Inteligências Extraterrestres nos Subterrâneos da Antártida

 













Em 1965, o então Tenente de Fragata Daniel Alberto Perissé, comandante do Destacamento Naval Decepción na Antártida, foi uma das principais testemunhas de um evento ufológico que ganhou grande repercussão mundial. Sua experiência, juntamente com a de outros militares argentinos e chilenos, foi detalhadamente registrada e se tornou um dos casos mais notórios na história da ufologia.

​O Avistamento e o Depoimento

​O avistamento ocorreu em julho de 1965, envolvendo a base naval argentina e a base chilena vizinha, ambas localizadas na Ilha Decepção. O fenômeno não se limitou a um único momento, mas sim a uma série de eventos que duraram horas, com o objeto sendo visto por várias pessoas em ambas as bases.

​O depoimento de Perissé, que foi amplamente divulgado, descreve o objeto com as seguintes características:

​Formato e Estrutura: O ovni era descrito como um corpo sólido, em forma de disco ou charuto, de cor metálica e com um brilho intenso, quase como um "sol pequeno". Perissé o descreveu como tendo uma forma definida, não sendo apenas uma luz no céu.

​Movimento: O objeto realizava movimentos extremamente rápidos e erráticos, algo impossível para qualquer aeronave conhecida na época. Ele mudava de direção em ângulos de 90 graus, parava abruptamente e acelerava em velocidades vertiginosas, desafiando as leis da física.

​Comportamento: O ovni parecia sobrevoar a área de forma inteligente, observando as bases militares e respondendo aos seus movimentos. Em um trecho do depoimento, Perissé relata que o objeto se aproximou da base argentina e, em seguida, se afastou rapidamente.

​Luminosidade: A luz emitida pelo objeto era intensa e pulsante, mas não ofuscava. A luminosidade era descrita como "fosforescente", variando de tonalidade entre o branco-azulado e o vermelho-alaranjado.

​Tamanho: Estima-se que o objeto tivesse um diâmetro considerável, superior ao de qualquer avião comercial ou militar.

​Perissé, com a autoridade de sua posição e como uma das principais testemunhas, comunicou imediatamente o evento à Marinha Argentina, que, para surpresa de muitos, emitiu um comunicado oficial confirmando o avistamento. Essa confirmação por parte das autoridades militares argentinas e chilenas deu ao caso uma credibilidade sem precedentes.

​O Legado de Daniel Perissé

​Após o avistamento, Daniel Alberto Perissé se tornou um dos mais respeitados ufólogos da América Latina. Ele se aposentou da Marinha em 1984 com a patente de Capitão de Fragata e dedicou o resto de sua vida a pesquisar e divulgar o fenômeno ovni.

​Perissé escreveu o livro "Fenômeno OVNI: Reflexões, Investigações e Estudos", onde dedicou um capítulo inteiro para detalhar sua experiência na Antártida e defender a seriedade do estudo ufológico. Ele também participou de congressos e simpósios internacionais, compartilhando seu testemunho com pesquisadores e entusiastas do mundo todo.

​Seu depoimento é considerado um dos pilares da ufologia séria, pois combina a credibilidade de um militar de alta patente com um relato detalhado e consistente, apoiado por outros testemunhos e por comunicados oficiais da Marinha Argentina da época.


O incidente envolvendo militares argentinos e o avistamento de um OVNI na Antártida em 1965 é um dos casos mais documentados e notáveis da ufologia. A seguir, um relatório aprofundado com base em diversas fontes, incluindo relatos de testemunhas e análises posteriores.

O Contexto Histórico e o Avistamento

No inverno de 1965, a região da Antártida foi palco de uma série de avistamentos de OVNIs. Os relatos não se limitaram apenas à Argentina, mas também envolveram bases britânicas e chilenas, o que conferiu uma credibilidade especial ao evento. Os principais avistamentos ocorreram entre junho e agosto daquele ano.

O caso mais famoso se deu no Destacamento Naval Decepción, uma base naval argentina na ilha de mesmo nome. O comandante da base, o então Tenente de Fragata Daniel Alberto Perissé, foi uma das principais testemunhas. Perissé era um militar experiente e expedicionário, o que deu grande peso a seu depoimento.

O fenômeno foi tão expressivo que jornais da época, como o argentino Crónica, publicaram a notícia com manchetes de grande destaque. A própria Armada Argentina emitiu um comunicado oficial confirmando os avistamentos, algo extremamente raro e significativo, pois conferia um caráter oficial a um evento que geralmente é tratado de forma cética.

Os Relatos das Testemunhas

Os relatos de Perissé e de outros militares da base descrevem a observação de objetos luminosos e estranhos no céu. As descrições incluíam:

Objetos sólidos e de forma lenticular: Em um relato de pilotos da Força Aérea Argentina, o suboficial Juan C. Tello avistou um objeto que inicialmente parecia ser outro avião. Ao se aproximarem, os tripulantes o descreveram como um "objeto sólido, de forma lenticular, que brilhava como aço polido".

