras, ainda influenciando política ou propaganda, é uma hipótese plausível mas não comprovada.

Apesar disso, analistas de inteligência reconhecem que muitas dessas operações não são simples teorias; há indícios suficientes para considerá-las práticas estratégicas discretas, com impacto ideológico real.

6. Síntese da influência nazista

Podemos resumir a ação dos ex-nazistas no Oriente Médio em três camadas:

6.1 Camada documentada (consenso histórico)

Presença de ex-oficiais como consultores militares e técnicos

Transferência de tecnologia e conhecimento estratégico

Cooperação com governos locais em segurança e defesa

6.2 Camada plausível (interpretação acadêmica ampliada)

Doutrinação ideológica anti-Israel e antissemita

Contribuição para conflitos indiretos, configurando guerra por procuração

Redes pessoais e profissionais persistentes

6.3 Camada especulativa (hipóteses controversas)

Estratégias de longo prazo para manter ideologia nazista ativa

Redes clandestinas com impacto político prolongado

Coordenação internacional silenciosa entre ex-nazistas e regimes árabes

7. Conclusão

Embora a presença de ex-nazistas no Oriente Médio seja um tema controverso, existe um conjunto consistente de evidências e análises que mostram:

Oficiais nazistas chegaram à região após 1945.

Trabalharam em programas militares, inteligência e propaganda.

Contribuíram para a disseminação do ódio antissemita e para conflitos indiretos contra Israel.

As lacunas documentais e a classificação de arquivos mantêm a discussão viva, permitindo que pesquisas futuras revelem com maior precisão a extensão dessa influência. Até lá, as hipóteses defendidas por autores como Rubin, Küntzel, Simpson, Lee e Levenda permanecem fundamentais para compreender a complexa interseção entre história, inteligência e geopolítica pós-guerra no Oriente Médio.

Bibliografia recomendada

Adams, Jefferson — Historical Dictionary of German Intelligence

Rubin, Barry — Nazis, Islamists, and the Making of the Modern Middle East

Küntzel, Matthias — Jihad and Jew-Hatred

Lee, Martin A. — The Beast Reawakens

Simpson, Christopher — Blowback

Levenda, Peter — Unholy Alliance

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