A tese de que o Sol funciona como uma inteligência central reguladora da realidade humana encontra eco tanto na sabedoria das civilizações antigas quanto em correntes do esoterismo moderno. Esta perspetiva propõe que o astro-rei não é apenas uma fonte de calor físico, mas um emissor de frequências que organizam a consciência e o ritmo biológico da vida na Terra.
Abaixo, apresento uma análise aprofundada sobre este tema, explorando as fontes históricas, a etimologia simbólica e a bibliografia que sustenta a visão do Sol como o "Logos" primordial.
Redação: O Sol como Arquétipo de Ordem e Consciência
A relação entre a humanidade e o Sol transcende a mera necessidade biológica de luz. Para os antigos egípcios, maias e os sábios dos Vedas, o Sol era compreendido como um sistema de inteligência viva. Na tradição egípcia, por exemplo, a figura de Rá (ou Áton) não representava apenas um deus, mas a expressão da Ma’at — a ordem cósmica e a justiça que mantém o equilíbrio do universo. Esta ordem não era imposta, mas intrínseca aos ciclos naturais; quem vivia em harmonia com os solstícios e equinócios estava, por definição, em harmonia com a verdade.
O Simbolismo de Sol-lo-mon
Um dos pilares desta tese reside na análise etimológica de nomes sagrados, muitas vezes associada à obra de investigadores do mito solar como Jordan Maxwell. Segundo esta linha de pensamento, o nome Solomon (Salomão) não seria apenas um antropónimo histórico, mas um criptograma que une três nomes do Sol em diferentes línguas e culturas:
* Sol: Do latim, referindo-se ao astro visível.
* Om (ou Aum): Do sânscrito, o som primordial da criação, frequentemente associado à luz espiritual nos textos védicos e nas Upanishads.
* On: O termo egípcio para a cidade de Heliópolis (a "Cidade do Sol"), um antigo centro de culto solar.
A junção de Sol-Om-On simbolizaria, assim, o "Homem de Luz" ou o "Templo do Sol", sugerindo que a sabedoria atribuída ao rei bíblico é, na verdade, a sabedoria da luz solar que habita o centro da consciência humana.
Jesus e o Zodíaco: O Mito Solar no Cristianismo
A tese do mito solar estende-se à iconografia cristã, onde Jesus é frequentemente descrito como a "Luz do Mundo". Académicos e autores como Gerald Massey e Alvin Boyd Kuhn exploraram a correlação entre a vida de Cristo e o trânsito do Sol pelo Zodíaco. Nesta interpretação, os 12 apóstolos representam as 12 constelações ou os 12 meses do ano. Eventos como o nascimento no solstício de inverno (quando o Sol começa a "subir" novamente no céu) e a ressurreição na primavera são vistos como alegorias astronómicas da vitória da luz sobre as trevas.
A Biofísica da Luz e a Glândula Pineal
A ciência contemporânea, embora use uma linguagem distinta, confirma a influência drástica do Sol na mente humana. O núcleo supraquiasmático do cérebro responde diretamente à luz solar matinal, regulando a produção de serotonina e cortisol. Na tradição esotérica, este processo está ligado à glândula pineal (o "Terceiro Olho"), descrita por Descartes como o "assento da alma". A pineal funcionaria como um transdutor biológico, transformando a informação luminosa em estados de consciência, um conceito explorado na literatura hermética e nos estudos sobre a "molécula do espírito" (DMT).
Bibliografia e Fontes de Pesquisa
* Maxwell, Jordan. Matrix of Power: How the World Has Been Controlled by Powerful People Without Your Knowledge. (Explora as raízes solares da religião e do governo).
* Massey, Gerald. Ancient Egypt: The Light of the World. (Uma das obras fundamentais sobre a origem egípcia do simbolismo cristão).
* Kuhn, Alvin Boyd. Shadow of the Third Century: A Revaluation of Christianity. (Analisa o cristianismo como uma degradação de mitos solares e astronómicos mais antigos).
* Effgen, André Luís Silva. Entre Thoth e Hermes Trismegisto: as cosmogonias egípcias na literatura hermética. (Dissertação que aborda a transmissão do conhecimento iniciático egípcio).
* Corpus Hermeticum. (Textos atribuídos a Hermes Trismegisto que discutem o Sol como o "segundo deus" e a mente do universo).
* Upanishads (Mandukya Upanishad). (Textos védicos que explicam o significado de Om como a vibração que sustenta a realidade).
* Ptolomeu, Cláudio. Tetrabiblos. (Obra clássica sobre astronomia e astrologia que estabelece a base do pensamento cíclico solar).
O Significado do Mantra OM
Este vídeo explica a importância do som primordial "Om" e a sua ligação com a vibração universal e a consciência, conceitos fundamentais para compreender a parte central do termo "Sol-lo-mon".
As visualizações de vídeos do YouTube são armazenadas no seu Histórico do YouTube, e os seus dados são armazenados e usados pelo YouTube em conformidade com os respetivos Termos de Utilização



Comentários
Postar um comentário
COMENTE AQUI