QUANDO A PESQUISA SE TORNA SUSPEITA: A HIPÓTESE DE SABOTAGEM DE MAIS DE 20 ANOS DE INVESTIGAÇÃO
QUANDO A PESQUISA SE TORNA SUSPEITA: A HIPÓTESE DE SABOTAGEM DE MAIS DE 20 ANOS DE INVESTIGAÇÃO
Uma reflexão sobre identidade, política, inteligência, nazismo, ufologia e os limites entre investigação legítima e perseguição
INTRODUÇÃO — QUANDO O PESQUISADOR PASSA A SER O OBJETO DA PESQUISA
Durante mais de duas décadas, construí um trabalho independente de investigação sobre alguns dos temas mais controversos da história contemporânea: documentos governamentais desclassificados, serviços de inteligência, Guerra Fria, nazismo, ratlines, Operação Odessa, fuga de criminosos de guerra para a América do Sul, ufologia, fenômenos aéreos, mitologia, religiões antigas, sociedades secretas e acontecimentos históricos ainda cercados de controvérsia.
O princípio sempre foi o mesmo: investigar antes de concluir.
Uma pesquisa sobre nazismo não transforma o pesquisador em nazista. Estudar comunismo não transforma alguém em comunista. Investigar uma organização terrorista não significa apoiá-la. Examinar documentos produzidos por serviços de inteligência não significa trabalhar para eles.
É justamente por isso que uma hipótese começou a me incomodar.
E se a própria pesquisa tivesse passado a ser interpretada como uma ameaça ou como uma posição ideológica que nunca foi minha?
Não apresento esta publicação como uma conclusão. Apresento-a como uma denúncia e uma hipótese que precisa ser investigada.
CAPÍTULO I — VINTE ANOS DE PESQUISA INDEPENDENTE
Meu trabalho não nasceu ontem.
Ao longo de aproximadamente vinte anos, construí um acervo formado por livros, revistas, documentos, artigos, fotografias, arquivos digitais e referências históricas.
O objetivo sempre foi confrontar versões diferentes de acontecimentos e procurar documentos primários ou fontes independentes.
Entre os assuntos investigados estão as chamadas ratlines, as rotas clandestinas utilizadas no período posterior à Segunda Guerra Mundial para a fuga de integrantes do regime nazista e colaboradores para diferentes países, inclusive na América do Sul.
Também pesquisei a chamada Operação Odessa, suas origens, suas representações posteriores e a documentação disponível sobre a fuga de criminosos nazistas.
Da mesma maneira, pesquisei inteligência militar, Guerra Fria, programas secretos, documentos desclassificados dos Estados Unidos e de outros governos.
Isso não significa simpatia.
Significa investigação.
CAPÍTULO II — PESQUISAR NAZISMO NÃO É SER NAZISTA
Existe um problema grave quando a pesquisa histórica é confundida deliberadamente com adesão ideológica.
Eu rejeito tanto o nazismo quanto o comunismo.
Não considero necessário escolher entre duas formas históricas de autoritarismo para defender a democracia.
Minha posição fundamental é outra:
o pesquisador deve poder estudar inclusive aquilo que rejeita.
É impossível compreender a Segunda Guerra Mundial sem estudar o nazismo.
É impossível compreender a Guerra Fria sem estudar o comunismo soviético.
É impossível estudar inteligência sem analisar documentos produzidos por serviços secretos.
E é impossível estudar a história dos governos sem examinar também seus documentos secretos, posteriormente desclassificados.
Transformar o objeto de uma pesquisa na suposta ideologia do pesquisador seria destruir o próprio princípio da investigação histórica.
CAPÍTULO III — A HIPÓTESE DE QUE O PESQUISADOR TENHA SIDO TRANSFORMADO EM ALVO
É neste ponto que surge a hipótese que apresento publicamente.
Em determinado momento, comecei a perceber acontecimentos que, na minha interpretação, poderiam indicar que meu trabalho havia despertado a atenção de terceiros.
Entre esses acontecimentos estão questões relacionadas à presença de pessoas que considero suspeitas, o problema envolvendo o domínio rodrigoenok.blog.br, a utilização não autorizada de informações associadas à minha identidade, problemas que venho observando na indexação do blog e outras circunstâncias que ainda não consigo relacionar objetivamente entre si.
Também existe a percepção de que duas pessoas — um homem e uma mulher — poderiam estar acompanhando minhas atividades.
Não afirmo que sejam agentes policiais ou agentes de inteligência.
Essa é uma hipótese.
Também não afirmo que exista participação de um delegado.
Essa possibilidade igualmente permanece sem comprovação.
Mas uma investigação séria não precisa começar com uma certeza. Pode começar com uma pergunta:
Quem são essas pessoas, por que estavam ali e existe alguma relação verificável entre elas e os acontecimentos que venho documentando?
CAPÍTULO IV — A POLÍTICA NÃO PODE SER TRANSFORMADA EM CRIME DE PENSAMENTO
Existe ainda outra hipótese que precisa ser considerada com enorme cautela: uma possível motivação política.
Eu manifesto opiniões políticas como qualquer cidadão.