Movimento rápido e incomum: As testemunhas relataram que os objetos se moviam de forma extremamente rápida, com acelerações e manobras que não se assemelhavam a nenhuma aeronave conhecida na época.

Luminosidade intensa: Os OVNIs emitiam uma luz brilhante, que chamava a atenção mesmo nas condições de baixa luminosidade da Antártida.

O avistamento na Ilha Decepción foi particularmente intenso, com múltiplos testemunhos e relatos de objetos que surgiam e desapareciam abruptamente. O Tenente Perissé, que posteriormente se tornou Capitão de Fragata, dedicou grande parte de sua vida ao estudo do fenômeno OVNI, participando de congressos e escrevendo um livro sobre o assunto, "Fenómeno OVNI: Reflexiones, Investigaciones y Estudios", onde detalha o caso da Antártida.

Análises e Explicações Posteriores

Apesar da forte documentação inicial e do endosso oficial, o caso Antártida 1965 gerou controvérsias e análises ao longo dos anos. Um estudo aprofundado, realizado por uma equipe de pesquisadores da Espanha e Argentina, se debruçou sobre os avistamentos de junho a agosto de 1965.

A conclusão do estudo, publicado em documentos científicos, aponta que as observações podem ter sido causadas por fenômenos naturais:

Meteoro: Um dos avistamentos pode ter sido confundido com a entrada de um meteoro na atmosfera.

Satélite artificial Echo II: Outro objeto observado pode ter sido, na realidade, o satélite artificial Echo II, que refletia a luz solar e era visível no céu.

Estímulos astronômicos: Observações de corpos celestes como o planeta Marte e as estrelas Spica e Arcturus também poderiam ter sido interpretadas erroneamente como OVNIs, especialmente em condições atmosféricas particulares.

Os pesquisadores argumentam que a informação original gerada pelos militares foi insuficiente e, em alguns casos, contraditória. Eles concluíram que, embora não seja possível explicar cada detalhe de forma definitiva, há modelos convencionais que se encaixam nos dados empíricos, reduzindo a necessidade de uma explicação anômala ou extraterrestre.

O Legado do Caso

O incidente de 1965 na Antártida permanece como um dos casos mais importantes da ufologia mundial, principalmente por envolver múltiplas testemunhas militares e ter tido um comunicado oficial da Armada Argentina. A experiência de Daniel Perissé, que se tornou um proeminente ufólogo, adiciona uma camada de credibilidade e persistência ao relato.

Apesar das explicações científicas posteriores, o caso continua a ser um ponto de debate. De um lado, há a versão oficial de que se tratou de fenômenos astronômicos e atmosféricos. Do outro, a convicção das testemunhas e o mistério que ainda cerca alguns detalhes dos avistamentos, mantendo viva a discussão sobre o que realmente sobrevoou os céus gelados da Antártida em 1965.

Este relatório oferece uma visão abrangente do evento, cobrindo o contexto, os relatos das testemunhas e as análises posteriores, buscando equilibrar as informações para fornecer uma compreensão completa do caso.



Fontes Jornalísticas, Bibliográficas e Depoimentos

A documentação do caso Antártida 1965 é ampla, abrangendo de relatórios militares a publicações especializadas.

Jornais:

"Crónica" (Argentina): Um dos principais jornais a cobrir o evento na época, publicando manchetes e reportagens sobre os avistamentos.

"La Nación" (Argentina): Outro jornal argentino que divulgou informações sobre o ocorrido.

"The New York Times" (EUA): Jornais internacionais também noticiaram o evento.

Revistas:

"Revista de la Armada": Publicações oficiais da Marinha Argentina podem conter registros ou menções aos avistamentos.

"Flying Saucer Review": Revista britânica especializada em ufologia, que publicou artigos sobre o caso.

Livros e Bibliografia:

"Fenómeno OVNI: Reflexiones, Investigaciones y Estudios", de Daniel Alberto Perissé: Livro autobiográfico e de pesquisa do próprio comandante da base, que dedicou sua vida ao estudo do fenômeno após o incidente.

"Antología de OVNIS", de Vicente-Juan Ballester Olmos: Esta obra, assim como outros livros de ufologia, documenta o caso da Antártida como um dos mais importantes da história.

Livros de investigação ufológica: Diversos autores como Jacques Vallee e Aime Michel citam o caso da Antártida em suas obras sobre avistamentos inexplicáveis.

Depoimentos e Relatórios:

Relatos do Tenente de Fragata Daniel Alberto Perissé: Seus depoimentos em entrevistas, congressos e em seu próprio livro são a principal fonte de informação.

Relatórios internos da Armada Argentina: A documentação oficial, embora em grande parte sigilosa, serviu de base para a publicação do comunicado oficial na época.

O avistamento de OVNIs na Antártida em 1965 permanece como um dos pilares da ufologia, evidenciando a complexidade do fenômeno. As explicações, sejam elas naturais ou anômalas, continuam a ser objeto de debate, mas o que é inegável é que as testemunhas eram militares experientes e que o evento foi tratado com seriedade pelas autoridades argentinas.

Comentários