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O Grande Arquiteto do Universo

III – Uma das finalidades desse estudo é firmar e confirmar o princípio fundamental – landmark, rule, old charge, norma ou diretriz sejam como quiserem denomina-lo – talvez único em que não há divergência no seio da maçonaria autentica e tradicional: a fé num Deus pessoal, Principio E Fim de todas as coisas, Criador do céu e da terra. E, em conseqüência, ajudar a fazer com que seus aderentes tomem disto mais consciência e evitem usar a expressão G.A.D.U apenas como uma etiqueta, sem nenhum conteúdo e que se pode facilmente, esvaziar. Para isto fazer com que este G.A.D.U seja, para cada um deles e de nós, um DEUS VIVO e não um DEUS MORTO. Que este perigo existe, e existe na atualidade, não há dúvida. Se não, a Conferencia Episcopal Alemã, depois de “conversações oficiais, durante os anos de 1974 a 1980, por incumbência da mesma e das Grandes Lojas Unidas da Alemanha, não teria chegado a seguinte conclusão. “IV-4 – O conceito de Deus dos maçons livres. No centro dos rituais se acha o conceito do “Grande Arquiteto do Universo”. Não obstante a boa vontade de abertura para abraçar toda a religião, trata-se de um conceito marcadamente deísta. Em tal contexto, não há nenhum conhecimento objetivo de Deus, no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo. O "Grande Arquiteto do Universo" é um “Ser” neutro, não definido e aberto a toda a compreensão possível...”(c.f.”Maçonaria e Igreja Católica, Ontem, Hoje e Amanha. Ed. Paulinas, 1981, pg .281). E eis o motivo pelo qual insisti em deixar bem claro os conceitos de TEÍSMO e DEÍSMO e demonstrar que as diferentes alterações das Constituições de Anderson e as diversas declarações das Grandes Lojas Mães da Inglaterra, Escócia e Irlanda, não deixam dúvida alguma quanto a este conceito, Teísta e não Deísta. É claro que, para se entender isto, é preciso com muito vagar e tempo refletir em toda esta documentação, para ter idéias claras e precisas quanto a estes conceitos. Também estou convencido de que as Grandes Lojas Unidas da Inglaterra da Irlanda e da Escócia, firmando invariável e ininterruptamente, o verdadeiro conceito de G.A.D.U na Ordem, e não estão dogmatizando ou estão sendo menos liberais, no sentido empregado pelo Grande Oriente de França. O conceito do Grande Arquiteto do Universo (GAU) é central na maçonaria, uma organização fraternal que surgiu no final do século XVII e início do século XVIII. Este conceito refere-se a uma entidade suprema ou criador, mas é propositalmente vago para permitir a inclusão de membros de diversas crenças religiosas. ### Conceito e Simbolismo 1. **Inclusividade Religiosa**: O termo Grande Arquiteto do Universo é utilizado para acomodar maçons de diferentes religiões, permitindo que cada membro projete sua própria interpretação da entidade suprema. Essa neutralidade religiosa é essencial para manter a harmonia dentro da ordem. 2. **Simbolismo**: Na maçonaria, o GAU é muitas vezes representado por símbolos como o esquadro e o compasso, que são ferramentas utilizadas na construção. Estes símbolos remetem à ideia de que a criação e a ordem do universo seguem princípios geométricos e matemáticos, sugerindo um criador inteligente e racional. 3. **Natureza do GADU**: A concepção do GAU varia entre diferentes ritos maçônicos, mas geralmente, ele não é visto como uma divindade específica, mas como um princípio organizador ou criador que transcende a teologia dogmática. ### Estudos Históricos 1. **Origens**: A maçonaria moderna, ou "especulativa", desenvolveu-se a partir das guildas de pedreiros medievais, conhecidas como maçons "operativos". O conceito do GAU começou a se solidificar no final do século XVII e início do XVIII, especialmente com a fundação da Grande Loja de Londres em 1717. 2. **Influências Filosóficas**: A filosofia iluminista teve uma grande influência na maçonaria, enfatizando a razão, a ciência e a liberdade de pensamento. O GADU pode ser visto como uma tentativa de reconciliar a ciência e a religião, uma ideia muito em voga durante o Iluminismo. ### Literatura e Referências 1. **Livros Maçônicos Clássicos**: - *"Morals and Dogma"* de Albert Pike: Este é um texto fundamental do Rito Escocês Antigo e Aceito, que explora os significados esotéricos e filosóficos da maçonaria, incluindo o conceito do GADU. - *"The Builders"* de Joseph Fort Newton: Este livro oferece uma visão geral da história e dos princípios da maçonaria, abordando também a ideia do GADU. 2. **Historiadores e Acadêmicos**: - David Stevenson em *"The Origins of Freemasonry: Scotland’s Century, 1590-1710"* explora como a maçonaria evoluiu na Escócia e a transição de operativa para especulativa. - Margaret C. Jacob em *"Living the Enlightenment: Freemasonry and Politics in Eighteenth-Century Europe"* analisa a influência da maçonaria na política e na sociedade durante o Iluminismo. 3. **Fontes Maçônicas Primárias**: - As Constituições de Anderson (1723): Um dos primeiros textos regulamentares da maçonaria especulativa, que menciona o GAU como uma forma de promover a tolerância religiosa entre os maçons. ### Estudos Contemporâneos Atualmente, há um interesse crescente em estudos interdisciplinares que envolvem a maçonaria. Acadêmicos de áreas como a sociologia, antropologia, e estudos religiosos continuam a explorar como o conceito do GADU influenciou e foi influenciado por diferentes contextos históricos e culturais. Em resumo, o Grande Arquiteto do Universo na maçonaria é um conceito flexível que serve para unir membros de diversas crenças, simbolizando uma entidade criadora e ordenadora do universo. Sua história e evolução refletem os esforços da maçonaria em promover a harmonia e a tolerância entre seus membros.

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