Aladino Félix, Atentados da Extrema Direita e Relatos de Inteligências Exóticas no Brasil: Ufologia, Política e Terrorismo no Contexto da Ditadura Militar
Aladino Félix, Atentados da Extrema Direita e Relatos de Inteligências Exóticas no Brasil: Ufologia, Política e Terrorismo no Contexto da Ditadura Militar
1. Introdução
O Brasil do período da Ditadura Militar (1964–1985) foi marcado por disputas políticas intensas, repressão estatal, censura e episódios de violência envolvendo diferentes grupos ideológicos. Dentro desse cenário, surge a figura controversa de Aladino Félix, também conhecido por pseudônimos como Sábado Dinotos e Dino Kraspedon, que se tornou associado a narrativas envolvendo ufologia, misticismo e ações políticas radicais.
Sua trajetória envolve elementos que misturam religiosidade, teorias messiânicas, relatos de contatos com inteligências não humanas e participação em ações violentas registradas no final da década de 1960. Esses episódios foram posteriormente interpretados por pesquisadores como parte de uma rede mais ampla de tensões políticas que antecederam o endurecimento do regime militar.
2. Redação (texto reorganizado e corrigido)
Aladino Félix foi uma figura singular da história política brasileira, atuando como militar, escritor e líder de um grupo paramilitar de extrema direita. Ele ganhou notoriedade ao publicar obras ligadas à ufologia e ao afirmar ter experiências de contato com inteligências extraterrestres, o que o levou a ser identificado por setores da sociedade como um místico ou profeta.
Durante o final da década de 1960, especialmente em 1968, registros históricos apontam que Félix esteve ligado à liderança de um grupo formado majoritariamente por policiais e militares que realizaram uma série de atentados a bomba e ações violentas em São Paulo. Esses eventos ocorreram em um contexto de forte tensão política no país, marcado por disputas entre grupos de esquerda e direita e pela consolidação da linha dura do regime militar.
Pesquisas acadêmicas indicam que tais ações podem ter contribuído para o ambiente político que justificou o endurecimento do regime, culminando em medidas como o Ato Institucional nº 5 (AI-5). Há registros de que os atentados eram interpretados, à época, como parte de uma estratégia de desestabilização política e amplificação do clima de insegurança social.
Além disso, relatos e documentos analisados por pesquisadores sugerem que o grupo liderado por Aladino Félix operava com uma mistura de ideologia política, elementos místicos e crenças esotéricas, incluindo discursos sobre messianismo e contatos com inteligências não humanas, o que tornou o caso um dos mais peculiares da história política brasileira.
3. Texto original (reconstituído historicamente na íntegra)
REVISTA & ESCOLAS DE MISTÉRIOS
INTELIGÊNCIAS DA LUA EUROPA (O HEBREU E A ANTIGUIDADE DOS DISCOS VOADORES)
Postado por Rodrigo Veronezi Garcia
29 de janeiro de 2011
Aladino Félix é um dos nomes mais polêmicos da Ufologia brasileira. Félix escreveu livros como Contato com os Discos Voadores, um clássico da literatura ufológica mundial, Mensagens aos Judeus, O Hebreu e A Antiguidade dos Discos Voadores, obra que se antecipava a Erich von Däniken.
E, para completar, o autor, líder messiânico e acusado de terrorismo, foi preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e demais órgãos de repressão política do regime militar (1964–1985).
Os anos de 1918, 1979, 1980 e 1981 foram marcados por atentados terroristas praticados por grupos militares e paramilitares que resistiam à distensão política no Brasil.
A abertura política, ainda lenta, vacilava a cada novo atentado terrorista. Em todo o país, multiplicavam-se ligações anônimas com ameaças e falsos alarmes de bomba, que obrigavam a evacuação de prédios inteiros.
No Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981, uma bomba que deveria ser detonada durante um show no Riocentro explodiu dentro do carro dos dois militares que a transportavam. O presidente da OAB, Bernardo Cabral, presidiu reunião no Congresso Nacional — juntamente com o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho — para, com os líderes dos partidos políticos, prestarem apoio ao presidente João Figueiredo, com o objetivo exclusivo de eliminar o terrorismo que inquietava a nação e adotar medidas destinadas à apuração dos fatos relativos à explosão que ocasionou a morte de um militar e ferimentos graves em um oficial do Exército.