Tenho minhas preferências eleitorais e críticas políticas, mas isso não transforma minha atividade de pesquisa em atividade partidária.
Não sou comunista.
Não sou nazista.
E não aceito que estudar comunismo ou nazismo seja utilizado para atribuir ao pesquisador a ideologia que está sendo estudada.
Uma democracia não pode funcionar dessa maneira.
Se alguém pesquisa documentos nazistas, não se torna nazista.
Se alguém pesquisa arquivos soviéticos, não se torna comunista.
Se alguém investiga Bolsonaro, não necessariamente é petista.
Se alguém investiga Lula, não necessariamente é bolsonarista.
A investigação não deveria exigir identidade ideológica com o objeto investigado.
CAPÍTULO V — A HIPÓTESE DE SABOTAGEM
Aqui está uma das perguntas mais difíceis:
É possível que uma interpretação equivocada das minhas pesquisas tenha provocado algum tipo de tentativa de descredibilização ou sabotagem do trabalho desenvolvido durante mais de vinte anos?
Não tenho, neste momento, elementos suficientes para responder afirmativamente.
Mas existe uma diferença entre não ter prova e não poder investigar a hipótese.
Se alguém interferiu deliberadamente na divulgação do meu trabalho, na identidade associada ao meu nome, no funcionamento do meu domínio ou na visibilidade das minhas publicações, isso precisa ser demonstrado através de evidências técnicas e documentais.
Não através de imaginação.
Por isso, cada acontecimento precisa ser analisado separadamente.
Domínio.
Identidade digital.
Indexação.
Publicidade.
Pesquisas históricas.
Atividades políticas.
Pessoas eventualmente observadas.
Somente depois de estabelecidos fatos independentes poderemos perguntar se existe uma conexão entre eles.
CAPÍTULO VI — O CASAL, O DELEGADO E A HIPÓTESE DE INTELIGÊNCIA
A hipótese mais delicada envolve duas pessoas que observei e cuja identidade e eventual função ainda precisam ser esclarecidas.
Existe a possibilidade, ainda não comprovada, de que sejam simplesmente pessoas comuns.
Existe também a hipótese, igualmente não comprovada, de que tenham algum vínculo profissional com segurança pública ou outra instituição.
E existe a possibilidade de que minha interpretação esteja equivocada.
Não apresento nenhuma dessas possibilidades como fato.
Se houver realmente participação de agentes públicos, entretanto, a questão passa a ser muito mais séria:
qual seria a finalidade da eventual observação?
Seria uma investigação legítima?
Seria uma investigação relacionada a terceiros?
Seria uma interpretação equivocada das pesquisas?
Seria uma questão política?
Ou não haveria relação alguma com o meu trabalho?
Somente documentos, registros e evidências poderiam responder.
CAPÍTULO VII — O QUE REALMENTE ESTÁ EM JOGO
O problema não é apenas o destino de um domínio ou de algumas páginas na internet.
O que está em jogo é algo maior:
a preservação de duas décadas de trabalho intelectual independente.
Milhares de horas de pesquisa.
Livros consultados.
Documentos comparados.
Artigos escritos.
Hipóteses formuladas.
Erros corrigidos.
Fontes descartadas.
Informações confrontadas.
Tudo isso constitui um arquivo pessoal de investigação.
Se alguém tentar associar artificialmente o pesquisador às ideologias que ele pesquisa, estará cometendo um erro metodológico elementar.
Pesquisar um demônio histórico não transforma o pesquisador em adorador do demônio.
Estudar nazismo não me torna nazista.
Estudar comunismo não me torna comunista.
Estudar sociedades secretas não me transforma em membro delas.
Estudar inteligência não significa pertencer a um serviço de inteligência.
Estudar UFOs não significa possuir uma nave extraterrestre.
O objeto da investigação não determina a identidade do investigador.
CONCLUSÃO — A VERDADE PRECISA SER INVESTIGADA DOS DOIS LADOS
Esta publicação não pretende acusar antecipadamente qualquer pessoa.
Também não pretende afirmar que existe uma operação de inteligência, perseguição política ou sabotagem organizada.
Ela registra uma hipótese investigativa.
Se nada houver por trás desses acontecimentos, a investigação deverá chegar exatamente a essa conclusão.
Mas se houver alguma conexão entre pessoas, organizações, utilização indevida de identidade, interferência digital ou tentativa deliberada de prejudicar um trabalho de pesquisa, então essa conexão também deverá ser demonstrada.
A minha resposta não será abandonar a pesquisa.
Será continuar pesquisando.
Com documentos.
Com fontes.
Com registros.
Com arquivos.
Com comparação.
E, sobretudo, com uma regra que acompanhou este trabalho durante décadas:
Nem a versão oficial deve ser aceita automaticamente. Nem a teoria alternativa deve ser aceita automaticamente. Ambas precisam passar pelo mesmo teste: evidência.
INVESTIGAÇÃO CONSTANTE DA VERDADE
Rodrigo Veronezi Garcia — Revista & Escolas de Mistérios
Uma pesquisa sobre aquilo que a história registrou, aquilo que os governos esconderam, aquilo que posteriormente foi desclassificado — e aquilo que ainda permanece sem resposta.

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