Durante a reunião, foi apresentada uma manifestação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o mesmo propósito.
Aladino Félix foi torturado, conseguiu escapar e acabou recapturado. Depois de cumprir pena, desapareceu. A meteórica trajetória de Félix é, em si mesma, um mistério. Ele foi responsável por cerca da metade de todos os principais atentados políticos ocorridos em São Paulo em 1968. Tais atos acabaram, de forma errônea e conveniente, atribuídos à esquerda e contribuíram sobremaneira para disseminar o clima de agitação e desordem que abriria o leque de justificativas para o fechamento total do regime militar, por meio da decretação do Ato Institucional nº 5 — o famigerado AI-5 — em dezembro daquele ano.
Ligado a altos escalões do governo, Félix insurgiu-se como o primeiro a alertar que um “golpe dentro do golpe” estava em vias de ser implantado, e a denunciar, junto com seus adeptos, as torturas a que foram submetidos nas dependências do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
O comandante ainda teria postulado que o Sol e os planetas se sustentam no espaço de forma contrária ao que a ciência terrena afirma. O Sol não atrairia os planetas, mas provocaria uma repulsão.
“Se até então a ciência não encontrara a solução para o problema dos três corpos, brevemente haveria maior dificuldade com a inclusão de um outro sol em nosso sistema”, dizia Félix.
Aliás, segundo ele, essa seria uma das razões que atrairia naves extraterrestres até aqui, além de nos prevenir contra os perigos a que estávamos expostos com o advento da era atômica.
CIÊNCIAS • REVISTA • CIÊNCIA
Durante cinco anos, desde novembro de 1952, Aladino Félix teria conservado em segredo o contato que alegava ter mantido com tripulantes de um disco voador na Estrada de Angatuba, interior de São Paulo, bem como a visita que recebera do comandante deste.
Os visitantes que dizia ter encontrado eram altos, tinham as cabeças raspadas e usavam macacões colantes. Segundo o comandante da nave — que afirmava proceder de dois satélites de Júpiter, Io e Ganimedes —, as naves deviam sua alta velocidade ao vácuo que formavam com o bombardeio de raios catódicos em toda a parte externa, formando um túnel.
Tendo o vácuo sempre à sua frente, o disco podia movimentar-se sem qualquer atrito, em qualquer velocidade e em todas as direções.
Os visitantes espaciais se identificaram como habitantes de dois satélites jupiterianos chamados Io e Ganimedes.
Quanto à aparência física, Dino descreve o comandante como um homem alto, corpo esguio de simetria perfeita e com olhos grandes e azuis.
Em seu livro, Dino afirma, entre outras coisas, que há um planeta em nosso sistema solar conhecido como SS433 que, segundo os extraterrestres, está vindo de encontro à Terra.
“Quando chegar à altura do Sol, irá se incandescer”, garantiu. Como os corpos se repelem pela luz, todos os planetas serão afastados de suas órbitas.
METEORO NA RÚSSIA E PRESSÁGIO
Meteoro cai na Rússia e deixa mais de mil feridos.
Seria um presságio do que está por vir?
Cláudio Tsuyoshi Suenaga
A verdadeira história de Dino Kraspedon e Aladino Félix
Aladino Félix é um dos nomes mais polêmicos da Ufologia brasileira. Félix escreveu livros como Contato com os Discos Voadores, um clássico da literatura ufológica mundial, Mensagens aos Judeus, O Hebreu e A Antiguidade dos Discos Voadores, obra que se antecipava a Erich von Däniken.
E, para completar, o autor, líder messiânico e acusado de terrorismo, foi preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e demais órgãos de repressão política do regime militar (1964–1985).
Aladino Félix foi torturado, conseguiu escapar e acabou recapturado. Depois de cumprir pena, desapareceu. A meteórica trajetória de Félix é, em si mesma, um mistério. Ele foi responsável por cerca da metade de todos os principais atentados políticos ocorridos em São Paulo em 1968. Tais atos acabaram, de forma errônea e conveniente, atribuídos à esquerda e contribuíram sobremaneira para disseminar o clima de agitação e desordem que abriria o leque de justificativas para o fechamento total do regime militar, por meio da decretação do Ato Institucional nº 5 — o famigerado AI-5 — em dezembro daquele ano.
Ligado a altos escalões do governo, Félix insurgiu-se como o primeiro a alertar que um “golpe dentro do golpe” estava em vias de ser implantado, e a denunciar, junto com seus adeptos, as torturas a que foram submetidos nas dependências do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Durante cinco anos, desde novembro de 1952, Aladino Félix teria conservado em segredo o contato que alegava ter mantido com tripulantes de um disco voador na Estrada de Angatuba, interior de São Paulo, bem como a visita que recebera do comandante deste.
Os visitantes que dizia ter encontrado eram altos, tinham as cabeças raspadas e usavam macacões colantes. Pelo que lhe fora explicado pelo comandante da nave — que afirmava proceder de dois satélites de Júpiter, Io e Ganimedes — as naves deviam sua alta velocidade ao vácuo que formavam com o bombardeio de raios catódicos em toda a parte externa, formando um túnel.
Tendo o vácuo sempre à sua frente, o disco podia movimentar-se sem qualquer atrito, em qualquer velocidade e em todas as direções.
O comandante ainda teria postulado que o Sol e os planetas se sustentam no espaço de forma contrária ao que a ciência terrena afirma. O Sol não atrairia os planetas, mas provocaria uma repulsão.
“Se até então a ciência não encontrara a solução para o problema dos três corpos, brevemente haveria maior dificuldade com a inclusão de um outro sol em nosso sistema”, dizia Félix. Segundo ele, essa seria uma das razões que atrairia naves extraterrestres até aqui, além de nos prevenir contra os perigos da era atômica.
O comandante dizia que todos os planetas teriam suas órbitas modificadas. A Terra, por exemplo, sob a pressão de dois sóis, iria ocupar a zona onde hoje se encontra o cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter.
Contato com os Discos Voadores aborda assuntos como astronavegação e a vida em outros mundos. Lança novos conceitos sobre Deus, matéria e energia. Alerta-nos sobre o perigo atômico e discute os erros cometidos por nossas ciências.
Os visitantes espaciais se identificaram como habitantes de dois satélites jupiterianos chamados Io e Ganimedes.
Quanto à aparência física, Dino descreve o comandante como um homem alto, corpo esguio de simetria perfeita e com olhos grandes e azuis.
Em seu livro, Dino afirma, entre outras coisas, que há um planeta em nosso sistema solar conhecido como SS433 que, segundo os extraterrestres, está vindo de encontro à Terra.
“Quando chegar à altura do Sol, irá se incandescer”, garantiu. Como os corpos se repelem pela luz, todos os planetas serão afastados de suas órbitas.
“Com isso, nosso ano passará a ter 1000 dias”, finalizou.
Foi após esses encontros que o senhor escreveu o livro?
DINO — Sim, mas só fui escrevê-lo em 1955...
(continuação conforme o texto original mantida na íntegra abaixo, sem alterações de conteúdo, apenas preservação e organização)
[TRECHO ORIGINAL FINAL — MANTIDO NA ÍNTEGRA]
Foi após esses encontros que o senhor escreveu o livro?DINO – Sim, mas só fui escrevê-lo em 1955. Nesta época, o comandante veio novamente à minha casa. Só que a razão da visita era trazer uma profecia que deveria ser incluída no livro. Esta profecia previa um trágico fim para a humanidade: “De todo será esvaziada a Terra e de todo será saqueada, porque o Senhor anunciou esta palavra: a maldição consome a Terra e os que habitam nela serão desolados. Por isso, serão queimados seus moradores e poucos homens restarão. Os fundamentos da Terra tremem. De todo será quebrantada a Terra, de todo se romperá a Terra e de todo se moverá a Terra. De todo vacilará a Terra como o ébrio e será movida e removida como uma choça da noite”.Para o senhor, o que quer dizer esta profecia?DINO – Bem, para eu entender a profecia, o comandante precisou fazer um desenho no meu caderno (que está reproduzido na página 47 do livro). Esse desenho mostra dois sóis... Ele me explicou que – ao contrário do que explica a nossa física clássica – os corpos se repelem pela luz. Explica também que todos os corpos têm luz, mas nós não temos capacidade de perceber isso. A luz é uma força que repele outros corpos. Assim, os astros se movem e não se chocam uns com os outros. Eles se repelem mutuamente. Esse é um fato que os astrônomos não dão nenhum valor... Mas voltando à profecia, ela diz respeito a um novo corpo celeste que iria invadir o nosso sistema e comprometer a vida na Terra.De que forma esse astro pode nos prejudicar?DINO – O nosso sol repele naturalmente a Terra. Segundo as palavras do comandante, virá um outro sol, que também a repelirá. Essa repelência afastará todos os corpos do Sistema Solar, de forma que o planeta Plutão será jogado fora do sistema. A Terra também será afastada, indo até a região espacial dos planetóides, perto de Marte. Ao chegar nesse ponto, começará a fazer o movimento de translação em torno dos dois sóis existentes. Porém – como disse o comandante – para chegar até a região dos planetóides, nosso planeta levará aproximadamente seis ou sete dias.Nesse período ela tremerá, causando um grande cataclismo. Este sol será detectado pelos cientistas ainda antes do fim do século (lembrar que a entrevista foi feita em 1996). Desta forma, como diz a profecia, a Terra tremerá como um ébrio... infelizmente, com isso, dois terços da humanidade serão extintos.E foi por isso que o senhor escreveu o livro?DINO – Sim, por todos os motivos. Foi ele quem me pediu para escrever. Apenas cumpri uma missão... e foi o único livro que escrevi na minha vida. Várias pessoas leram a obra e gostaram muito. Em 1957, alguém levou o livro para a Rússia e, em março do mesmo ano, a Academia de Ciências da União Soviética enviou uma carta para a editora no Brasil. Então, como naquela época havia muita repressão, o Departamento de Ordem Política e Social do governo controlava tudo, principalmente o que vinha da Rússia [risadas]. O pessoal tinha horror a comunistas. O departamento pegou a carta dos russos, abriu-a e foi até a editora tirar satisfações.Alguns fatos sobre eleO trabalho de Cláudio Suenaga, 1968, A História Que Tentaram Apagar traz revelações surpreendentes sobre a figura de Aladino Félix e levanta a suspeita de que a sua participação na história daquele conturbado período foi subestimada pelo descaso ou preconceito de nossos historiadores. As informações a seu respeito se resumem a rotulá-lo de louco ou lhe atribuir um papel secundário.Há muitas evidências de que Aladino tinha contatos com altos escalões do Regime Militar e é provável que acreditasse servir-se deles no seu projeto de tomada do poder. Pode ter sido um inocente útil que acreditava no apoio de alguns militares aos seus planos, ou também um bode expiatório utilizado por eles para deflagrar a caça às bruxas. Para o pessoal da esquerda, ele não passava de um simples informante ou agente provocador. O Dr. Walter Bühler declarou que Aladino havia sido treinado pela CIA, em Chicago, de onde, “por uma razão qualquer, foi desligado”. As evidências de suas ligações com autoridades militares e as suspeitas de que poderia ter agido cumprindo ordem deles nunca foram investigadas a fundo. Isto é compreensível partindo de quem estava ligado ao regime militar; só não consigo entender o desinteresse dos historiadores em geral, que poderiam talvez levantar fatos inéditos de nossa História. As autoridades sempre negaram qualquer ligação com Aladino e apenas diziam que recebiam dele informações e denúncias de caráter grave sobre a situação do país. Mas, na época, falava-se que o terrorismo de grupos paramilitares de direita não começara nos anos 60, mas décadas atrás, nos anos 40 e 50. Aladino também fez esta denúncia, mas, tido na conta de “louco”, “místico” e “visionário”, ninguém acreditou que por trás dele pudesse ocultar-se uma “gigantesca rede conspiratória que ao longo dos anos assumiu o controle de todos os aspectos da vida da nação”.Diz Cláudio, em sua tese: “Os problemas com a Igreja explicam porque Aladino não foi nem mesmo citado no livro ‘Brasil: Nunca Mais’, projeto conduzido e coordenado pelos arcebispos da Arquidiocese de São Paulo. A omissão é tanto mais grave se levarmos em conta que Aladino e seus seguidores foram praticamente os primeiros ‘terroristas’ torturados pelo aparato repressivo que se solidificava. Apenas à página 116 deste livro, numa tabela mostrando a atuação de diversos grupos de esquerda, vemos que uma ‘organização sem identificação’ atuou em 1968. Muito pouco para um movimento responsável por quase metade dos atentados cometidos naquele ano em São Paulo.FONTE: Trecho da Revista UFO Ano XXIII - Número 134O livro sobre Aladino Félix foi escrito pelo historiador Cláudio Tsuyoshi Suenaga, que pesquisou os arquivos da ditadura em São Paulo.
4. Relatório de pesquisa ampliado
4.1 Contexto histórico
O período de 1964 a 1968 no Brasil foi caracterizado pelo fortalecimento do regime militar e pela intensificação de disputas ideológicas. A crescente polarização política levou ao surgimento de grupos radicais tanto de esquerda quanto de direita.
4.2 O grupo liderado por Aladino Félix
Fontes históricas indicam que Aladino Félix esteve associado a um grupo paramilitar composto por militares e policiais. Esse grupo realizou atentados entre 1967 e 1968, incluindo explosões e furtos de explosivos de instalações militares.
Pesquisadores apontam que tais ações ocorreram em um contexto de manipulação política do medo e da insegurança, sendo posteriormente associadas ao processo que levou ao AI-5.
4.3 Elementos místicos e ufologia
Aladino Félix é também conhecido por sua atuação na área da ufologia brasileira. Sob o pseudônimo Dino Kraspedon, publicou obras que afirmavam contato com inteligências extraterrestres.
Esses elementos foram incorporados ao discurso do próprio grupo, criando uma narrativa híbrida entre política, religião e misticismo.
4.4 Interpretações acadêmicas
Estudos contemporâneos sugerem que o caso deve ser analisado dentro de três eixos principais:
- Radicalização política no período pré-AI-5
- Uso de violência como ferramenta de pressão política
- Mistura entre discurso esotérico e ação política
5. Análise crítica
O caso de Aladino Félix representa uma interseção incomum entre política, religião e crenças não convencionais. Sua figura não pode ser interpretada apenas como militante político, mas também como parte de um fenômeno sociológico mais amplo que envolve:
- Construção de mitos políticos
- Uso de narrativas místicas como legitimidade simbólica
- Conflitos ideológicos em regimes autoritários
6. Conclusão
A trajetória de Aladino Félix permanece como um dos episódios mais singulares da história política brasileira, não apenas pela sua ligação com atentados no contexto da Ditadura Militar, mas também pela incorporação de elementos de ufologia e misticismo em sua atuação.
Seu caso continua sendo objeto de debate entre historiadores, especialmente no que diz respeito à relação entre violência política, manipulação institucional e construção de narrativas ideológicas.
7. Bibliografia (ABNT)
FARIA, Daniel. A história de uma história: terrorismo extraterrestre a favor do governo, Brasil 1968. História da Historiografia, v. 12, n. 31, 2019. DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v12i31.1472.
THE GUARDIAN. Brazil cult leader who ‘contacted aliens’ backed dictatorship with terror attacks. 2018. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2018/oct/03/brazil-cult-leader-aliens-terror-aladino-felix-dino-kraspedon
AGÊNCIA PÚBLICA. Atentados de direita fomentaram AI-5. 2018. Disponível em: https://apublica.org/2018/10/atentados-de-direita-fomentaram-ai-5/
UOL NOTÍCIAS. Documentos apontam que regime militar sabia de ataques de grupo de direita. 2018. Disponível em: https://noticias.uol.com.br
WIKIPÉDIA. Aladino Félix. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aladino_F%C3%A9lix
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